Xadrez Virtual
 
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30/01/2004 - DEC�LOGO DO "BOM" ENXADRISTA

1 - Nunca toque apenas na pe�a que pretende mover, toque em diversas, amea�ando mov�-las antes de efetuar seu lance definitivo.

2 - Se notar que seu lance foi fraco, volte imediatamente, sem pedir licen�a a seu advers�rio e reflita mais 20 ou 30 minutos, afinal de contas, sendo a partida amistosa, n�o haver� rel�gio para marcar o seu tempo e voc� sempre poder� alegar, posteriormente, que seu advers�rio � muito lento.

3 - Nunca admita que seu parceiro volte algum lance ou deixe de jogar a pe�a tocada, lembre-o das regras: "Pe�a tocada, pe�a jogada". Mesmo que esse toque seja apenas para arrumar a pe�a e seu advers�rio tenha lhe pedido licen�a, finja n�o ter ouvido e force-o a jogar.

4 - Quando perder uma partida nunca reconhe�a a superioridade do advers�rio, existem diversas formas de desculpas. Eis algumas delas: Passei mal � noite, estou com dor de cabe�a, joguei toda a partida com vontade de ir ao banheiro, etc.

5 - Durante a partida, n�o esque�a de ficar tamborilando com os dedos na mesa ou trauteando os �ltimos sambas de sucesso, ou mesmo m�sicas antigas, uma �tima sugest�o � Adeus Pampa mia, O meu boi morreu, etc.

6 - Comente os lances contr�rios com express�es joviais. Exemplo: Este � um lance de apedeuta! Se achar que o termo � desconhecido para seu advers�rio, diga baixinho, s� para ele ouvir, o que quer dizer apedeuta, e se ele, indignado, retirar-se do recinto, comente com os assistentes a forma pouco educada de algu�m abandonar uma partida perdida.

7 - Antes de uma partida oficial, achando que seu oponente lhe � inferior, mesmo porque ningu�m joga melhor que voc�, espalhe que vai massacrar, dar xeque-mate em poucos lances, etc. Se perder, o que pode acontecer, pois afinal de contas o xadrez � um jogo de azar, proceda como no item 4 e acrescente que facilitou devido � fraqueza do advers�rio e para tornar a partida mais interessante, sacrificou uma pe�a.

8 - Se tiver que se manifestar sobre determinada cl�usula de um regulamento, diga que aceita, mas sob protestos, isto lhe dar� sempre oportunidade de criticar os membros da comiss�o organizadora.

9 - Se acontecer o fato quase imposs�vel de ficar mal colocado em um torneio, abandone-o e alegue motivos de sa�de, o que tamb�m justificar� sua m� coloca��o; se a sua desist�ncia prejudicar outro concorrente, lembre-o que o �nico culpado � ele, que n�o estuda, n�o tem teoria, joga mal, n�o tem talento, etc.

10 - Quando o Clube que frequenta receber a visita de um mestre internacional, critique seus lances baixinho com os outros, fazendo-os crer que voc� � muito superior e que s� n�o � mestre por faltar-lhe tempo para maior dedica��o. Tamb�m usar este sistema com seus colegas de Clube, mas aumentando o tom de voz; n�o sendo eles mestres, voc�, logicamente n�o precisa respeit�-los.

Siga � risca este Dec�logo e garantimos que voc� ter� em breve uma reputa��o vulgar nos meios enxadr�sticos que frequenta!

Autor desconhecido - Artigo enviado por Cristiane Uchas.

  Caissa   19/01/2004 - CAISSA - Caissa � considerada a deusa do Jogo de Xadrez. Na verdade, ela � uma deusa "inventada" (afinal, qual deus n�o � inven��o dos homens? Bom, mas isso � outra hist�ria...) para parecer com as divindades gregas, entretanto, sua origem � do s�culo XVIII, se n�o me engano. Pelo que eu havia lido anteriormente a lenda sobre a cria��o do jogo dizia que, Caissa mesma haveria criado o Jogo de Xadrez para prever o futuro, mas como Zeus n�o gostara da id�ia, ele decidira destru�-lo. Para evitar o fim de sua cria��o, Caissa escondera o jogo na terra - num jardim em algum lugar da India ou da �sia, longe dos olhos de Zeus e sob os cuidados dos homens. E assim teria surgido o jogo como um presente da deusa Caissa...  
 

Mas como estava inseguro a respeito do que eu mesmo sabia sobre Caissa - tudo o que havia lido antes foi apenas uma refer�ncia no livro "Hist�ria do Xadrez" de EDWARD LASKER - e sua hist�ria e/ou lenda, resolvi pesquisar. Os trechos a seguir s�o resultado do que eu pude encontrar na Internet a respeito de Caissa. Quem, por ventura, achar material mais farto, por favor indique-me a(s) fonte(s), pois eu gostaria de ler um pouco mais sobre o assunto. Seguem trechos colhidos na Internet:

1. Todo enxadrista sabe que Caissa � a musa do Xadrez, por�m paradoxalmente, o xadrez surgiu muito antes que Caissa, porque esta deusa n�o � da mitologia grega, nem romana, mas sim nasceu na poesia.

Um jovem ingl�s de 17 anos, Willian Jones, escreveu em 1763 o poema Caissa ou o jogo de xadrez, onde ganhou vida esta ninfa encantadora, que promete a Marte corresponder-lhe se este inventasse um jogo sugestivo. Por aquela ninfa do bosque, segundo o poema, Marte, deus romano da guerra, concebe o xadrez e o apresenta com o nome de Caissa. Este poema, publicado em 1773, ganhou popularidade na Fran�a e tamb�m foi publicado na primeira revista de xadrez - La Palam�de - em Paris em 1836. Desde ent�o Caissa � conhecida como a deusa do jogo de Xadrez.

Hoje, Caissa � uma forma po�tica de se dizer xadrez.

2. Ca�ssa � a Deusa grega protetora do jogo de xadrez. Esta Deusa � reverenciada num poema em ingl�s arcaico de autoria de Sir William Jones em 1763. A base de inspira��o est� na narrativa mitol�gica segundo a qual o Deus da Guerra, Marte, convenceu o Deus dos Esportes a inventar um jogo para distrair o cora��o de Ca�ssa para que Ele pudesse conquistar Seu amor. O jogo foi inventado e se chama, hoje, xadrez. Agora, se Marte conseguiu o cora��o de Ca�ssa, isso � outra est�ria... Mas, sou capaz de apostar que ela se apaixonou pelo jogo!

POEMA A CAISSA

(Inspirado no poema ingl�s Ca�ssa de Sir William Jones, 1763)

Uma Dr�ade assim t�o suave,

Uma pluma que pelos morros levitava,

Um sonho, uma paix�o que a todos provocava,

Uma mulher diferente, um ser encantador,

Um sorriso e um modo que envolvia

A todos com Seu ar perturbador.

Uma f�mea que em tempo frio

Impregnava de suores o len�ol do Tr�cio.

Uma Ninfa a perseguir leve e inocente

A selvagem gazela no trotar macio,

Com a gra�a e beleza, que admirava a gente

Que tal d�diva vivesse no Oriente.

O seu "n�o" era um "talvez...",

Talvez, o seu "quem sabe", fosse um n�o.

O seu "sim" era o tal sorriso,

Que a fazia parecer de um anjo encarna��o.

Mas rejeitava solene o himeneu,

E a um guerreiro apaixonado prometeu

Que seu cora��o a ningu�m jamais seria dado!

Dito e feito. Disso nunca arrependeu.

Por sobre as pedras e areias dos vales e montanhas,

A sua beleza e nome, em fama, se alastraram.

Muitos homens secavam por carinhos Seus,

Enquanto outros por Seus beijos suspiravam.

At� que um dia, na ol�mpica Assembl�ia Venerada,

Por justa indica��o de Marte e Zeus,

Como Deusa, Ca�ssa a Fada foi entronizada.

Artigo enviado por Stirpitz.

 

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