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Mar
Mar,
imenso, azul, sem fim.
De
ondas, nem sempre amenas,
Banhas
as manhãs serenas.
Trazes
meu querubim.
Teu
doce embalo me induz ao sono.
Ao
som de rebentações repetitivas,
Repetes,
também, a canção do meu amor.
Na
praia, tua espuma deixa-me ao abandono.
Nas
noites de tua fúria selvagem,
Engoles
a nossa história para sempre.
Afundamos
nossos sonhos de felicidade,
Seguimos
em total solidão nossa viagem.
Leva-nos
contigo, oh! Mar.
Apenas
não nos separe,
Somos
um lindo par,
Ainda
que não repares.
Em
tua cruel simplicidade,
Em
teu vagar sem fim
Maltrate,
bate e rebate,
Só
não tira ela de mim.
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