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ATRás do escudo


Esta aventura foi inspirada em Keep on the Shadowfell, publicada em maio de 2008 pela Wizards of the Coast como a primeira aventura para o D&D 4th. Edition. Mas eu fiz modificações, adaptando-a para o cenáro de campanha da Costa Selvagem (também conhecido como Red Steel) .

 

Terra Leãoça existe mesmo na Costa Selvagem (Savage Coast), é realmente território de Vilaverde e é onde eu coloquei as cidades de Gramado (Winterhaven) e Monte Alto (Fallcrest). Troquei o nome original do Vale do Nentir por Três Corações, uma localidade que realmente encontra-se no mapa dessa região da Savage Coast. O reino de Bellayne e sua capital, Leominster, estão a nordeste da Terra Leãoça, e troquei o Império de Nerath (de Greyhawk) pelo de Herath, que domina boa parte da Península Cabeça do Orc (Orcshead Peninsula, no original).

 

Bayou é o grande pântano onde os lizardmen da Savage Coast ergueram uma semi-civilização tribal após terem sido libertados por Herath. Troquei-os pelos dragonborn (raça do módulo básico do D&D4E) e os dei uma civilização semelhante aos dos klingons de Jornada nas Estrelas.

a primeira missão

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Mai 28

Zekinha, Bartolomeu, Serj e Beorn cresceram órfãos e sem rumo no vilarejo de Monte Alto, no vale de Três Corações. Foi o generoso anão Al Bundy que arrebanhou os pequenos órfãos e lhes proporcionou civilidade e uma profissão. Eventualmente, as crianças cresceram, o grupo debandou, e dez anos se passaram.

Daniel Ferrari interpretou Al Bundy, anão guerreiro
Rodolfo interpretou Zekinha Baud, hobbit ladrão
Eli interpretou Bartolomeu Pereira, meio-elfo clérigo de Bahamut
Rodrigo interpretou Serj Pollok, homem mago
Netão interpretou Beorn, dragonborn paladino

Marcelo Dior como Dungeon Master
(responsável também pelas anotações da coluda "atrás do escudo")

kobolds

Beorn e Bartolomeu Pereira haviam ingressado na igreja de Bahamut — o Dragão de Platina, deus da justiça, proteção, nobreza e honra — e seguido com o alto-sacerdote, Douglas Staule, às regiões pantanosas de Bayou e os três reinos dos dragonborn. Recentemente, Staule retornou a Três Corações à procura do túmulo de um dragão (e seus segredos mágicos), supostamente próximo à cidade de Gramado, e desapareceu. Então, seus dois pupilos escreveram pedindo ajuda aos amigos de infância para localizá-lo.

Serj Pollok morava na grande cidade de Leominster, capital do reino de Bellayne, aprendendo A Arte. Já mago formado sob a supervisão do sábio Álvar Núnez Cabeza de Vaca, partiu para Gramado no instante em que recebera a carta de seus amigos — não suportava a vida no reino dos rakastas, e anseava pelos campos e bosques de Terra Leãoça. Contatou Zekinha Baud, que também morava em Leominster e aprendia outra arte, a da rapinagem, junto à guilda de ladrões. Antes de partirem, porém, aceitaram uma tarefa do mestre de Serj: localizar e mapear um antiqüíssimo forte dos tempos do Império Herath que pode existir perto de Gramado.

Por fim, o velho anão Al Bundy já preparava viagem a Gramado quando da carta de Beorn e Bartolomeu, pois fora contatado por uma velha amiga, a clériga Marla, que recebera uma visão em sonho de Sehanine — deusa da lua e do outono — alertando da atividade do culto do príncipe-demônio Orcus em Gramado. Marla pedira a Al para investigar esse ominoso sinal, e o anão aceitou de pronto.

Agora todos retornam ao vale de Três Corações, tendo marcado um encontro à Estrada do Velho Rei, numa estalagem destruída.

*     *     *

Três Corações já foi um vale rico e esplendoroso, com mais de 35 km de extensão, no centro da região costeira de Terra Leãoça, mas fora arrasado há um século por tribos dragonborn, quando o Império de Herath quedou-se ante o avanço dos conquistadores de Vilaverde; o recuo de Herath às suas antigas fronteiras na Península Cabeça do Orc libertou os dragonborn do jugo daquela magocracia, e os homens-dragão pilharam a região até finalmente seguirem para os pântanos de Bayou, cinqüenta léguas para noroeste, fundarem três reinos e se tornarem um povo civilizado, honrado e nobre. Só nas últimas décadas, agora sob a tutela do Domínio de Vilaverde (baronato marítimo do outro lado da Costa Selvagem, no golfo de Hule), o comércio retoma força em Terra Leãoça. Seu povo esqueceu boa parte da história pré-Vilaverde e Gramado, hoje com menos de mil habitantes, ergue-se sobre os escombros de um burgo muito maior.

O Vale de Três Corações está pontuado por ruínas de casarões e vinhedos abandonados, e os cinco aventureiros se encontraram numa dessas ruínas, à beira da Estrada do Velho Rei, outrora uma via pavimentada, plana e larga, hoje encarquilhada e quase desaparecida. Cumprimentaram-se calorosamente, relembrando os tempos idos, e partiram para leste, seguindo a estrada. Mas nem algumas horas se passam e já enfrentaram o primeiro perigo: enquanto todos conversavam, Al Bundy, o anão-guerreiro, sempre alerta, percebeu que criaturinhas avermelhadas esgueiravam-se por detrás de um afloramento rochoso as margens da estrada.

Avisado pelo anão, e sorrateiro como um gato, Zekinha desviou-se para a relva alta além do leito da via para investigar e percebeu que cinco monstrinhos, de não mais de um metro e meio de altura, escondiam-se preparados para atacar; mas também viu que eles não passavam bucha-de-canhão para três outros, muito melhor armados, que escondiam-se atrás de outro afloramento, do lado oposto e adiante na estrada. Retournou e avisou a todos, que mantiveram o caminhar tranqüilo e a conversa, mas atentos à emboscada. Assim que chegaram a sete metros das primeiras rochas, cinco seres maltrapilhos, de pele marrom-avermelhada, sem pêlos, com cabeça igual à de répteis e chifrinhos brotando das testas, saltaram e partiram em direção aos aventureiros!

O guerreio e o paladino postaram-se à frente do grupo, bloqueando o mago e o clérigo contra os monstros; enquanto isso, o mago dava uma enormidade de dano de uma vez só e matou a primeira onda de atacantes com uma única magia de fogo, exceto um; já o clérigo usou seus poderes para danificar as criaturas mais bem armadas (que atacaram o grupo assim que a primeira onda de ataques cessou) ao mesmo tempo que permitia que o anão (mais atingido que o dragonborn pelos ataques inimigos) recuperasse seu fôlego. Por fim, o ladrão afastou-se do grupo para cuidar de um dos inimigos, usuário de magia, que atacava o mago com bolotas incendiárias da segura proteção de uma rocha. Conseguiu desviar a atenção do inimigo até que o grupo cuidasse dos outros, e então o guerreiro correu até a proteção do último adversário e o abateu num só golpe — que já estava bastante ferido graças à salva constante de mísseis mágicos do mago.

Combate findo, o grupo deixou uma das criaturas vivas para interrogar, para saberem o que eram, de onde vieram e porquê atacaram viajantes tão próximos de um vilarejo.

continuando»

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