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"Filosofar é reaprender a ver o mundo"

   
O Pensamento Político na Idade Média

 

              A Idade Média é marcada politicamente pela existência de dois poderes: um material (ou temporal) e outro espiritual (ou celeste). O Papa representava o poder espiritual e o rei o poder material. A igreja legitimava o poder do Estado, atribuindo-lhe origem Divina.

              Os principais pensadores políticos da Idade Média foram Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.

              Santo Agostinho (354-430) tem influência platônica em seu pensamento. Em seu livro "A cidade de Deus" defende a existência de duas cidades: a de Deus (ou celeste) e a dos homens (ou terrena). O Estado deve estar sempre subordinado à Igreja, pois seus objetivos, uma vez que são temporários, são menores em relação aos da Igreja que proporciona a paz eterna às almas humanas.            

cidade celeste alma    essência IGREJA a paz é encontrada nos bens futuros e eternos
cidade terrena corpo não-fé existência ESTADO a paz é encontrada nos bens e comodidades desta vida

                                

              São Tomás de Aquino (1225-1274) tem influência aristotélica em seu pensamento. Escreveu "Do Governo dos Príncipes". Suas idéias revelam a procura de equilíbrio entre as várias idéias políticas de sua época.

              O Estado, para Tomás de Aquino, é concebido como instituição natural, cuja finalidade consistiria em promover e assegurar o bem comum. A Igreja, por outro lado, seria uma instituição dotada fundamentalmente de fins sobrenaturais. Assim o Estado não mais precisaria subordinar-se à Igreja. 

 
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