| O DADAÍSMO | |
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O Dadaísmo foi um movimento artístico que se desenvolveu em seguida do Cubismo, e que se caracterizou pela negação dos valores tradicionais, pregando o fim da cultura e a reconstrução do mundo (niilismo). Criaram-no o poeta Tristan Tzara, os escritores Hugo Ball e Richard Hülsenbeck e o pintor Hans Arp, os quais fundariam em Zurique o Carbaret Voltaire, clube destinado a manifestações artísticas de vanguarda. Arp ficaria sendo o representante mais típico do movimento, nessa sua fase suíça. Hugo Ball fundou em Zurich o Cabaret Voltaire em 1916, sede do primeiro grupo dadaísta. Em princípio Ball tinha a colaboração de sua companheira Emmy Hennings, mas por pouco tempo se reuniram a um poeta e pintor Hans Arp, o artista romano Marcel Janco e seu poeta também romano, Tristan Tzara. Juntos desenvolveram uma série de atividades em o Carbaret que rapidamente divulgou-se devido ao seu profundo caráter de provocação. Em Zurich surgi o grupo Dadá e na Suíça por se tratar de um país neutro a atividade dadaísta se aflora. O resultado se dá no fechamento de o Carbaret, por pedido dos burgueses. Dadá se define como um ataque niilista e violento contra a arte de seus agentes, e como um jogo. Hugo Ball escreve em seu diário “Lo que ilhamos Dadá es una arlequinada compueste de nada, em la que estãn involuciadas todas las grandes cuestiones, un gesto de glatiador, un juego con ruinas viles, una ejecución de la moralidal y la plenitud como postura”. O dadaísmo mostra-se uma preferência pelo irracional e mantém a frente de qualquer coisa uma postura profundamente “niilista” (relativo a nada, aniquilamento, descrença absoluta, na sociedade e nos valores éticos). Os valores pré-estabelecidos se verificam nos primeiros momentos do Carbaret e de um modo aparentemente ingênuo. Há poucas obras em que aparece representado o célebre Carbaret Voltaire, realizado por Marcel Janco, recuperando um estilo bastante peculiar e que assimilaram elementos próprios futurísticos. Em um manifesto Dadá de 1918, Tzara especifica: “Dadá não significa nada”, (...) “Dadá é uma necessidade de independência, de desconfiança para a comunidade...”. Proclama a liberdade como elemento essencial para toda a atividade dadaísta e afirma que “Dadá é insignificância e abstração”. Variando a intensidade de seus caracteres, como seus tamanhos, os dadaístas foram captar a atenção dos leitores. Em uma página de Dadá - Almanch em 1920 - Berlin. As palavras, as frases inconeas e sem sentido formam elementos utilizados pelos dadaístas a fim de provocar os leitores. Em suas publicações, e juntamente com realizações plásticas, criando uma linguagem pessoal e de grande efeito visual. Na Primeira Feira Internacional Dadá de Berlin, o ponto culminante de uma linha de atuação e que culminou notadamente de posição radical de seus dadaístas alemães, que não derivaram das posturas, Hans das personalidades e dos Dadás parisienses, que culminaram em um Surrealismo. Em Nova York 19915, chega Marcel Duchamp o qual integra-se no espírito crítico e negativista do dadaísmo, levado a Barcelona no ano seguinte por Picábia. O artista Marcel Duchamp, leva de presente para seu amigo Arensberg um vidro com o ar de Paris. Isto sucedia em anos mais tarde em a primeira inclusão de artista francês no mundo dos objetos descontextualizados. Sua maior obra foi “Fontaine” de 1917, premiada pelo comitê de seleção de obras. “Independentes” em Nova York Duchamp preferiu não assinar a obra a qual recebeu o pseudônimo de R. Mutt, este objeto, um urinário. Sua conversão de objetos em uso comum. O dadaísmo procura a destruição da cultura. Como por exemplo: Duchamp coloca bigode na obra de Gioconda, querendo com isso provocar e escandalizar o espectador, L.H.O.O.Q..(1919). As distintas etapas de sua vida e obra Duchamp mesclou a realidade com a fantasia, fato este que foi assimilado pelo Surrealismo, como uma atitude própria do Surreal, mais por paralelismo do que por influências recíprocas.
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Originou-se de um grupo composto por artistas como Tristan Tzara, Hans Harp, Richard Hülsenbeck, Marcel Janko, Hugo Ball e Hans Richter que se encontravam em cafés de Zurique. TZARA (Sami ROSENSTEIN, dito Tristan), poeta judeu francês (Moinesti, Romênia, 1896 - Paris, 1963), um dos iniciadores do dadaísmo (O homem aproximativo, 1931; O coração de gás, 1938). Defendeu o homem contra as forças da servidão em A fuga (1947); O fruto permitido (1957); A rosa e o cão (1958). JANCO (Marcel), pintor israelense (Bucareste, 1895 – Tel-Aviv, 1984), ilustrou A primeira aventura celeste do Sr. Antipirina (1916), de Tristan Tzara, e os três primeiros números da Revista Dada. Em 1941, fugindo à perseguição nazista, foi para Israel, onde sua arte se revitalizou. Prêmio Israel, 1967. A idéia inicial era a realização de um espetáculo internacional de Cabaré que contava com músicas diversas, recitais de poesia e exposição de obras. A maneira como surgiu o nome do evento é sugestiva: por acaso Ball e Hülsenbeck abriram um dicionário de alemão-francês e acabaram se deparando com a palavra dada, que foi posteriormente adotada pelo grupo e pelo movimento que daí surgiria. A brochura "Cabaret Voltaire", a inauguração da "Galeria Dada" em 1917 e as revistas "Dada", seguidas de livros sobre o movimento, ajudaram a popularizá-lo.
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Richard Hülsembeck, autor de Cabeça Mecânica (1919-1920) - Berlin - Coleção Hannah Hóch; organizou em 1918 a primeira Feira Dadaísta. Seu espírito revolucionário divulga em um panfleto contra a concepção da vida de Weimar, em 20 de abril de 1919, onde dizia “Yo anuncio el mundo dadaísta! Me rio de la ciencia y la cultura, estas seguridades miserables de una sociedad condenada a murte”. O Clube Dadá representava uma guerra de internacionalismo do mundo, é um movimento internacional antiburguês. Com o caos político e com a terrível situação econômica que atravessava a Alemanha, sem dúvida, foi apropriado para o surgimento do dadaísmo alemão que desde o início teve um significado muito mais popular e violento do que poderia ter havido em Zurich. Dadá reúne em Berlin artistas como Raoul Hausmann, Hannah Höch, Johamnes Baader, Wieland Herzfelde, John Heartfied e George Grosz. Kurt Schurithers deixa escrito em uma carta datada de 1924, que nunca havia sido um dadaísta, sendo que havia inventado uma fórmula política. Raoul Hausmann, homenageia a nova arte revolucionária russa, atacando o militarismo alemão. O artista situa sobre sua cabeça de madeira, toda uma série de aparatos e sistemas, como se trata-se de controlar a capacidade de pensamento do indivíduo. De certo modo coincide plenamente com os pensamentos de Duchamp, o Picábia e seus “antemecanismos”. A obra de Schwitters se caracterizou sempre pelo sentido eminentemente construtivo, de modo que, o reverso de toda a trajetória destrutiva dadaísta. A linha ideológica dos dadaístas alemães era a ruptura com o sistema artístico burguês e a opção política revolucionária.
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