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Fórum - Municipal de Educação
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Relatório Final
“Discutindo o tema segurança não vamos encontrar
a solução para o problema e nem paliativos. Busca-se apenas o curativo para
uma ferida cuja origem é diferente.
A origem dos problemas de segurança, de violência,
de saúde, enfim de todos os problemas de uma sociedade é a própria escola.
Acho que todos os problemas estão na origem da escola, quer dizer, na má formação
do cidadão que a escola está tendo.
Professores mal formados e sem condições para
trabalhar, originando um cidadão inadequado, temos violência nos estádios,
nas ruas.
Agora vou me ater a relatar a experiência na EEPG
“Cacilda Becker”, porque tem uma certa especificidade.
Sua escola pode ser considerada como um paraíso em
relação ao que se vê por aí. Ela não possui grades, mas raramente há
problemas de vandalismo.
Internamente, a escola não apresenta problemas.
Existem alguns alunos traficantes e consumidores de drogas, assaltantes a mão
armada, mas dentro da escola exercem o seu papel de aluno e não causam
problemas de violência para com a comunidade escolar. Os problemas relacionados
com a segurança interna são resolvidos com a participação da comunidade.
O problema sério de segurança que se apresenta é
em função da localização, próximo a Estação do Metrô Jabaquara, que é
terminaL rodoviário e metroviário.
Todos os dias, pelo menos duas ou três ocorrências
de violência com alunos, pais e transeuntes que correm para dentro do prédio,
isso já é uma rotina. Portanto, os problemas de violência hoje, são causados
por fatores externos e na área externa ao prédio escolar.
Em relação ao Policial na escola, acaba por causar
mais problemas internos, permanecem na cozinha, paqueram as alunas ou querem ter
uma ação policial dentro da escola, havendo como conseqüência mais
problemas.
A escola está resolvendo os problemas internos, mas
em relação aos externos há necessidade de organização da sociedade e também
cobrar mais ação por parte dos nossos dirigentes, porque existe a Guarde Civil
Metropolitana e a Polida, que devem responder pela segurança externa”.
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“Porque a sociedade chegou a tal ponto? Há a falta
de condições sociais, a falta de trabalho, o pobre cada vez mais empurrado
para a periferia, o grande êxodo de outros Estados para São Paulo, que tem um
grande polo industrial. Há o problema de renda que é mal distribuída, há a
falta de investimento no campo e na área de formação de técnicos, só através
dos técnicos que um país pode crescer.
Então para ajudar a controlar a violência que vem
acontecendo nas escolas, foi criado em 1992, o Programa de Segurança Escolar na
Secretaria de Estado da Educação.
Na época foram contratados para 2.300 escolas
estaduais na Capital e na Grande São Paulo, 4.500 Auxiliares de Segurança,
para que, junto com o Diretor de Escola e os educadores das unidades escolares,
desenvolvessem uma ação de forma educativa e não repressiva, pois foram
treinados para atuarem junto a comunidade escolar.
Nesse período de três anos, o índice de
criminalidade diminuiu em 85% , os outros 15% aconteceram aos finais de semana,
feriados e madrugadas, quando a escola não contava com o trabalho dos
auxiliares de segurança.
Este programa teve a duração de três anos, porque
esses funcionários foram contratados pelo BANESER-BANESPA, Serviços Técnicos
e Administrativos, e no atual Governo com a extinção do órgão contratante
– BANESER, o Programa de Segurança Escolar foi também extinto.
Mas nossas crianças e adolescentes têm prioridade
em relação à segurança. Então como sugestão a Guarda ?Civil Metropolitana,
deveria ser treinada para dar assistência às escolas localizadas no Municiípio
de são Paulo”.
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Expositora: Sra. Ivone Bolik
França, da EMPG “Armando Arruda Pereira”.
A
EMPG Armando de Arruda Pereira é uma escola alvo de arruaceiros, de traficantes
e de assaltantes.
Inicialmente
se faz necessário relatar o problema físico da escola. O prédio encontra em
estado precário. Com relação a estrutura física, está amarrado com
cabo-de-aço e não possui muro de fecho na parte dos fundos
Solicitações
para reforma são constantes, mas até a presente data não atendidas.
A
situação em que o prédio se encontra contribui para que marginais invadam a
unidade escolar, porque têm livre acesso, entram pela frente e saem tranqüilamente
pelos fundos, o que acarreta a falta de segurança na escola.
A
escola tem sido alvo constante de arruaceiros, traficantes e assaltantes, que no
ano passado (1994), adentraram nas sa1as de aula, durante o período noturno,
deram coronhadas com o cabo do revolver nos alunos, ameaçando professores e
explodiram bombas.
Como
providências internas da escola, após reunião com o Conselho de Escola foi
montada uma equipe de segurança e solicitou-se o auxilio do Conselho Comunitário
de Segurança – CONSEG, passando a contar com a presença da Guarda Civil
Metropolitana..
Mas
quando deixou-se de contar com a presença de elementos da corporação, os
assaltos voltaram a acontecer, ameaças via telefone, dizendo: - que seremos
metralhados se novamente houver ação da polícia.
A
situação propicia ameaças a todos; o que gera indisciplina e contrariedade de toda
a comunidade escolar, principalmente daqueles que prestam serviços no período
das 19h00 às 23h00, que se vêm ameaçados por todos esse aparato de insegurança
que se vivencia na unidade escolar”.
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Expositor: Dr. Ailton da Almeida, Presidente do Conselho de Segurança do Parque Bristol - CONSEG
O
Conselho de Segurança foi criado por decreto e vem desenvolvendo o seu trabalho
com as lideranças locais.
Na
verdade, o patrimônio público, seja municipal ou estadual, não está sendo
conservado.
Em
relação à segurança nas escolas, ela poderia ser feita por guarda-noturno,
vigia, que seria contratado pela Associação de pais e Mestres e deveria ser um
dos moradores da comunidade em que a escola está inserida.
Poder-se-ia
contar também com a Guarda Civil Metropolitana,só que está mais interessada
em dar segurança aos mercados, que hoje estão sendo bem atacados.
Outra
dificuldade encontrada é que a Polícia Militar não conta com efetivo
suficiente para desenvolver essa atividade.
Agora,
como resolver o problema da segurança de imediato?
A
comunidade escolar, representada pelos senhores pais, contrataria um segurança,
que deveria ser muito bem treinado para poder atuar junto aos escolares.
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