|
DE BRÉZIL |
|
|
O título desta página é uma alusão declarada ao delicioso livro INFORME DE BRODIE, do ilustre escritor argentino Jorge (Francisco Isidoro) Luis Borges (1899-1986), cujo estilo, lembrando Jonathan Bickerstaff Swift (1667-1745), como viajante, "reporta" aquilo que se pode ver e observar à sua autoridade mor. |
|
|
O INFORME DE BRÉZIL FOI DESATIVADO, HÁ ALGUM TEMPO, POR FALTA DE INSPIRAÇÃO DO INFORMANTE, ACOMETIDO DE DESÂNIMO GERAL. BEM, O DESÂNIMO PERSISTE, PORÉM A REVOLTA DE SE VER TANTA INCOMPETÊNCIA O SUPLANTOU E, COM ISSO, O INFORMANTE PASSOU A PRODUZIR SEUS INFORMES NOVAMENTE. |
|
|
O Governo do Estado de São Paulo, ante a conclusão da primeira etapa do Rodoanel, abriu edital para concessão (leia-se exploração) com pedágio à razão de R$ 3,00 para os 32 Km que interliga as sete estradas com acesso à capital. A prova irretorquível da incompetência governamental é que a CCR, empresa experiente no assunto, que já explora o complexo Anhanguera Bandeirantes, mesmo considerando a bagatela de R$2 G que terá que pagar ao Estado nos dois primeiros anos e mais R$ 800 M que terá que desembolsar ao longo de 30 anos, sendo 35% nos primeiros três anos, contentou-se com R$ 1,1684, ou seja, um pedágio cerca de 62% menor do que estimado pelos engenheiros do Estado. Dá prá acreditar? Quer dizer que se os caras tivessem cobrado R$ 2,32 (o dobro) ganhariam muito mais e ainda estariam aquém do máximo estabelecido no Edital. Quem será mais incompetente do que tais engenheiros que, por certo, foram os mesmos encarregados que cuidar dos custos da construção do Rodoanel? Faz-me lembrar a estória do político brasileiro que ao visitar um seu par nos EUA, admirou-se de ver o luxo em que vivia aquele, o qual, apontando para um viaduto frente à sua bela mansão, expôs: "Está vendo aquele viaduto? Pois é, metade do que nele foi gasto veio para o meu bolso." Pouco depois, em retribuição, o político gringo veio visitar o brasileiro e não menos era o luxo em que este vivia que, apontando para o nada frente à sua bela mansão, expôs: "Está vendo aquele viaduto?" E como o gringo nada via, complementou: "Pois é, cem por cento do que nele foi gasto veio para o meu bolso"... Ninguém me tira da cabeça que muito viaduto invisível nessas estradas! |
Me explica que eu entendo: consigo entender que quando se fala que o Brasil atingiu auto-suficiência em petróleo isso não seja exatamente verdade: há aquele negócio de que a gente tem auto-suficiência, mas não é bem assim: precisamos importar um tipo de petróleo e exportar outro porque o tipo que extraímos não serve para isso ou para aquilo. Mas, no final, HÁ AUTO-SUFICIÊNCIA (ponto um). Ponto-dois: a Petrobrás, criada às custas do dinheiro do povo, e depois partilhada com os capitalistas (assim como as rodovias que depois de construídas são "doadas" em concessões aos mantenedores (leiam-se exploradores — ver item 008/2008 — você não gostaria de ter uma rodovia para explorar?), além de ser cotada no exterior, deveria, ainda, ter como principal objetivo "servir a Grande Terrinha"... (você não acha Se não acha, me responda: por quê o governo está nessa?) Assim falamos em auto-suficiência, porém na hora de colocarmos o petróleo nas bombas, ninguém quer saber de falar em preços baseados nas planilhas de custos do nosso petróleo (refinado, colocado nas bombas — tudo em Real): o cálculo parte do preço de commodity e... Pau nos brasileiros! Pelos lucros da Petrobrás posso dessumir que o preço de commodity é muito maior do que aquele que seria o custo da Petrobrás com uma margem aceitável de contribuição .... De outro lado: já notaram que a cada perigo da Petrobrás na Bolsa de Valores ela anuncia a "descoberta" de um novo poço de petróleo dos sempre e mesmos campos conhecidos: Santos, Campos etc.? Assim fica fácil... é como já dizia alguém: "o melhor negócio do mundo é petróleo, o segundo melhor é um negócio de petróleo mal administrado..." |
|
006/2008 O Ministro Guido Mántega afirmou que o dólar "está derretendo" nos seguintes termos: "Não estamos totalmente imunes. Uma conseqüênca desta crise é que o dólar está derretendo. Isso é um problema que precisa ser encarado porque afeta nossas exportações". EU, autor do Informe à autoridade mor, vou dizer o quê afeta nossas exportações: o que afeta nossas exportações é a super-tributação, o "Custo Brasil" decorrente de leis tão idiotas como a comentada no item 005/2008, juros absurdos para financiar o déficit público (e não para controlar a inflação como se alega — vide item 004/2008). Quando o Brasil tiver seu custo tão competitivo quanto o de outros países, o dólar derreterá para nós tanto quanto para eles: os japoneses também receberão menos yenes por dólar, os argentinos menos pesos e os europeus menos euros, então não restará, a toda a comunidade internacional, alternativa senão aumentar os preços em dólar e, voi-là: o preço estará ajustado e os Estados Unidos que se lixem para recuperar o valor de sua moeda, desgastada por guerras, guerras e guerras de dá cá que o mundo é meu etc. Então, se há algum pacote a fazer, ele diz respeito à eficiência do gasto público federal, cuja economia possibilitará tudo o que se apontou acima. Mas isso, o governo não quer, não tem vontade política e nem ilibação para praticar: e dá-lhe gasto com cartão corporativo! |
Hemorróida cerebral não é, absolutamente, privilégio do Ministério da Fazenda e do Banco Central:. A lei nº 11.644 de 10 de março de 2008 veio acrescentar à CLT o art. 442-A (talvez o "A" seja de absurdo), que veio estabelecer: "Para fins de contratação, o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.” Esta lei (imagine o custo para aprová-la e sancioná-la), em outras palavras, apenas vem proibir que as empresas, ao publicarem seus anúncios de vagas, exprimam, com honestidade, quem está apto ou não à vaga existente. Daqui para frente, as empresas terão que omitir tal informação e procederem à suas seleções internamente, fora o que, tudo continuará como sempre foi; afinal ninguém troca um profissional em nível de gerência com 5, 10 ou 20 anos de experiência, por um com seis meses, só porque o SuperPolvo sonhou com isso. É, em outras palavras, mais uma lei idiota, que só fará aumentar o custo de seleção das empresas que terão que selecionar, entre uma enxurrada de currículos recebidos, aqueles cujos candidatos tenham o tempo de experiência que elas desejam e não podem dizer "por força de lei". E viva a Lei. É provável que, para combater a valorização do Real frente ao dólar, a próxima lei seja a de revogação de outra lei: a da oferta e procura. |
|
Já falamos do assunto: se uma empresa tem um EBITDA (veja nosso Guia para a Análise de investimentos) elevado, sua ações tendem a se valorizar. No entanto, se os juros, impostos, depreciações e amortizações, (principalmente os juros) forem muito altos, constantemente maiores que o EBITDA, não há empresa que resista. Troque a expressão EBITDA por Superávit Primário, e já sabemos o que acontecerá com a Grande Terrinha: é que o EBITDA Nacional é muito inferior ao serviço da dívida: todo mês tá sobrando juros no balanço de pagamento nacional. E depois o Governo fala que está mantendo os juros altos para segurar a inflação: sabe o que acontecerá com o capital especulativo que está provocando os US$ 200 G de "reserva" se os juros cairem: nem te conto... mas o Rei sabe... |
003/2008 E agora descobriu-se que a Grande Terrinha tem divisas suficientes para pagar suas dívidas externas e ainda ficar com uns oito bihões de dólares (Bah! Reserva em moeda podre?) Isso até os dólares começarem a fazer falta em outra parte do globo e começarem a ser retirados da Grande Terrinha. É, antigamente considerava-se "dívida externa" tudo aquilo que podia significar saída de divisas do país. Ué, será que todo este investimento (entrada de dólares) especulativo no Brasil não vai sair mais? Foi nacionalizado? Cuidado aí ó meu: tudo que entra sai, só a equipe do SuperPolvo não sabe disso. Eu, por via das dúvidas, consideraria um tanto desse capital volátil como parte da dívida: como já dizia a avó de Adão: cuidado e canja de galinha não faz mal a ninguém... |
|
002/2008 Tapa olho: pelo menos na Caixa Econômica Estadual (Nossa Caixa, Nosso Banco — dizem os acionistas): os velhinhos, gestantes etc. da chamada "fila preferencial" só têm, mesmo, o privilégio que usufruírem mais do "calor humano" que brota do interior dos seus estabelecimentos. Isso porque, por medida de contenção de custos, os aparelhos de ar condicionados estão sempre desligados e aqueles que têm direito à fila preferencial, contam com um caixa exclusivo, só para eles, enquanto todos os demais clientes, ágeis e jovens, contam com todos os outros caixas. Conclusão: a média de espera dos velhinhos e gestantes é de duas a três vezes superior à média dos demais clientes. Para cálculo da média, considere a soma do tempo disponibilizado pelos caixas e divida pelo número de pessoas atendidas pelos mesmos caixas. É, por assim dizer, um verdadeiro tapa olho àqueles que, na realidade, deveriam estar sendo atendidos com prioridade (que tal para cada dois clientes normais um prioritário?), exemplo de bom atendimento está no Banco Real, enquanto não entrar no esquema do Santander, o Banespão maquiado doado aos espanhóis. |
001/2008 Cá está, a Grande Terrinha, preocupada com a crise norte-americana deflagrada pelo mercado hipotecário subprime: foi bom enquanto durou: agora americano (ou melhor, norte-americano) vai o que é bom prá tosse, né? Mas não se assustem, este era mais um terremoto previsto no assentamento das camadas econômicas norte-americanas mal sedimentadas — vai afetar, sim, todos os investimentos realizados com recursos espúrios decorrentes da desenfreada especulação que vem permeando o mercado de investimentos norte-americano — Citicorp com um trambique de US$ 12 G que o diga. Haja Sarbannes pra detectar todo este estoque de artimanhas. A desmoralização, lá nos States, tal qual aqui na Grande Terrinha, começa de cima para baixo, a arte de fazer política é, antes de tudo, a arte de enganar. — Anotem aí: agora faz sentido! Quem faz (ou está) em guerra, gastando o tufo, só tem que ter sua moeda desvalorizada e não como vinha acontecendo antes. Atenção aí ó turma do petróleo: ao invés de ficar subindo o preço em dólar, é melhor mudar para uma moeda mais estável? Talvez... peso mexicano? |
|
|
|
|
|
|
|
|
|