Inser��o feminina se d� em ritmo veloz

Governo, empresas, institui��es de ensino e at� times de futebol passam a contar com mulheres em postos de lideran�a

Da Veja

� Desde o ano passado, duas mulheres ocupam postos de ministro no Superior Tribunal de Justi�a, uma corte de recursos que fica meio degrau abaixo do STF: Eliana Calmon e F�tima Nancy Andrighi. Uma frase de Eliana Calmon d� id�ia da diferen�a que uma mulher faz num tribunal: "Eu n�o posso julgar o processo de um pobre com a rigidez t�cnica que emprego no de um rico. Vejo as pessoas atr�s dos processos".

� Em julho, o presidente Fernando Henrique Cardoso escolheu uma mulher para assumir a Secretaria Executiva da Comunidade dos Pa�ses de L�ngua Portuguesa. � Dulce Maria Pereira, presidente da Funda��o Cultural Palmares, que defende o direito dos negros no Brasil.

� Aos 107 anos de vida, a Escola Polit�cnica da Universidade de S�o Paulo passou a ter em seus quadros pela primeira vez, neste ano, uma professora titular. Maria C�ndida Faciotti prestou concurso em maio, e foi nomeada. Ela trabalha com pesquisa de produ��o de enzimas e fermenta��o alco�lica e produ��o de antibi�ticos antitumorais. A Faculdade de Direito do Largo S�o Francisco, em S�o Paulo, tamb�m tem na dire��o, pela primeira vez em 173 anos, uma mulher, Ivette Senise Ferreira.

� Nas empresas, as mulheres v�m sobressaindo. A filial brasileira do banco Merrill Lynch tem 42% de mulheres entre seus 244 funcion�rios. Um ter�o delas em altos postos. Nos �ltimos cinco anos a Phillip Morris duplicou, em termos porcentuais, sua popula��o executiva feminina. A Citro�n inaugurou no final de outubro, em S�o Paulo, uma concession�ria onde s� trabalham mulheres � da diretoria � oficina mec�nica, da recep��o � seguran�a. Uma pesquisa feita pela empresa revelou que a opini�o feminina � decisiva na venda de sete entre dez carros.

� Desde o in�cio do ano uma agr�noma carioca de 34 anos, Cl�udia Malheiros, � treinadora de um time de futebol profissional, o Andir�, que disputa a primeira divis�o do campeonato do Acre. Antes de Cl�udia, o Andir� n�o tinha uniforme nem campo para treinar. Ela conseguiu patroc�nio para o time e tratamento m�dico e odontol�gico para os jogadores.
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