Locomotivas da sociedade

Estudo conclui que o aumento da participa��o feminina promove o avan�o da vida social em todos os n�veis

Da Veja

As mulheres est�o numa fase profissional sem igual na Hist�ria brasileira. Aceitam at� ganhar menos para conseguir uma oportunidade. Pilotam avi�es, barca�as, caminh�es de corrida. Fazem cirurgias delicadas, administram fortunas e chefiam sider�rgicas. Um estudo da economista Christina Larroud� de Paula Leite, professora da Funda��o Get�lio Vargas de S�o Paulo, flagrou a ascens�o feminina num campo onde a presen�a delas era rarefeita: o mundo executivo. Ela investigou a vida de 51 mulheres de sucesso e concluiu que para ascender profissionalmente elas nem sequer precisam imitar os homens. Ao contr�rio. S�o justamente suas caracter�sticas femininas que as favorecem. Um estudo feito pelo Inter-Parliamentary Union, uma organiza��o internacional com sede na Su��a, conclui que a amplia��o da participa��o feminina em todos os n�veis alarga e enriquece, torna mais honesto e transparente o processo pol�tico. O avan�o, assim, n�o � s� de um grupo, mas de toda a sociedade.

De acordo com um levantamento publicado no site americano da Microsoft Network, existem nos Estados Unidos pelo menos 8 milh�es de empresas dirigidas por mulheres. Elas respondem pela gera��o de um quarto de todos os empregos do pa�s. Entre os americanos, os preconceitos desabaram. A Hewlett-Packard, fabricante de equipamentos de inform�tica, � dirigida por uma mulher formada em hist�ria medieval e filosofia, Carly Fiorina. Os 736 cursos ministrados nas universidades americanas, a respeito de problemas femininos, est�o sendo questionados por uma nova categoria de mulheres, as que n�o querem saber de ser tratadas como v�timas da sociedade.

Vis�es antag�nicas - A transforma��o que est� ocorrendo vem dando margem �s teorias mais disparatadas. Num livro rec�m-lan�ado na Inglaterra, "Women at Work: Strategies for Survival and Success" ("A Mulher no Trabalho: Estrat�gias para a Sobreviv�ncia e o Sucesso"), Anne Dickson, uma consultora de recursos humanos, diz que as mulheres n�o progridem mais rapidamente na vida profissional porque t�m comportamentos, inerentes ao sexo, que atrapalham. Os problemas femininos, segundo ela, s�o bem peculiares. "A mulher tende a se sentir solit�ria, isolada e deprimida quando enfrenta problemas que n�o consegue resolver", diz Dickson. Ocorre que, pela din�mica da economia moderna, que exige mais sensibilidade para problemas internos e externos das empresas, as caracter�sticas das mulheres que antes pareciam fraquezas hoje acabam sendo at� mais valorizadas. � o que constata a antrop�loga americana Helen Fisher, autora de "The First Sex: The Natural Talents of Women and How They Are Changing the World" ("O Primeiro Sexo: Os Talentos Naturais das Mulheres e Como Elas Est�o Mudando o Mundo"). Fisher sustenta que as mulheres t�m maior capacidade de ouvir, sobrevivem melhor em tempos de aperto e s�o naturalmente mais capazes para fazer planejamentos de longo prazo. Soa como as primeiras bravatas feministas, mas � um ponto de vista que merece aten��o.
Mulheres Brasileiras que Fizeram Hist�ria
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