| Dicion�rio traz brasileiras que fizeram hist�ria Livro in�dito tem 900 biografias de mulheres do pa�s As mulheres sa�ram definitivamente do canto esquecido da hist�ria do Brasil. Aquilo que os livros hist�ricos sempre esconderam --e que hoje estat�sticas e revistas revelam-- est� finalmente escancarado no "Dicion�rio Mulheres do Brasil" (Jorge Zahar; 568 p�ginas; R$ 49,00), rec�m-lan�ado. A despeito do passado mal contado at� agora, o livro mostra que as mulheres sempre tiveram papel importante --n�o secund�rio-- na sociedade brasileira. O dicion�rio in�dito surgiu de uma pesquisa minuciosa, iniciada h� tr�s anos, pela entidade n�o-governamental Redeh (Rede de Desenvolvimento Humano), voltada para defesa dos direitos da mulher. O objetivo era desvendar quem foram as mulheres que viveram nos 500 anos do Brasil. Aqui e no exterior, foram revirados arquivos p�blicos, peri�dicos femininos, cole��es de jornais e revistas, obras biogr�ficas j� publicadas, al�m de testemunhos de autores consagrados da historiografia tradicional. O resultado inicial foi a reuni�o de cerca de 1.600 nomes no projeto "Mulher, 500 Anos Atr�s dos Panos". O dicion�rio propriamente dito traz 900 verbetes biogr�ficos e tem�ticos, dados pessoais, fatos e processos sociais relacionados �s mulheres brasileiras, al�m de um precioso registro iconogr�fico, com 270 reprodu��es. Hist�rias ins�litas - "Muitas vezes nos deparamos com informa��es contradit�rias, a pesquisa se tornou um verdadeiro quebra-cabe�a", conta Schuma Schumaher, coordenadora da Redeh. "Queremos que o dicion�rio seja uma obra provocativa. Com certeza, receberemos cartas de v�rias cidades afirmando que uma importante personagem da hist�ria local n�o foi inclu�da. Estamos, de qualquer modo, contribuindo para trazer � tona a vida das mulheres brasileiras", comemora ela. Reunidos em um �ndice cronol�gico, onde s�o agrupados por s�culos, os verbetes relatam hist�rias de mulheres que participaram das lutas pela liberta��o dos �ndios e negros escravos, que sa�ram em defesa da educa��o e da participa��o feminina na primeira Constituinte brasileira. H� hist�rias ins�litas como a de uma certa Esperan�a Garcia, escrava que, em pleno s�culo 18, dirigiu-se por escrito ao governador do Piau�, numa carta onde reclamava de maus-tratos. |