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FORD 1934
Conheça esta réplica em fibra de vidro, desenvolvida no Brasil, e disponível em São Paulo para qualquer pessoa comprar .
Rodando macio pelas ruas da cidade, o carro amarelo aos poucos vai ganhando a atenção das pessoas. Sim, aos poucos mesmo, já que o ronco de seu motor - ao contrário dos carros equipados com escapamento dos mais abertos e barulhentos - é bem discreto. Pelo trajeto, o ponteiro do marcador de combustível convida o hot-rod a parar em algum posto.
Bem, equívocos a parte, o carrão sai do posto e volta para as ruas, embalado pelo alto volume da voz de Elvis Presley, Little Richard, Jerry Lee Lewis e outros gigantes do rock dos anos 50 e 60, som empolgante que sai pelos alto-falantes afinadíssimos do "Chevrolet".
Com tantos sons desse gênero musical, a responsabilidade de manter a afinação entre os conjuntos fica a cargo de um solitário "band leader", que coordena todos os movimentos do Cupê 34 com muita harmonia: um motor Chevrolet 250 (seis cilindros em linha de 4.100 cc de cilindrada) a gasolina, o mesmo utilizado nos Opala 92 - ano que encerrou a produção desse modelo.
As alterações acabaram chegando também ao sistema de arrefecimento. Saiu o radiador do Opala para entrar o de um Maverick V8. A troca foi necessária porque facilitaria a instalação do componente no "Chevrolet". O problema é que, apesar de ter sido projetado para esfriar os "ânimos" do motor de 302 polegadas cúbicas (cerca de 5.000 cc de cilindrada) da Ford, o radiador transplantado não conseguia dar conta do recado, "fervendo" muito rápido. Para solucionar o problema, foi adicionado mais uma fileira de colmeia em seu interior e instalado uma ventoinha elétrica - acionada, quando necessário, por um botão no painel - para funcionar em conjunto com a de Opala, que já estava colocada por trás do radiador. Pronto. Mesmo em pesado transito urbano, o "novo" sistema de arrefecimento passou a evitar superaquecimentos.
O chassi tubular de seção retangular, que tem duas longarinas e quatro travessas para amenizar a torção e acomodar motor e câmbio, recebeu. a suspensão (mais uma vez...) do Opala 92, mas as molas e amortecedores pressurizados tiveram altura e carga redimensionadas para garantir melhor estabilidade ao Cupê.
"Lataria" resistente. Além de todas essas características mecânicas, que não tem nada em comum com o projeto do legitimo Chevrolet 34, a carroceria também acabou recebendo modificações - e não foram poucas... Construída em fibra de vidro, os pára-lamas e os estribos foram alargados para que os pneus pudessem ser acomodados adequadamente. A capota, pintada em PU na cor amarelo Sunny (da linha VW 93), foi rebaixada em três polegadas e todos os frisos e cromados foram removidos.
As alterações, que não ficaram por aí, se justificam porque o kit (vendido pela empresa WWTrevis por R$ 6 mil) trazia apenas chassi e carroceria. Isso foi um "prato cheio" para Rosset, que teve liberdade para improvisar a sua maneira. Os faróis, por exemplo, são idênticos aos originais. Não pense que foram retirados de um autentico Cupê 34 ou que foram importados dos Estados Unidos. Produzidos pela Rossi, eles são os mesmos que equipam alguns ônibus urbanos. Os "copos" das lanternas - retrabalhados - eram de um caminhão.
Mas nem tudo foi adaptado ou trazido de veículos de outras montadoras. Na grade do radiador foi colocada a gravatinha estilizada, símbolo da marca feito a mão para o "34". Na traseira, o emblema original foi retrabalhado: a inscrição Chevrolet teve o espacamento entre cada letra ampliado.
Gostou do carro? Bem, esse Chevrolet pode ser visto no encontro de colecionadores que acontece no estacionamento do Shopping D, em São Paulo, sempre no primeiro do domingo de cada mês. Ao vê-lo, e possível que você fique enfeitiçado pelo charme do cupê 34 a ponto de querer ter um em sua garagem, assim como aconteceu há 2 anos e meio com Rosset, que viu um desses na rua e... bom, o resto você já sabe. Igor Thomaz
WWTrevis (O11) 4990
Criado em 22 de maio de 1999.
Última modificação em: Sexta-feira, 30 de Junho de 2000, por "Gilson Ribeiro."
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