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A INCLUSÃO NO BRASIL

Dalila de Oliveira Silva

O Movimento Inclusivista é recente no Brasil. A Inclusão Social refere-se à possibilidade de vida plena das pessoas portadoras de necessidades especiais em uma sociedade, o que significa usufruírem de educação, saúde, lazer, esporte e trabalho através das adaptações necessárias no tocante a espaço físico, criação de políticas de igualdade e parcerias.

A Inclusão Escolar diz respeito ao processo pelo qual uma escola procede permanentemente à mudança do seu sistema, adaptando suas estruturas físicas, metodológicas e tecnológicas e capacitando continuamente seus professores, especialistas, funcionários e demais membros da comunidade escolar, inclusive todos os alunos e seus familiares e a sociedade ao seu redor. Isto porque o Processo de Inclusão entende que a escola deve ser capaz de responder às diferenças e necessidades individuais de um alunado que reflete a diversidade humana presente numa sociedade. A Educação Inclusiva constitui um processo de mudança estrutural, envolvendo flexibilização curricular, acessibilização de prédios e equipamentos, adequação dos sistemas de comunicação oral e escrita, dentre outros. A Escola Inclusiva oferece oportunidades de aprendizagens múltiplas a todos. Não apenas as aprendizagens acadêmicas, mas aquelas que se referem à sensibilidade pela diversidade humana, à experiência com a riqueza da diferença e ao desenvolvimento do espírito de colaboração, aspectos tão significativos na constituição de um sujeito. Dessa forma, a educação passa a ser responsabilidade de todos e cabe ao coletivo da escola atender às necessidades especiais. A Integração Escolar refere-se ao processo educacional que visa inserir alunos com deficiências ou necessidades especiais nas escolas comuns, desde que sejam considerados capazes de se integrar na rede regular de ensino. Isto significa que as escolas "aceitam" receber estes alunos desde que eles se adaptem ao sistema escolar vigente, provando que são capazes de acompanhar o rítimo de aprendizagem de seus colegas e de contornar barreiras arquitetônicas, atitudinais e de comunicação existentes. A distinção essencial entre as experiências integradoras e as inclusivistas diz respeito à abordagem à abordagem da diferença. Mais que adaptarmos as pessoas à sociedade (modelo médico da deficiência), é necessário adaptarmos a sociedade às necessidades das pessoas (modelo social da deficiência).

Analisando as experiências educacionais em nosso país, pode-se perceber a prevalecência da perspectiva integracionista, devido à exigência de uma transformação quanto à abordagem das diferenças na sociedade; no entanto, a perspectiva inclusivista encontra-se em via de implementação. Estados como Santa Catarina, Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais e Rio Grande do Sul já têm implantado diferentes projetos de Inclusão Escolar. Na maioria deles, as Escolas Especiais passaram a ser centros produtores de conhecimentos, desenvolvendo metodologias, apropriando tecnologia e capacitando recursos, dando o suporte psicopedagógico necessário às Escolas de Ensino Regular. A Escola Especial deixa de ser, aos poucos, um subsistema paralelo que se encarrega de determinados alunos, e passa a oferecer um conjunto de recursos especiais a serviço da educação geral. Assim, as escolas têm que assumir o seu verdadeiro papel, que no nosso entendimento, não é o de normalizar o portador de necessidades especiais, mas dar a ele a possibilidade de convívio e aprendizado.


 

 
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