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28/04/2004 04:36:59 ultima atualização |
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DADAÍSMO
arte dadÁ |
O Dadaísmo foi o mais radical de todos os movimentos de vanguarda surgidos no começo do século XX. O Cubismo, o Futurismo, o Expressionismo, se negaram a estética ou os estilos anteriores a eles, propuseram uma nova estética ou um novo estilo. O Dadaísmo não: ele nega toda a arte do passado - inclusive a moderna - e nada propõe. Ou, melhor, propõe a morte da arte. Nega não apenas a arte, mas também a moral, a política, a religião. Nega até a si mesmo. "Ser dadá é ser antidadá", afirma em um de seus manifestos. Deve-se observar que essa negação radical dos valores - que não é de um grupo isolado, mas de uma geração - tem, pelo menos, duas causas detectáveis: os movimentos estéticos anteriores e a deflagração da Primeira Guerra Mundial em 1914. Os movimentos estéticos contribuíram para a atitude dadaísta ao abolir todas as normas e princípios que sustentavam a arte do passado, enquanto a guerra viera acabar com o otimismo dos que acreditavam numa nova sociedade surgida do progresso da ciência e da tecnologia. Desse modo, o Dadaísmo pode ser visto como a atitude de uma geração que, descrente dos valores sociais, faz do individualismo exacerbado o seu único valor. Não obstante, por envolver numerosas personalidades de diferentes áreas - escritores, poetas, pintores, gráficos, fotógrafos etc. - o Dadaísmo comporta contradições e diferenças, expressões mesmas de sua complexidade. Ferreira Gullar |
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