Marcha

Introdução

Marcha normal

Marcha patológica

Dispositivos auxiliares

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  Muleta

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Reeducação da marcha

Considerações

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Bibliografia

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Contato

2001 Verônica Nakazawa

Marcha com auxílio de muleta

 

Conforme Basmajian (1987), Sulivan (1993) as muletas são usadas com maior freqüência no aumento do equilíbrio e para o alívio completo ou parcial da sustentação do peso sobre o membro inferior. Elas são tipicamente usadas bilateralmente e funcionam para aumentar a base de sustentação, para melhorar a estabilidade lateral, e para permitir que os membros superiores transfiram o peso corporal para o solo. Esta transferência de peso através dos membros superiores permite uma deambulação funcional, enquanto é mantido um estado de sustentação restrita do peso. A marcha com muletas é uma habilidade que se aprende e que precisa de repetição contínua e atenção constante aos detalhes para ser aperfeiçoada. Dos três fatores o equilíbrio é aquele em que é mais importante atingir o nível máximo antes de ser permitido ao paciente a deambulação com muletas, por rotina. O tipo de marcha com muletas que se vai ensinar às pessoas incapacitadas dependerá certamente de vários fatores: tipo, extensão e grau da incapacidade e padrão de fraqueza residual. Estes fatores variam de paciente para paciente e cada um deve ser estudado individualmente. Contudo existe uma progressão na marcha, de mais simples para mais difícil, de mais lenta para mais rápida. As marchas mais simples são a “marcha de tripé com arrastamento”, a “marcha de cadeira de balanço” e a “marcha de tripé com passos alternados”. Essas marchas são “simples” apenas no sentido de que não são muito complexos os padrões dos movimentos necessários para produzir deslocamento e avanço para frente. Para a maior parte elas são a continuação direta dos exercícios de equilíbrio em muletas e de pé, sem sustentação. As muletas são colocadas alguns centímetros adiante do paciente, que a seguir inclina-se para frente e, ou arrasta os dois pés até às muletas, ou oscila para diante e para trás até que os seus pés avancem até às muletas, ou traz primeiro um pé até às muletas e depois o outro. Nos dois primeiros casos os pés raramente se levantam do chão de forma que é constantemente mantido um “tripé” que proporciona um equilíbrio e um estabilidade consideráveis. No terceiro tipo de marcha, o tripé é momentaneamente perturbado cada um dos pés avança. É necessário um equilíbrio melhor para esta marcha, de forma a absorver o menor desvio de peso de um lado para o outro e pra trás.

 

Para Sulivan (1993), os padrões de marcha diferem significativamente em suas necessidades energéticas, base de sustentação e na velocidade com que podem ser executados. Marcha em três pontos; neste tipo de deslocamento, três pontos de apoio contatam o solo. É usada quando há necessidade de uma situação de não-sustentação de peso em um membro inferior. O peso corporal é exercido sobre as muletas, e não sobre o membro inferior afetado. Marcha com sustentação parcial de peso; esta marcha é uma modificação do padrão de três pontos. Durante a progressão para frente do membro envolvido, o peso é suportado parcialmente por ambas as muletas e pelo membro afetado. Durante a instrução da marcha com sustentação parcial de peso, deve ser enfatizado o uso de uma progressão normal do tipo “calcanhar-dedos dos pés” pelo membro afetado. Marcha em quatro pontos; este padrão propicia uma marcha lenta e estável, pois são mantidos três pontos de contato com o solo. O peso é lançado sobre ambos os membros inferiores; o padrão é tipicamente usado nos casos de envolvimento bilateral, relacionados ao equilíbrio problemático, incoordenação ou debilidade muscular. Neste padrão de marcha, uma muleta é avançada e, então, o membro inferior oposto é avançado. Por exemplo, a muleta esquerda é movimentada para frente e, em seguida, o membro inferior direito, seguindo-se a muleta direita, e então o membro inferior esquerdo. Marcha em dois pontos; este padrão de marcha é similar à marcha de quatro pontos. Contudo, é menos estável porque são mantidos apenas dois pontos de contato no solo. Assim, o uso desta marcha requer um melhor equilíbrio. O padrão em dois pontos simula aproximadamente a marcha normal, visto que o membro inferior e o superior opostos se movem simultaneamente.

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