QUANDO A SOLUÇÃO É PARTIR
 

POR TERRAS DE CABRAL

  ARTUR SEMEDO
  MULHERES VISIVEIS
 

PROJECTOR

 

 

 

 

 

 

 

Reportagem - ASSUMAR (Monforte)

 

A REALIDADE PARA LÁ DOS MUROS

Centro de Recuperação de Menores de Assumar – Congregação de Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus

 

«A Congregação de Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus foi fundada em 31 de Maio de 1881, em Ciempozuelos- Madrid (Espanha), sob o impulso de S. Bento Menni, Maria Josefa Récio e Maria Angústias Gimenez. A sua origem está vinculada à necessidade de responder a situações de carência assistencial, abandono e exclusão social de pessoas com perturbações psíquicas, especialmente senhoras.

Ao longo de mais de um século a presença da Congregação no mundo tem vindo a expandir-se, encontrando-se hoje presente em 25 países.

Em Portugal a Congregação está presente desde 1894, e realiza a sua missão em 12 estabelecimentos de saúde, dos quais 9 situam-se no Continente e 4 nas Ilhas Autónomas, nomeadamente 2 na Madeira e 2 nos Açores, tendo um total de 2790 camas de internamento. As áreas de intervenção são entre outras: psiquiatria, psicogeriatria, deficiência mental, psicopedagogia, dependências e reabilitação psicossocial.

Desde a sua fundação, a Congregação tem como um dos objectivos prioritários o de proporcionar às pessoas acolhidas nos seus estabelecimentos uma assistência e cuidados de saúde integrais. A sua missão desenvolve-se através da oferta de serviços de saúde para pessoas com perturbações mentais, deficientes físicos e psíquicos e, ocasionalmente, pessoas com outras patologias...»

Quem atravessa o Assumar (uma das Freguesias do Concelho de Monforte), em direcção a Arronches, ali junto à passagem de nível, depara-se com uma construção austera com mais de 60 anos, cercada por um imenso muro. Inicialmente esta construção destinou-se a centro de formação de capatazes/agricultores que tinham como destino as antigas colónias.

Depois de 16 anos encerrada, passou a funcionar ali o Centro de Recuperação de Menores de Assumar da Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus. Para lá dos seus muros há uma realidade que, muitas vezes, a sociedade procura ignorar. Através do Prof. Daniel Balbino, que exerce nesta instituição à mais de vinte anos, fomos conhecer esta realidade.

No pátio central deparámo-nos com uma multissecular azinheira, ex-líbris da instituição que, deve simbolizar com a sua imponência, a força desde conjunto de mais de cinquenta pessoas em cujos braços, qual ramos da velha azinheira, se protegem cerca de 120 utentes, cujas idades oscilam entre os dois anos e meio e os mais de cinquenta.

Sob a batuta da irmã Fernanda Ramos, directora do Centro, coadjuvada por professores, assistente social, educadoras e demais pessoal auxiliar, decorrem os dias dedicados a uma profissão que se transcende numa quase devoção a esta causa tão nobre, cujo lema: Cuidar, Reabilitar, Promover, Humanizar… está patente no relacionamento carinhoso, por vezes até enternecedor como o que presenciámos.

De toda a parte do país chegam crianças, adolescentes e senhoras para aqui ficarem internadas. Algumas como o último reduto de uma já longa “peregrinação” por outras instituições que as recusaram, paradigma de uma sociedade que, teimosamente, tenta ignorar estes seres dóceis que tiveram a fatalidade de serem diferentes dos demais.

Estas utentes estão distribuídas por sectores, tendo em conta o seu grau de deficiência que pode ser: deficiência severa, grande deficiência e deficiência menor.

Na imensidade das instalações, agora ampliadas, deparamo-nos com salas de refeições onde impera a higiene e o pormenor, aqui não se come em pratos de alumínio, mas sim nos de loiça normal e corrente como em qualquer casa de família. Os quartos alojam duas ou três internas, dispondo de roupeiros e casa de banho, a fazerem inveja a muitas residenciais ou, até mesmo hotéis. As salas de actividades são arejadas e nelas o pessoal desenvolve as terapias adequadas a cada grupo.

Numa outra sala fomos encontrar o Miguel, fisioterapeuta nascido em Monastério (Badajoz) que aqui exerce a sua profissão.

Para tudo isto funcionar normalmente, a instituição conta para além dos seus meios com a ajuda da Câmara Municipal de Monforte e várias entidades, dentro e fora do concelho, a Segurança Social e Fundos Sociais Europeus. Aliás, é o próprio Prof. Daniel Balbino que nos conta da sua presença com um grupo destas jovens em Estrasburgo, quando visitaram o Parlamento Europeu.

Muitas são as actividades que se desenvolvem com as internadas, tais como a dança, os passeios pedestres, excursões, a natação em piscina coberta e aquecida e a equitação, esta através de um protocolo com o Grupo Territorial de Portalegre da Guarda Nacional Republicana que para aqui faz deslocar alguns cavalos.

Foi com orgulho que os professores nos falaram da recente participação na IX Reunião Científica de Trujillo (Espanha), cuja carta da organização felicita o Centro pelos trabalhos apresentados e pelo comportamento exemplar das jovens que integraram o grupo.

Há casos de sucesso que extravasam estes muros, como o da Manuela, a frequentar o 6º ano na Escola de Monforte e já com um livro de poemas editado no Ano Internacional da Pessoa Deficiente.

Tentámos como é dever do jornalista não nos emocionarmos com os factos presenciados, para que o relato fosse fidedigno. No entanto, não seríamos coerentes se não disséssemos que vivemos emoções fortes, como assistir ao trabalho do Miguel com uma criança na reabilitação, mas também experimentámos momentos de alegria, como o da pequena Liliana (aqui há duas semanas) nos braços da Professora Isilda Mourato, ou ainda com as danças que executaram para nós. Jamais esqueceremos a alegria estampada naqueles rostos quando viam as suas próprias fotografias… ou o vídeo que para elas fizemos.

Para terminar apenas deixo um pequeno excerto de uma carta escrita por uma mãe de uma destas meninas/mulheres, que sintetiza tudo o que nos foi dado observar: «… Porque aqui não há compaixão, há luta, há esperança, há persistência e há alegria e aceitação. Um pequeno progresso aqui é uma vitória suada… mas tão consoladora como as grandes vitórias…»

Fernando N. Marques

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FORAL – Comemoração dos 750 anos

Redacção/FotosNA

Neste ano de 2005, Arronches comemora os 750 anos da atribuição do Foral por D. Afonso III, o que aconteceu a 16 de Junho do ano de 1255.

Para comemorar tão significativa data, a Câmara Municipal vai promover ao longo do ano uma série de eventos.

No final do ano passado, lançou um concurso para a realização de um cartaz alusivo ao evento, uma medalha e um logótipo (a figurar em documentos públicos e alguns privados, como a primeira página do nosso Jornal) ao qual puderam concorrer jovens até aos 31 anos.

Foi nomeado um júri constituído por: Luísa Rita e o Padre Patrão, a convite da CMA, Ana Maria Reis, pela EBI 2,3 Nª Sr.ª da Luz, e o Padre Marcelino Marques pela Paróquia de Assunção.

O júri que reuniu a 20 de Janeiro do corrente ano, deliberou realçar o empenho revelado nos trabalhos pelos seguintes jovens: Luís Carlos Rodrigues (Medalha), Luís Miguel M. Fitas Trindade e Tito César Cunha Venâncio (Cartaz).

Os trabalhos premiados couberam a Sérgio Eduardo de Santana Rodrigues, residente em Évora, e que conquistou as áreas do cartaz e logótipo, e Elisabete Susana Franco Pereira, de Arronches, que venceu com o melhor projecto para a medalha comemorativa.

De salientar que concorreram 109 jovens entre os 10 e 30 anos, sendo 53 do sexo masculino e 56 do sexo feminino.

Os concorrentes distribuíram-se ao longo das seguintes localidades: Arronches, Mosteiros, Esperança, Portalegre, Évora, Aveiro, Santa Eulália e Degolados. A maior percentagem pertencia à Freguesia de Assunção (64%), seguindo-se Esperança (20%) e Mosteiros (13%). A menor participação foi a de Santa Eulália (1%).

A vetusta torre do Largo Serpa Pinto (Largo da Cadeia), já ostenta uma faixa vertical que passa a assinalar este evento.

Estamos em condições de afirmar que, Junho, mês da atribuição do Foral por D. Afonso III, vai ser o mais significativo. Para já, anunciam-se para os dias 17 e 18 (Sexta e Sábado) a recriação da época medieval e a atribuição do I Foral.

Até ao dia 27 de Março, os interessados em participar nesta evocação podem-se inscrever nos seguintes locais: Centro Cultural de Arronches/ Espaço Internet, Escola Básica 2,3 Nossa Sr.ª da Luz, Paróquia de Assunção e nas Juntas de Freguesias de Assunção, Esperança e Mosteiros, solicitando para o efeito as respectivas fichas de inscrição.

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Profissões em Vias de Extinção: ALBARDEIRO

Redacção/FotosNA

 

É toda uma história de vida para contar, a exemplo de outras que aqui já contámos e que pretendemos voltar a conta.

É uma viagem a um mundo hoje quase irreal. Um mundo em que as novas gerações têm dificuldade em acreditar, mas que é preciso dar a conhecer por aquilo que encerram de miséria, sacrifício e, por vezes, submissão a sistemas que então imperavam.

João Cláudio de Cáceres, o albardeiro da Rua da Esperança, hoje o único a manter alguma actividade por estas paragens, pese a pouca saúde e a idade, são já 76 anos, não fugiu à regra que por esses tempos se viviam.

Guardar porcos logo aos onze/doze anos, era uma das saídas, para a qual os gaiatos eram “empurrados”, conseguindo, assim, aumentar... pouco, os magros orçamentos familiares. Muitos, mal davam para subsistir. Só o engenho em que este povo sofredor é fértil, suprimia essas dificuldades de levar por diante famílias quase sempre numerosas.

Transformando com muita arte (quase manjares), o que a terra dava; aproveitando o pão duro que se transformava nas deliciosas sopas e, alguns, da matança do porco, cuja salgadeira garantia junto com o fumeiro, as carnes para todo o ano.

Esta, a exemplo de muitas outras, foi a infância do nosso Homem.

Aos dezoito anos mudou de rumo e foi para junto do seu tio, Francisco Barradas de seu nome, e albardeiro de profissão.

Foram três anos de aprendizagem de uma profissão que ainda hoje não consegue deixar, mesmo com os conselhos do seu médico.

Esta equipa que mais não era que uma “sociedade” acabou por se desmembrar, e o João estabeleceu-se por conta própria na Rua da Esperança, onde ainda hoje, à porta expõem os objectos de toda uma vida, misturados com as modernices que entretanto chegaram.

Eram outros tempos, por aqui ainda não tinha chegado a revolução industrial, e tudo o que era transporte de mercadorias e fainas da lavoura, eram os carros com as parelhas de machos ou mulas que se movimentavam por tudo quanto era sítio.

Trabalhou sempre sozinho e tinha capacidade de resposta para todas as solicitações. Recorda que «trabalhava muito para um lavrador de Campo Maior, o Eng.º António da Gama Pinheiro, muito meu amigo. Mandava fazer aqui todos os trabalhos». Os trabalhos a que se refere, recordados por ele e com a ajuda da esposa, eram os brunis, albardas, cabrestos, arreios etc., Referindo ainda que «trabalhava também para muitos lavradores do concelho de Arronches».

Passados anos, chegaram os tractores, as camionetas e tudo o mais que nos trouxe a sociedade do “desenvolvimento” e, com ela, aparcaram as carroças, as parelhas de animais hoje não são mais que recordações longínquas. O negócio parou!

Ainda tentou diversificar, colocando outros produtos à venda. O negócio não dá. Hoje, quando a saúde o permite, abre o estabelecimento para matar o tempo e estar distraído.

Há, alguns, não muitos anos, viajou a convite da Câmara Municipal de Arronches por Feiras de Artesanato - os diplomas pendurados na parede comprovam essas participações - em que algumas das profissões quase extintas como a sua, são vistas com admiração. Mesmo assim, esta é uma profissão condenada. Nada nem ninguém aposta neste tipo de trabalho.

Há excepções, como os correeiros que encontraram no desporto equestre fonte de trabalho e rendimento. Casos como os de Alcácer do Sal, Vila Franca de Xira, Santarém ou Marrazes. Ao falarmos do desporto equestre, o nosso entrevistado fez questão de nos mostrar uma sela de caixa (o último seu trabalho) e um par de estribos de caixa que são uma autêntica preciosidade.

Agora, restar esperar por passar aquilo que lhe resta de vida entre as suas recordações. Um baú que nos abriu, para em conjunto vivermos algumas delas.

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Pedras com História

Texto e foto:Emílio Moitas

Da memória dos Romanos que chegaram à Península Ibérica no ano 218 a.C., no decorrer da segunda guerra Púnica entre Romanos e Cartagineses, quando os primeiros contingentes de tropas romanas chegaram e deram início a uma nova etapa civilizadora do extremo ocidental da Europa. No concelho de Arronches, a presença dos Romanos chegou até aos nossos dias, presentes na nossa sociedade e cultura, assim como em diversos vestígios arqueológicos que confirmam a existência de algumas villas, monumentos ou simples casas de campo dispersas um pouco por toda a área deste concelho, geralmente situadas em terrenos férteis e bem drenados. Graças ás novas tecnologias introduzidas pelos romanos, desenvolveram importantes actividades agrícolas, assim como dedicaram-se também a escavar o subsolo à procura de metais preciosos, em carta de Leite de Vasconcelos para António Tomás Pires, datada de 17 de Março de 1891, o investigador referia: “Dizem-me que na mina da Tinoca (cobre), entre Arronches e Santa Eulália aparecem muitas antiguidades, inclusive utensílios, tais como urnas com tampas: talvez funerárias”.

Dos muitos achados arqueológicos encontrados no concelho de Arronches e dispersos por diferentes instituições, vamos hoje referir a Ara romana encontrada na herdade de Revelhos, antiga freguesia de S. Bartolomeu, nas proximidades da Igreja dedicada a S. Bartolomeu, hoje em ruínas. Esta Ara em granito, com a inscrição “LIBII RAII”, encontrava-se junto da parede do antigo forno da referida igreja, local de onde foi recolhida, sendo a mesma oferecida pelo então lavrador e comendador Francisco da Silva Lobão Rasquilha, em 1882 ao Museu de Elvas. Quanto à lápide sepulcral de mármore branco, com inscrição latina e com moldura, descoberta na herdade do Reguengo na margem esquerda do rio Caia, no decorrer de trabalhos agrícolas em 1895,que foi também oferecida ao Museu de Elvas, pelo lavrador, Sr. José da Silva Lobão Tello, em 1897. A inscrição desta lápide é a seguinte:

BLAESIDIENA

GN.F. MARCELLA

ANN XX. H.S.E.S.T.T.L.

GN BLAESIDIENVS

MARCELLVS. ET VALERIA

…T. TERTVLLA. ET PIAE ET.

SIBI V FC.

A lápide sepulcral desta jovem de 20 anos, mede 0,45m de altura e 0,56 de largura.

Esta peça arqueológica pode ser observada no átrio da Biblioteca Pública de Elvas.

Proveniente da zona do Reguengo junto ao Rio Caia, área de grande interesse arque-ológico hoje coberta pelas águas da Albufeira do Caia.

Felizmente estas duas peças encontradas no concelho de Arronches, foram estudadas e preservadas no Museu de Elvas, escapando assim à possível pilhagem ou destruição, como tem acontecido a muitas outras peças encontradas neste concelho, hoje já desaparecidas, ou armazenadas em diferentes locais e em condições de conservaçãobastante deficientes, para materiais com centenas de anos.

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Artur Semedo, um Arronchense a Recordar

Actor, Cineasta e Benfiquista ferrenho

O seu último filme, como actor, foi em 1992 e chamou-se “No dia dos meus anos”. João Botelho foi o realizador e o argumentista. A produção foi do Paulo Branco.

Também no teatro marcou a sua presença tendo, a sua brilhante carreira, atingido o auge entre 1954 e 1962 ao lado da inesquecível Laura Alves. Mas não parou por aí e, sempre o palco fez parte da sua vida de grande actor. Nos anos setenta, na comédia “O Vison Voador”, actuou ao lado de Henriqueta Maia, Io Apolloni e Raul Solnado, como em muitos outros espectáculos que recordamos com saudade.

Eng. Antonio J. Zuzarte

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O MEIO AMBIENTE

Nada do que vou escrever se reveste de originalidade.

De facto, já tanto se disse e escreveu que é difícil encontrar inovações.

O que é um facto indesmentivel é que as coisas tendem a piorar.

É um dado adquirido que a poluição mata, que as águas contaminadas provocam sérios problemas de saúde e o rol continuaria, para grande preocupação de todos os que são atingidos.

Desde grandes encontros a nível mundial a pequenos e grandes debates regionais, tudo tem sido tentado.

Apesar disso, a tentação de continuar a poluir é maior do que os avisos feitos, por organizações insuspeitas, quanto ao perigo que se corre se medidas drásticas não forem tomadas.

O que se observa é que os grandes poluidores não estão interessados em deixar de arruinar a terra.

Se o exemplo vem de cima, é como se passasse um cheque em branco para todos os outros.

Por alguma razão as pessoas se sentem bem quando se encontram num local aprazível, com bons ares, e uma vista paradisíaca.

Esses lugares são cada vez mais escassos, e na maior parte dos casos só acessíveis a quem tem uma bolsa recheada.

Contudo, há um pormenor em que convinha reflectirmos:

Todos somos potenciais poluidores.

Sendo assim, talvez individualmente possamos melhorar neste, ou naquele, aspecto.

O papel que cada um pode desempenhar nesta vertente, embora, possa não parecer, é muito importante.

Não pretendo dar lições de civismo a ninguém, mas faz-me pena ver locais que, supostamente, deveriam ser de todos serem apenas de alguns.

Eu explicito:

Mesmo no nosso concelho, com locais bem agradáveis, é triste observar que não existe respeito pelo local.

O que se vê pelo chão é uma manifesta falta de caracter e de consideração pelos outros.

Consegue-se transformar um local bonito numa lixeira a céu aberto.

Exemplos disso mesmo não faltam.

Eu sei que não se consegue mudar o mundo, mas um pouco mais de cuidado pode melhorar substancialmente o nosso cantinho.

O que se faz em público muitas vezes é um prolongamento do que se é em casa, só que se pretende que esta “casa” seja de todos.

Deixo um apelo para uma maior consciencialização nesta matéria.

O meio ambiente tem uma capacidade verdadeiramente notável de se recompor, de se restaurar.

Tem é perdido a batalha contra o homem.

Se continuarmos assim talvez se ganhem algumas batalhas mas, certamente, perderemos a guerra.

A pugnar por um mundo melhor.

 

Zé Arronchense

 

resolução aconselhada: 1024x768

Construida a: 24 / Fevereiro / 2005

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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