Alexandre Terra
Iafullo
Rua: Visconde de Cairu, 105 ap 31
Cep.: 11075-700 - Santos - SP
Sou santista de nascimento e sempre morei aqui. Adoro minha cidade e se pudesse nunca a deixaria, exceto para viagens, por�m na minha �rea profissional � muito dif�cil encontrar uma boa coloca��o aqui em Santos, por isso j� estou procurando emprego l� em S�o Paulo e at� no Rio...
Meus hobbies s�o: nata��o,
muscula��o, correr na praia, andar
de bicicleta, modelismo, desenho, inform�tica, games e mais recentemente estou aprendendo
a surfar, como j� surfo na Internet acho que n�o terei problemas. N�o poderia deixar de
citar que sou motociclista de alma, adoro andar de moto, � minha paix�o...Veja o relato
de uma pequena, mas emocionante viagem que eu fiz (logo abaixo).
Ah, tamb�m adoro "esportes radicais". Quando foi montado aqui na praia do
Gonzaga um parque de divers�es com um lugar para o "Bung Jump" n�o resisti e
fui saltar. Eu at� fotografei para depois comprovar que saltei mesmo, abaixo os
detalhes... (se quiser alguma foto � s� me avisar...)
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Bung Jump - 19/01/1997
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Fiquei em grande
expectativa para saltar no Bung Jump. |
Um cara (da Equipe) colocou um cinto nas pernas e cintura e mais outros dois nos p�s, ent�o ele prende nestes cintos outra corda (o Backup), todos com aqueles Clipes tipo Alpin�smo, depois ele prende os Backups na corda principal, que tem aproximadamente 10 metros de comprimento e � bem pesada.
Ap�s v�rias checagens de seguran�a, o
Guindaste com a g�ndola come�a a subir, subir, subir...
S�o 50 metros de altura. Voc� pode ver a cidade inteira ! E o visual do mar, do c�u, da
praia...
L� de cima, olhei para Roberta (que estava preparada para fotografar e ficou ainda mais
baixinha). Ent�o o instrutor disse: "Fala foda-se e pula ! N�o pensa ! Aproveita o
salto ! "
Minhas pernas tremiam e dava um frio na barriga. A� ele gritou: "Vai, vai, demorou !
"
N�o hesitei mais. Pulei...
A queda dura + ou - 5 segundos. No come�o bate um vento muito forte que faz um barulh�o . Eu n�o enxerguei nada, nem o ch�o, nem o pessoal que estava assistindo ( pois as imagens demoram para chegar ao c�rebro).
Pode parecer incr�vel, mas eu vi meu pr�prio rosto, assustado e amassado pelo vento. N�o consegui nem gritar. A� vem o tranco . A corda estica quase at� o colch�o de ar (que est� l� caso a corda se rompa). Levei um pux�o nos dois bra�os e na cabe�a, pois da cintura para baixo estava todo amarrado. Parece que todo o sangue do meu corpo foi para baixo, ou para cima, j� que eu estava pendurado.
S� a� eu comecei a ver as pessoas l� embaixo. Fiquei um tempo girando e depois me inclinei e segurei no Backup central para ficar na posi��o de sa�da. Ca� direitinho na cadeira. Ufa !
Ainda n�o acredito...
Mas eu tenho fotos e at� um "Certificado de Coragem".
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Minha 1� viagem de moto - 15/10/1994
Ilhabela
Di�rio de bordo
Sa�da: 15/10/1994
Hora: 06:30
Km: 05879-5
Chegada: 16/10/1994
Hora: 20:00
Km: 062237-2
Km Total: 357-7 km
Tempo - ida: 3h 30' Tempo - volta: 3 h
Tripulantes: Alex
(piloto) Beta (co-piloto)
Bike: Honda NX 150/1993
- Vermelha (BFU - 4291)
Hospedagem: Hotel
Rafimar
A Viagem
Esta foi minha primeira grande viagem de moto.
Sa�mos bem cedo, na manh� de S�bado. O c�u estava meio nublado e n�o prometia bom
tempo, mesmo assim lembrei das palavras do viajante solit�rio Amir Klink: "Pior do
que n�o terminar uma viagem, � nunca partir". Arrumei uma pequena bolsa no
bagageiro, apenas com algumas pe�as de roupa, 1 m�scara de mergulho e 1 m�quina
fotogr�fica.
A excita��o da viagem n�o me deixou dormir direito e acordei na hora certa para sair.
Fiquei v�rios dias me preparando e pensava no que poderia acontecer: Ser� que a estrada
� perigosa? E se eu me perder? E se furar um pneu? E se a moto n�o aguentar? E se eu me
perder?
Por�m, gra�as a Deus e a meu Anjo da guarda (meu Pai), que tenho certeza, est� sempre
nos olhando de perto e nos protegendo, nada de ruim aconteceu.
Cheguei na casa de minha namorada Roberta (grande companheira), �s 6:50 h e sa�mos de
l� �s 7:00 h. Ap�s atravessarmos a balsa Santos/Guaruj�, pegamos a estrada, o tempo
parecia piorar, fiquei em d�vida logo na primeira entrada, mas continuei firme at� parar
num posto e perguntar como pegaria a Rio/Santos. Ap�s a informa��o (uns 2 km � frente)
paramos noutro posto para confirmar o caminho. Mais uns km e nova parada (terceira e
�ltima) j� est�vamos perto da Rio/Santos e dali pra frente era s� seguir reto... At�
que foi f�cil !
Mas a viagem estava apenas come�ando, a estrada parecia n�o ter fim e para piorar
come�ou a chover, a pista ficou molhada e escorregadia e eu pensava: O que que eu estou
fazendo aqui?? Aposto que a Beta resmungava de dentro do capacete: Que droga, minhas
pernas est�o todas molhadas, porque eu fui inventar de vir com este louco?? Por�m, suas
atitudes me deram for�a para continuar. Al�m de n�o reclamar de nada, ainda fazia
massagem em meus ombros e bunda que estavam ficando dormentes.
A chuva parou e saiu um sol meio mixuruca, demos nossa primeira parada para descansar e
seguimos em frente. Come�aram os trechos de serra, a estrada estava molhada e as curvas
eram fechadas e perigosas; voltou a chover. Eu estava atento aos retrovisores e ia para o
canto direito para poder ser ultrapassado logo. Antes do momento mais perigoso da viagem
havia um BMW preto atr�s de n�s, ele parecia n�o querer nos ultrapassar e estava sempre
no meu retrovisor. De repente uma pequena subida e logo depois uma descida e uma curva
para a esquerda fechad�ssima, a moto n�o queria fazer a curva e come�ou a jogar papa
fora, meu cora��o disparou e pensei: J� era! � o fim! Mas consegui fazer a curva
(sempre com o BMW atr�s de n�s).
Alguns metros depois ele nos passou, apesar de olhar para o lado, n�o consegui ver quem o
dirigia. Aquela imagem vai ficar para sempre em minha mente. Est�vamos exaustos e nada de
chegar. Demos mais uma parada, bem perto de S�o Sebasti�o, na Praia Preta. Depois de
mais uns km, finalmente chegamos. A fila da balsa era imensa, mas a "velha" NX
passa f�cil entre os espelhos dos carros. Pegamos a balsa e logo est�vamos em Ilhabela.
A primeira coisa que fiz foi ligar para minha m�e, que devia estar arrancando os cabelos
(afinal, m�e � m�e). O hotel n�o era l� essas coisas, mas a ilha � linda (bela); com
dezenas de praias (nem deu tempo de ver todas, e eu queria dar a volta na ilha toda) e
muitos, muitos mosquitos chupadores de sangue.
As trilhas eram esburacadas e empoeiradas e
o pior: cheias de carros.
No Domingo quase perdemos o caf� da manh� porque come�ava o hor�rio de ver�o. Eu nem
lembrava, pois ficamos isolados (sem TV nem r�dio). Tomei um susto no final do dia pois
os postos de gasolina estavam fechados, achei um deles aberto e abasteci. Novamente fila
gigante para pegar a balsa e l� fomos n�s passando batido.
Na volta eu estava mais
"esperto" e n�o tivemos problemas.
S� vimos um acidente, com dois carros �
l�gico, mas nada de grave.
O c�u estava limpo e nem sombra de chuva, demos uma parada para tirar fotos e depois
"torci" o acelerador at� o Guaruj�. Est�vamos em casa, dali pra frente era
s� tocar calmamente. Chegamos em Santos por volta das 20:00 h. deixei Roberta em casa e
me joguei em minha cama.
Que saudades! Tirei algumas coisas da bolsa, mas antes comemos um peixinho "a l�
mama" que tinha sobrado do almo�o, pois a Beta, muito tinhosa, n�o almo�ou no
hotel s� porque n�o gostou da "cara" do franguinho.
Depois de tudo isso, ainda fui trabalhar no dia seguinte...
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