Os primeiros textos sobre a questão do papel da mulher criticavam as restrições de atividades impostas às mulheres, sem necessariamente culpar os homens por isso ou dizer de modo geral que as mulheres eram inferiorizadas. O livro "Em defesa dos direitos da mulher", de de Mary Wollstonecraft, é um dos poucos trabalhos escritos antes do século XIX que podem ser classificados como feminista. Pelos padrões modernos, a sua metáfora das mulheres como a nobreza, a elite da sociedade, mimada, frágil e em perigo de preguiça intelectual e moral, não soa como um argumento feminista. Wollstonecraft acreditou que ambos os sexos contribuíram para esta situação e tomou como uma verdade que as mulheres tinham um poder considerável sobre os homens.

O feminismo é tido geralmente como iniciado no século XIX, período em que os povos adotaram cada vez mais a percepção que as mulheres são oprimidas numa sociedade centrada no homem (patriarcalismo). Para alguns, este tipo de perspectiva só seria possível após o fenômeno do iluminismo, do século XVIII; e não seria por acaso que o feminismo tivesse surgido iniciamente nos países protestantes, onde o iluminismo foi mais acentuado.  Países como Portugal, católicos e sócio-economicamente menos desenvolvidos, apresentariam, segundo essa perspectiva, um défice histórico relativamente à sensibilidade para o feminismo que ainda se faz sentir. As raízes do movimento encontram-se pois no mundo ocidental, em especial nos movimentos de reforma do século XIX. Como movimento organizado, data da primeira convenção dos direitos da mulher em Seneca Falls, Nova Iorque em 1848.



Emmeline Pankhurst foi uma das fundadoras do movimento das sufragistas e pretendeu revelar o sexismo institucional na sociedade britânica, tendo criado a união social e política das mulheres (WSPU). Após ser presa repetidas vezes com base na lei "Cat and Mouse", por infrações triviais, inspirou membros do grupo a fazer greves de fome. Ao serem alimentadas à força e ficarem doentes, chamaram à atenção pela brutalidade do sistema legal na época e também divulgaram sua causa.

Ao longo de um século e meio, o movimento cresceu para hoje incluir diferentes perspectivas sobre o que constitui discriminação contra mulheres. As feministas pioneiras e os primeiros movimentos feministas são normalmente chamados de primeira onda. Movimentos feministas ativos a partir dos anos 60 são chamados da segunda onda. Existe uma terceira onda, nos dias atuais, embora haja grande diferença entre os pontos de vista dos diversos grupos feministas. A associação com ondas remete a característica dessas fases, de sempre recobrir a fase anterior, aproveitando alguns elementos.


Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo

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