M�e Benta (?-1851)

A doceira negra

Lend�ria doceira negra, ela viveu no Rio de Janeiro no in�cio do s�culo 19. Benta Maria da Concei��o Torres inventou um tipo especial de bolinho feito com ovos e a��car. Essa iguaria acabou imortalizando seu nome na culin�ria t�pica brasileira. Muitos tentaram repetir a receita do quitute, mas as religiosas do Convento da Ajuda no Rio de Janeiro guardavam o segredo de M�e Benta a sete chaves.

O folclore em torno dos docinhos inclui os seguintes versinhos: "M�e Benta, me fia um bolo/ N�o posso, senhor tenente; / os bolos s�o de Iai�,/ n�o se fia a toda gente."
"M�e Luzia" (1854-1954)

A "doutora" do Amap�

    
Parteira, ela foi considerada a primeira "doutora" do Amap�.
Francisca Luzia da Silva, que nasceu escrava na cidade de Macap�, aprendeu com a m�e a arte de "pegar as crian�as", atividade que acabou consagrando-a como uma das figuras mais queridas daquela regi�o amaz�nica.
"M�e Luzia" inspirou artistas de todas as �reas, que eternizaram sua dedica��o em versos e telas. Seu nome foi dado � Maternidade e � Rede de Parteiras Tradicionais do Amap�.
Am�lia Schkolnik (?-1932)

A "polaca" contra o preconceito 
 
  
Imigrante polonesa que viveu na zona do meretr�cio do Mangue carioca. Nas �ltimas d�cadas do s�culo 19, chegaram � Corte in�meros imigrantes russos, alem�es e austr�acos que passaram a controlar a prostitui��o no Rio de Janeiro e em S�o Paulo. Eles traziam mulheres judias, de fam�lias pobres da Europa, para o Brasil.

A comunidade judaica estabelecida nestas cidades n�o permitia que as "polacas", como eram conhecidas as prostitutas, participassem das pr�ticas religiosas. Am�lia Schkolnik foi justamente s�cia benem�rita da Associa��o Beneficiente Funer�ria e Religiosa Israelita (ABFRI), criada para enfrentar o preconceito local.
Tempo de prova��es

Brasileiras na Segunda Guerra


Com a participa��o de soldados brasileiros na 2� Guerra Mundial ao lado dos aliados contra o nazi-fascismo, os oficiais norte-americanos exigiram que o pa�s enviasse tamb�m enfermeiras aos campos de batalha, diante da dificuldade da comunica��o em portugu�s, para atender os brasileiros feridos.

Um pequeno grupo de enfermeiras seguiu para N�poles (It�lia) em julho de 1944 e j� se encontrava instalado quando chegaram os primeiros soldados da For�a Expedicion�ria Brasileira (FEB). O �ltimo contigente de 33 enfermeiras embarcou em outubro de 1944, chefiado por Ol�mpia de Ara�jo Camerino.

No "front", as enfermeiras enfrentaram duras prova��es diante das oficiais norte-americanas, j� que n�o possu�am posto ou gradua��o militar. Num relato de �poca � descrito o trabalho das brasileiras: "A saudade, o sofrimento, as noites de vig�lia, o cansa�o das longas horas de trabalho, o frio, a neve, tamb�m maltratavam as enfermeiras."
P�GINA 2
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