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Marcha
com auxílio de muleta
Conforme
Basmajian (1987), Sulivan (1993) as muletas são usadas com maior freqüência
no aumento do equilíbrio e para o alívio completo ou parcial da
sustentação do peso sobre o membro inferior. Elas são tipicamente
usadas bilateralmente e funcionam para aumentar a base de sustentação,
para melhorar a estabilidade lateral, e para permitir que os membros
superiores transfiram o peso corporal para o solo. Esta transferência
de peso através dos membros superiores permite uma deambulação
funcional, enquanto é mantido um estado de sustentação restrita do
peso. A marcha com muletas é uma habilidade que se aprende e que
precisa de repetição contínua e atenção constante aos detalhes para
ser aperfeiçoada. Dos três fatores o equilíbrio é aquele em que é
mais importante atingir o nível máximo antes de ser permitido ao
paciente a deambulação com muletas, por rotina. O tipo de marcha com
muletas que se vai ensinar às pessoas incapacitadas dependerá
certamente de vários fatores: tipo, extensão e grau da incapacidade e
padrão de fraqueza residual. Estes fatores variam de paciente para
paciente e cada um deve ser estudado individualmente. Contudo existe uma
progressão na marcha, de mais simples para mais difícil, de mais lenta
para mais rápida. As marchas mais simples são a “marcha de tripé
com arrastamento”, a “marcha de cadeira de balanço” e a “marcha
de tripé com passos alternados”. Essas marchas são “simples”
apenas no sentido de que não são muito complexos os padrões dos
movimentos necessários para produzir deslocamento e avanço para
frente. Para a maior parte elas são a continuação direta dos exercícios
de equilíbrio em muletas e de pé, sem sustentação. As muletas são
colocadas alguns centímetros adiante do paciente, que a seguir
inclina-se para frente e, ou arrasta os dois pés até às muletas, ou
oscila para diante e para trás até que os seus pés avancem até às
muletas, ou traz primeiro um pé até às muletas e depois o outro. Nos
dois primeiros casos os pés raramente se levantam do chão de forma que
é constantemente mantido um “tripé” que proporciona um equilíbrio
e um estabilidade consideráveis. No terceiro tipo de marcha, o tripé
é momentaneamente perturbado cada um dos pés avança. É necessário
um equilíbrio melhor para esta marcha, de forma a absorver o menor
desvio de peso de um lado para o outro e pra trás.
Para
Sulivan (1993), os padrões de marcha diferem significativamente em suas
necessidades energéticas, base de sustentação e na velocidade com que
podem ser executados. Marcha em três pontos; neste tipo de
deslocamento, três pontos de apoio contatam o solo. É usada quando há
necessidade de uma situação de não-sustentação de peso em um membro
inferior. O peso corporal é exercido sobre as muletas, e não sobre o
membro inferior afetado. Marcha com sustentação parcial de peso; esta
marcha é uma modificação do padrão de três pontos. Durante a
progressão para frente do membro envolvido, o peso é suportado
parcialmente por ambas as muletas e pelo membro afetado. Durante a
instrução da marcha com sustentação parcial de peso, deve ser
enfatizado o uso de uma progressão normal do tipo “calcanhar-dedos
dos pés” pelo membro afetado. Marcha em quatro pontos; este padrão
propicia uma marcha lenta e estável, pois são mantidos três pontos de
contato com o solo. O peso é lançado sobre ambos os membros
inferiores; o padrão é tipicamente usado nos casos de envolvimento
bilateral, relacionados ao equilíbrio problemático, incoordenação ou
debilidade muscular. Neste padrão de marcha, uma muleta é avançada e,
então, o membro inferior oposto é avançado. Por exemplo, a muleta
esquerda é movimentada para frente e, em seguida, o membro inferior
direito, seguindo-se a muleta direita, e então o membro inferior
esquerdo. Marcha em dois pontos; este padrão de marcha é similar à
marcha de quatro pontos. Contudo, é menos estável porque são mantidos
apenas dois pontos de contato no solo. Assim, o uso desta marcha requer
um melhor equilíbrio. O padrão em dois pontos simula aproximadamente a
marcha normal, visto que o membro inferior e o superior opostos se movem
simultaneamente.
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