Kelric é interpretado por Cláudio.
Lithanos Harkário é interpretado por Daniel Ferrari.
Dijon Rumble é interpertado por Marcelo Dior
Colin Hill é interpretado por Rodolfo.
Will Weaton é um NPC.
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CAPÍTULO 1
Em Busca da Pedra Escarlate
ijon, Lithanos, Kelric, Colin e Will alcançam a cidade de Nemus ao anoitecer, no dia anterior ao início do Festival. A cidade estava apinhada de gentes de toda parte, e as cercanias do burgo encontravam-se inchadas com centenas de barraquinhas e estandes dos mais variados produtos, de ovos de dragonete a anéis mágicos, de comidas exóticas a barracas de competições. Cansados, famintos e sedentos (bem, talvez mais sedentos que famintos), os companheiros atravessam as ruas temporárias entre as barraquinhas e atingem uma avenida, logo chegando à praça central.
Assentada com paralelepípedos, o quadrado de cinqüenta metros de lado que formava a praça estava igualmente cercada por vendas e estandes, quase bloqueando a visão do grande portal de pedra escura que se erguia bem no centro. Arqueado, formando uma ponta no topo, o portal tinha a silhueta de uma folha de capim, e encontrava-se completamente quieto, com apenas algumas pessoas em trajes de viagem apreciando as runas e pedrarias incrustados nos largos cubos de rocha de sua estrutura.
Levaram algum tempo, mas encontraram uma estalagem mais ou menos vazia — não havia quarto algum, mas a diplomacia de Dijon garantiu ao grupo alguma privacidade numa das salas comunais, aquecidas com uma lareira e mobilhada com sofás e tapetes que se tornariam as camas da Companhia por aquela noite. Como a estalagem estava lotada a ponto de não haver como atravessar o salão principal, o grupo resolveu se aclimatar e procurar uma das muitas barracas de bebidas que rodeavam a praça.
— Olhem! — Gritou animado o wizard Will — uma barraca de bebidas élficas!
— E como você sabe que são bebidas élficas só de olhar, Will? — Pergunta Colin Hill, observando desconfiado a estrutura de madeira que era pouco mais que um balcão coberto feito de tábuas mal-unidas e cinco bancos giratórios, sem apoio para as costas, e nenhum letreiro.
— O dono, ou assumo que seja o dono o cara que está servindo, é um elfo. Logo, é de bebidas élficas!
— Sua perspicácia é assustadora... — resmunga o patrulheiro Lithanos, cruzando os braços e torcendo a boca em claro descontentamento com o simplismo de seu colega.
— Ah, quê isso, gente! Vamos lá prestigiar o elfo e suas bebidas.