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"Filosofar é reaprender a ver o mundo"

   
"Leviatã" de Hobbes

 

              A partir do século XVII há um sentimento de independência dos reis em relação ao papa. Começa então a crítica às teorias do direito divino dos reis.

              Thomas Hobbes é um dos filósofos que irá se preocupar em justificar e legitimar o poder do Estado sem recorrer a qualquer explicação religiosa. Isto é, seu pensamento político irá se preocupar com a origem do Estado, deixando de lado o velho pensamento de que Deus dava e legitimava o poder dos reis.

              Para justificar e legitimar o poder do Estado Hobbes irá procurar analisar a razão de ser (origem) do Estado. Para tanto irá partir da análise do homem antes de sua sociabilização. Irá partir do homem em estado de natureza.

              Os homens em estado de natureza, para Hobbes, vivem em constante guerra com os outros homens porque são totalmente livres.

              Ao contrário de Aristóteles que pensava o homem como um ser naturalmente sociável e político, Hobbes dirá que a sociabilidade do homem só é possível por um pacto que se faz entre eles. Com esse pacto (ou contrato) será possível aos homens terem a paz desejada.

              O pacto será um contrato firmado entre os homens dando poder absoluto a um soberano para que este garanta pleno desenvolvimento da indústria, agricultura, navegação, ciência e todos os confortos aos homens. Para tanto os homens deverão abdicar dos seus direitos em favor do soberano e não deverão conservar nem um pouco da liberdade natural anterior, senão instaura-se novamente a guerra.

 
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