A maioria dos grupos feministas adotam uma visão holística quanto à política  o que concordaria com a frase de Martin Luther King, "Uma injustiça em algum lugar é uma injustiça em todo lugar". Seguindo a linha dessa frase, algumas feministas costumam apoiar outros movimentos como o movimentos dos direitos cívicos e o movimento dos direitos homossexuais. Muitas feministas negras participam também do movimento negro, e criticam o feminismo por ser ele dominado por mulheres brancas; argumentam que os problemas enfrentados pela mulher negra são ainda piores em razão do preconceito racial somado ao preconceito de gênero. Essa idéia é a chave do feminismo pós-colonial. Muitas mulheres negras dos EUA preferem o termo womanism (algo como mulherismo) em detrimento do tradicional feminism.

Entretanto, feministas são geralmente precavidas a respeito do movimento transexual, porque questionam a tradicional distinção entre homem e mulher. Mulheres transexuais são quase sempre excluídas de reuniões fechadas à mulheres e eventos feministas, e são rejeitadas por algumas feministas que dizem que ninguém que nasceu homem poderá realmente entender a opressão que a mulher enfrenta. Por outro lado, mulheres transexuais argumentam que enfrentam discriminação semelhante, e inclusive lutam a respeito de direitos legais que não lhes são assegurados; e que a discriminação contra pessoas de gêneros diferentes não é nada mais do que outra face do heterosexismo e patriarcalismo.
O feminismo foi responsável por várias mudanças nas sociedades ocidentais, inclusive:

     
* o voto feminino;
    
      * crescimento das oportunidades de trabalho para    mulheres, com salários iguais aos dos homens;
    
      * direito de pedir divórcio;
    
      * controle sobre o próprio corpo em questões de saúde, inclusive quanto ao uso de preservativos e ao aborto etc.


Algumas feministas dizem que muito falta a ser conquistado  nessas frentes, e as feministas do terceiro mundo muito provavelmente não tomariam essas conquistas por reais. A medida que a sociedade ocidental aceita os princípios feministas, exigências que antes pareciam absurdas se tornam convencionais e inquestionáveis: hoje em dia poucas pessoas questionariam o direito ao voto ou à propriedade de terras para mulheres, direitos que pareciam insensatos há 100 anos. Em alguns casos (notadamente em relação aos salários iguais pela mesma função), apesar dos avanços, o movimento feminista ainda precisa batalhar para alcançar os objetivos completos.



Feministas propõem frequentemente o uso de uma linguagem não sexista, que utiliza, por exemplo, "senhorita" tanto para mulheres casadas como para mulheres solteiras.

Também procuram criticar o uso de palavras que derivam do gênero masculino para descrever coisas relativas tanto à mulher quanto ao homem (por exemplo, homem para designar o ser humano; ou o uso de pronomes masculinos no plural, quando em referência a grupo de homens e mulheres  eles).

Isso pode ser visto como uma tentativa de eliminar o sexismo de algumas línguas, pois algumas feministas acreditam que a linguagem afeta diretamente a percepção da realidade ( hipótese de Sapir-Whorf). Existem línguas que possuem pronomes masculinos, femininos e neutros; nos locais onde a língua não impõe uma preferência por gênero, a discussão sobre linguagem sexista tende a ser minimizada. Mas uma vez que o idioma inglês (que é sexista) se torna a cada dia uma língua universal, o debate sobre linguagem sexista adquire importância.

Por exemplo, muitos homens acreditam que nas disputas de custódia após um divórcio, a justiça tende a entregar os filhos para a custódia da mãe. As feministas do terceiro mundo são geralmente mais receptivas a esse tipo de idéia, aceitando que a sociedade patriarcal está oprimindo tanto ao homem quanto à mulher.

Também há críticas quanto a existência da barreira que impede as mulheres de ocupar postos de chefia: alguns homens dizem que muitas mulheres são promovidas não por méritos, mas para melhorar a imagem das empresas ("não somos machistas"). Essa questão se relaciona com a promoção e o emprego de negros não qualificados para funções, atos também realizados para fins de propaganda, em muitos casos. O argumento apresentado pelas feministas é que medidas desse tipo (a promoção realizada não por mérito) são necessárias para ajustar a sociedade, refém da discriminação de séculos.

O movimento feminista atraiu atenção por sua capacidade de alterar a sociedade no Ocidente. Embora o feminismo seja geralmente aceito, existem vozes discordantes. Além das críticas apontadas na seção anterior, outras tantas são dirigidas ao movimento. Alguns críticos (tanto homens quanto mulheres) pensam que as feministas estão efetivamente pregando o ódio contra os homens, ou tentando mostrar a inferioridade do homem; argumentam que se as palavras "homem" e "mulher" forem substituídas por "negro" e "branco", os textos feministas podem se transformar naturalmente em manifestos racistas.

Em casos de assédio sexual também se critica a posição pró-mulher que sempre envolve os casos. Normalmente é dado pouco crédito ao homem acusado de assédio sexual, e mesmo que a situação não tenha sido constrangedora, fica difícil para ele provar que não cometeu o assédio. Tratar-se-ia de um preconceito indireto, e de uma situação em que a mulher teria quase um poder absoluto. Além disso, quando o homem é vítima de assédio sexual, recebe pouco crédito e é geralmente motivo de piadas e zombaria.

Feministas pós-coloniais criticam as formas ocidentais de feminismo, notadamente o feminismo radical e sua tentativa de universalizar a experiência de ser mulher. Os pós-coloniais argumentam que o conceito generalizado e global de que é ser mulher geralmente é baseado em padrões de classe média e de mulheres brancas, e logo não é capaz de lidar com experiências de mulheres para as quais o preconceito de género é apenas secundário ou terciário, em relação ao preconceito racial e de classe social. Hoje em dia, muitas moças associam a palavra "feminismo" ao feminismo radical, o que as afasta do engajamento na luta feminista.
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Parada em prol do voto feminino
Cidade de Nova York - 1912
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