As raízes do feminismo no Brasil se encontram no movimento pelos direitos políticos, ainda no século XIX. Durante o império, alguns juristas tentaram legalizar o voto feminino, com ou sem o consentimento do marido. A constituição republicana de 1889 continha inicialmente uma medida que dava direito de voto para as mulheres, mas na última versão essa medida foi abolida, pois predominou a idéia de que a política era uma atividade desonrosa para a mulher.

Em 1922, aquela que é considerada a pioneira no feminismo brasileiro, Bertha Lutz, fundou a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que lutava pelo voto, pela escolha do domicílio e pelo trabalho de mulheres sem autorização do marido.

O Rio Grande do Norte foi o estado pioneiro no país a legalizar o voto feminino, em 1927. A primeira eleitora registrada foi Celina Guimarães Viana. O código eleitoral elaborado em 1933 finalmente estendia o direito a voto e a representação política às mulheres; na constituinte de 1934 houve uma representante do sexo feminino, a primeira deputada do Brasil: Carlota Pereira de Queirós.

O movimento feminista atualmente tem como bandeiras principais, no Brasil, o combate à violência doméstica  que atinge níveis elevados no país  e o combate à discriminação no trabalho. Também se dá importância ao estudo de gênero e da contribuição, até hoje um tanto esquecida, das mulheres nos diversos movimentos históricos e culturais do país. A legalização do aborto (que atualmente só é permitido em condições excepcionais) e a adoção de estilos de vida independente são metas de alguns grupos.
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O nome "feminismo" sugere uma ideologia singular, mas em realidade o movimento tem vários sub-grupos. De acordo com precedentes históricos, com a situação legal das mulheres em alguns países, e com outros fatores, a ideologia feminista foi direcionada para diferentes objetivos. Como resultado, existem muitos tipos de feminismo.

Há um tipo de feminismo chamado de feminismo radical que considera a concepção patriarcal da sociedade como causa de seus mais sérios problemas. Essa forma de feminismo foi popular na chamada segunda onda, mas hoje não tem muita força. Pela radicalidade e força aparente desse tipo de feminismo, muitos ainda associam o termo "feminismo" somente às idéias do feminismo radical. Alguns acreditam que é inútil buscar uma generalização universal do conceito de mulher (que é parte do feminismo radical), e que as mulheres de outros países jamais chegaram a experimentar o mulher que experimentam aquelas dos países ocidentais. A crítica diz que as mulheres de países de outras partes do mundo encaram a opressão não como causa da discriminação de gênero, e sim como discriminação social e econômica.

Algumas feministas radicais clamam pelo separatismo completo entre homem e mulher, na sociedade e na cultura. Outros ainda questionam o conceito real de homem e mulher. Dizem alguns que os papéis atribuídos aos gêneros, a identidade dos gêneros e a sexualidade são apenas padrões sociais.  Para esses feministas, o feminismo é a libertação não só da mulher, como também do homem; a libertação da humanidade em geral.
Um movimento que tem suas origens no feminismo radical é o feminismo descontrutivista, que acredita ser o sexo (tanto no sentido biológico quanto social) uma construção social, que deve ser rejeitada enquanto unidade de classificação. Para esse tipo de feminismo, o paradigma de dois sexos deve ser substiuído por outro, que considere diversas sexualidades.

Outros grupos feministas acreditam que existem outros problemas sociais separados ou anteriores ao patriarcalismo (como o racismo ou a disparidade econômica). Vêem o feminismo como um movimento de liberação que se relaciona com muitos outros.


Alguns tipos de feminismo:

ecofeminismo
feminismo cultural
feminismo descontrutivista
feminismo de gênero
feminismo espiritual
feminismo francês
feminismo pop
feminismo liberal
feminismo libertário ou individualista
feminismo mágico
feminismo materialista
feminismo marxista
feminismo radical
feminismo de libertação sexual
feminismo separatista
feminismo terceiro-mundista
Transfeminismo
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