A recuperação de "Campos maduros": nova fase de atuação da Petrobrás em Dom João Mar

Através da home page da Petrobrás, encontramos informações recentes sobre a disposição da empresa de retomar a extração de óleo do campo Dom João Mar. Em outubro de 2007, um acampamento já havia sido instalado no manguezal próximo à cidade de São Francisco do Conde.

"O campo marítimo de Camorim, localizado em águas profundas no litoral de Sergipe, será revitalizado"

"O campo de Dom João Mar, na Baía de Todos os Santos, próximo a Salvador, na Bahia, antigo, de baixa produção, mas com reserva considerável, de quase 600 milhões de barris, será amplamente revitalizado, com cuidados ambientais redobrados. “Por se tratar de um campo em local ambientalmente sensível, pois parte dele está situada em lâmina d’água rasa e parte em área de manguezal, contará com ilhas artificiais montadas pela Petrobras, de onde se pretende perfurar poços direcionais para atingir os reservatórios. A iniciativa reduzirá o número de poços e plataformas no local”, explica Holleben.

 

"A vida útil de campos maduros será aumentada graças a estratégias de recuperação de óleo como o aumento de níveis de injeção de água, de CO2 e a injeção submarina de água do mar"

 

"Outro projeto ambientalmente diferenciado e correto previsto no Recage é o de injeção de dióxido de carbono (CO2), um tipo de gás de efeito estufa, em poços. “Graças a uma iniciativa conjunta das áreas de Exploração de Produção e Abastecimento, será construído um carboduto que conduzirá o gás produzido na Refinaria Landulfo Alves (RLAM), em Mataripe (BA), ao campo de Miranga, na Bahia, de modo que, após a injeção de água em poços, objetivando o aumento da pressão interna do reservatórios e a maior recuperação de óleo, o gás seja injetado nos poços do campo de Miranga”, acrescenta o coordenador geral do Recage."

https://www.petrobras.com.br/atuacaointernacional/petrobrasmagazine/pm51/esp/campos_2.html (out 2007)

Olho na exploração, outro na revitalização


"Outro gerente-geral mantém, parafraseando um ditado popular brasileiro, um olho nos campos exploratórios e outro nos campos maduros. Antônio Rivas, da Unidade de Negócio de Exploração e Produção da Bahia, destaca o resultado obtido com técnicas como a modelagem geológica o adensamento de malha, a injeção de água em pressões elevadas, além da perfuração de poços horizontais que recuperaram a produção no estado. “Passaremos um pouco da meta de 6 milhões de metros cúbicos de gás e chegaremos a 51,5 mil barris em 2004, ante os 50 mil de 2003. Com as descobertas, conseguimos compensar o aumento do ritmo de exploração nos campos mais antigos, e já estamos com um Índice de Reposição de Reservas (IRR) igual a um: para cada barril produzido no ano, outro é incorporado”, festeja Rivas, 29 anos de Petrobras, baiano formado em Geologia pela UFBA, que sempre atuou em E&P.

As aquisições de blocos terrestres na região, mantidas na 6ª Rodada, enquadram-se nos objetivos do Programa de Revitalização de Áreas com Alto Grau de Explotação (Recage), lançado em agosto de 2004 . Somaram 18 blocos, contra 23 no mar. “Abrimos um flanco muito forte nas bacias de Camamu-Almada e Jequitinhonha, no litoral da Bahia, e outro enorme em Sergipe e Alagoas”, argumenta Solange Guedes.

Mesmo empolgada com a recuperação das bacias maduras, a retomada dos investimentos no novo plano estratégico e as mudanças no portifólio da Petrobras na região, Solange admite que o mais provável é a ascensão mais rápida de outras áreas: “A curto prazo, há frentes promissoras em Piranema e em Manati.” "

https://www.petrobras.com.br/atuacaointernacional/petrobrasmagazine/pm43/port/volta_casa_2.html (out 2007)

"Otimização de custos
Como cada poço de um campo recuperado pode custar de 50% a 70% do valor total do projeto, a otimização de custos de poços é essencial no Recage. A utilização de pequenas sondas rotopneumáticas é uma das soluções previstas com esse fim. O equipamento está sendo utilizado na primeira fase de perfuração de poços em projetos no Rio Grande do Norte e no Ceará. Posteriormente, a convencional sonda de perfuração, cujo aluguel é consideravelmente mais caro, completará o serviço, com a vantagem de fazer-se útil por menos tempo, o que proporcionará economia para a Petrobras. Outra medida que otimizará custos será a realização de operações como o fraturamento hidráulico de reservatórios sem a utilização de sondas (rigless), cujo aluguel é custoso.

De qualquer forma, é vantajoso investir em campos maduros, pois, segundo Holleben, há menos incertezas em relação à presença de óleo. “Implementamos projetos simples e obtemos o maior rendimento possível em contrapartida. Além do mais, a expectativa existente em relação ao Recage é de que contribua com 25% da produção atual para a Petrobras em 2011, o que significará algo em torno de 550 mil bpd”, revela ele. As perspectivas não poderiam ser mais promissoras."

 

"A tecnologia de injeção submarina de água do mar consiste no bombeio de água do mar para dentro do reservatório, através de um poço de injeção, o que aumenta a capacidade de injeção sem alterar instalações de superfície"

https://www.petrobras.com.br/atuacaointernacional/petrobrasmagazine/pm52/port/campos_3.html (out 2007)

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