As falhas em testes de resistência ocorrem nos momentos mais inconvenientes. Justo o Wizard, com Fortitude mais baixa, passou no teste de "bebedeira".
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Depois da ominosa história, que equilibrou a doçura excessiva do drinque, e vendo que seus clientes estavam pensativos demais, o Mestre das Bebidas animou-se novamente, e contou uma história mais alegre sobre o retorno dos eladrin, velhos parentes dos elfos, a continente de Faerûn, após milênios de separação.
— Desculpe-nos, Mestre das Bebidas — interrompeu Dijon, mas você não tem algo mais forte para nos oferecer? Quero dizer, realmente forte. — E, para enfatizar, o anão bateu a mão teatralmente sobre o balcão.
— Bem, se não, vejamos... — balbuciou o elfo, enquanto perscrutava os olhares dos cinco clientes — eu poderia fazer o Abacate Absurdo, mas temo por suas vidas, amigos.
— Empolgados com o desafio para seus estômagos, todos os membros da Companhia do Corvo Branco sorriram e bradaram animadamente contra o pouco caso que o elfo fazia e sua capacidade de ingerir líquidos tóxicos. Depois de um pouco de simulada resistência, mas avisando seriamente aos aventureiros que ele não se responsabilizaria pela saúde deles após tomarem tão forte bebida, Mestre das Bebidas sacou de uma cesta de vime alguns frutos grandes como cabeças, mas verdes e macios como musgo. Cortando-os agilmente com uma faca de lâmina finíssima, o elfo exibiu a carne igualmente verde da fruta e, após descartar a enorme semente, misturou a polpa grossa e gordurosa com uma quantidade igual de rum, pimenta-vermelha, hortelã e o conteúdo brilhante de uma garrafa fina e alta.
— Isto aqui é um destilado de Impiltur — explicou o elfo, orgulhoso de suas posses etílicas — é mais álcool que água, e tão forte que é usado como anestésico em operações de arrancar de dentes.
Após derramar uma já generosa quantidade da bebida nos copos (ou melhor, nas fundas cumbucas de vidro verde) do grupo, o elfo olhou com um olho apertado para cada um deles, e derramou ainda mais álcool na mistura. Chacoalhou cada recipiente vigorosamente com o auxílio de outro, tapando a boca da cumbuca de vidro, e serviu um líquido que até espumava para cada um. Tão cheiroso quanto perfume, a bebida também exalava o distinto ardor alcoólico de uma colônia feminina.
Em resumo, Dijon e Kelric não se lembravam, horas depois, se haviam terminado o drinque — mas se lembravam nitidamente de terem vomitado sobre as botas e verem tudo à volta com tons esverdeados. Colin Hill bebeu tudo, mas não conseguiu sequer sentir o cheiro de álcool pelo resto da noite, enquanto que Lithanos discretamente derramou o conteúdo de sua parcela do Abacate Absurdo entre os paralelepípedos da rua. Já Will, não só tomou o seu como repetiu, pagou pelas bebidas dos amigos e comprou um tonelzinho de rum.
E assim a noite seguiu. Perdidos em alucinações alcoólicas, Dijon e Kelric perderam-se e acabaram dormindo na praça, junto a dezenas de outros bebuns visitantes. Foram encontrados e despertados por Lithanos, Colin Hill e Will, que dormiram confortáveis e aconchegados em sua sala na estalagem, logo ao amanhecer. Mas um banho e alguns ovos cozidos trouxeram os dois aventureiros baleados de volta a seus plenos sentidos, e eles vagaram por Nemus procurando se informar de como poderiam participar da busca pela Pedra Escarlate.