O Dungeon Master desta aventura é o Netão, que interpreta o dragonborn paladino Beorn, em a primeira missão.
esta é a PÁGINA 2
pule para a: INTRODUÇÃO | PÁGINA 1 | PÁGINA 3 | PÁGINA 4
E os cinco de fato foram. Esperaram que os lugares em frente ao balcão vagassem (aparentemente, nenhum dos clientes ficava muito tempo depois de engolir as coloridas bebidas oferecidas pelo elfo louro e vestido com apertadas vestimentas esverdeadas) e sentaram-se, observando a estranha mistura de garrafas coloridas, líquidos brilhantes de as mais diversas frutas espalhadas pelo interior da pequena barraca. Ao perceber a chegada de mais gente, o elfo de dentro da barraca parou de lavar os copos de vidro numa bica que jorrava calmamente para dentro de uma pia de pedra-sabão, e voltou-se para o balcão, saldando os aventureiros com um largo sorriso a braços estendidos para os lados, dizendo:
— Ah, minha clientela! Bem-vindos à Barraca de Coquetéis do Dot, o Mestre das Bebidas! Posso servi-los com um dos Especiais da Noite?
— O que são coquetéis? — indagou Will, e apesar da dúvida seus olhos brilhavam com a expectativa de ser servido de um dos vivazes drinques destilados que pôde ver nas mãos dos clientes anteriores.
— Coquetéis — responde o elfo, com a inflexão de alguém que já respondera àquela pergunta dezenas de vezes, mas que se deliciava com cada vez que tinha que explicar os meandros de seu ofício ébrio — são misturas de bebidas, ou de bebidas com frutas e às vezes guloseimas.
— Parece nutritivo. — comentou Dijon, que contemplava desejoso as muitas frutas sobre as garrafas de vinho (ou seriam as garrafas sob as muitas frutas que ele desejava?)
— Nutritivo e delicioso! — Exclamou o dono da barraquinha de coquetéis, dando grande ênfase no “e”, e levantado um dos dedos indicadores ao pronunciar a frase — Gostariam de experimentar o mamão maluco? É a bebida que está saindo com mais freqüência hoje à noite?
Com inflexões de acordo com variados níveis de empolgação, o quinteto concordou em aceitar a bebida, pagando uma moeda de prata cada pelo copo de vidro transparente, em formato de hemisfério, cheio até a borda com uma mistura aguardente, creme de leite fresco, rapadura e mamão. Enquanto servia, o elfo — que chamou a si mesmo de Mestre das Bebidas — descreveu as diversas origens dos ingredientes.
— A aguardente é fácil de se obter, mas eu prefiro a oriunda de Silverymoon, porque ninguém sabe envelhecer uma caninha como os homens de lá. Paciência de anões eles têm, sim senhor! Já este bloco de doce marrom que raspei para conseguir grãos moles chama-se rapadura, e é feita de cana-de-açúcar exatamente como a cachaça — mas é difícil de achar, já que só se encontra cana-de-açúcar num pequeno vale de Silverymoon e em um ou dois vales próximos ao litoral em Amn e Calimsham. E, vou dizer, os homens do sul não gostam nem um pouco de compartilhar este doce tijolo com ninguém!
— Por fim — o elfo continuou — esta fruta cor-de-laranja e no formato de um pepino gordo chama-se mamao, ou mamau, não sei ao certo. Encontrávamos dela e muitas outras frutas tropicais aos montes quando Amn explorava o distante continente de Maztica... mas três gerações atrás o cataclísmico Spellplague desapareceu com aquele continente por completo. Os amneses ainda o procuram pelos oceanos do mundo, mas ouvi rumores que um novo continente tomou conta do lugar onde era Maztica. Dizem que é uma porção de Abeir que retornou a Toril.