| Rita Lobato (1867-1954) A primeira m�dica Rita Lobato Velho Lopes foi a primeira m�dica formada no Brasil. A vida universit�ria da ga�cha foi impulsionada quando, em Porto Alegre, desistiu do curso preparat�rio para a instru��o p�blica e decidiu estudar medicina. Um decreto imperial permitia que as mulheres se matriculassem em cursos superiores. Para estudar medicina, existiam apenas duas escolas, a da Bahia e a do Rio de Janeiro. Rita matriculou-se na escola do Rio de Janeiro e posteriormente transferiu-se para Salvador. Completou o curso com distin��o no dia 10 de dezembro de 1887 e retornou ao Rio Grande do Sul no mesmo ano, quando come�ou a clinicar. Em 1925, aos 59 anos, encerrou suas atividades como m�dica e passou a se dedicar � pol�tica. |
| Carmem Portinho (1903-) Sufragista e pioneira na engenharia Carmem Portinho foi pioneira na engenharia civil no Brasil e militante feminista. Nascida em Corumb� (MT), mudou-se muito cedo para o Rio de Janeiro. Em 1919, participou com Bertha Lutz da organiza��o do movimento sufragista, chegou a ser vice-presidente da Federa��o Brasileira pelo Progresso Feminino (FBPF). Carmem e outras companheiras chegaram a sobrevoar o Rio de Janeiro lan�ando panfletos em defesa do voto feminino, "isso no tempo em que nem avi�es decentes existiam", declarou a militante. Em 1926, formou-se em engenharia civil na Escola Polit�cnica da Universidade do Brasil. Foi a terceira mulher a se formar engenheira no pa�s. De volta ao Rio de Janeiro, ap�s um est�gio na Inglaterra, onde Carmem observou a reconstru��o e remodela��o das cidades inglesas destru�das pela guerra, prop�s ao prefeito a cria��o de um Departamento de Habita��o Popular, introduzindo o conceito de habita��o popular no pa�s. Ap�s deixar o servi�o p�blico, Carmem assumiu a constru��o do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e, em 1966, criou a Escola Superior de Desenho Industrial (ESDI), a convite do governador Francisco Negr�o de Lima. |
| Ana Cristina C�sar (1952-83) A poeta dos anos de chumbo A carioca Ana Cristina Cruz C�sar formou-se em Letras pela Pontif�cia Universidade Cat�lica (PUC) do Rio de Janeiro, em 1975. Foi professora de ingl�s e portugu�s em col�gios de segundo grau. Iniciou-se no jornalismo no seman�rio oposicionista "Opini�o", respeitado �rg�o de imprensa alternativa dos anos 1970, per�odo da ditadura militar. Cr�tica liter�ria, tradutora e ensa�sta, foi co-editora do jornal "Beijo", produzido por jovens intelectuais cariocas. Tamb�m foi colaboradora do "Correio Braziliense" e do suplemento Livro do "Jornal do Brasil". T�pica representante da gera��o do anos 70, que cresceu sob o regime militar (1964-1985), sua obra mereceu sucessivas edi��es ap�s seu suic�dio em 29 de outubro de 1983, no Rio de Janeiro. |