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Est� p�gina foi atualizada pela �ltima vez em:  26-abr-2001.

 

 

TIMOR

GEOGRAFIA ECONOMICA

- PRODU��O:

- Agricultura:

  1. Produ��o Natural(Flora)

Pela sua proximidade da Austr�lia (600 Kms ou 325 milhas mar�timas) a flora de Timor pertence ao dom�nio vegetal do Equador como as ilhas de S�o Tom� e Pr�ncipe, enriquecido pelas esp�cies da Austr�lia, de que pode considerar-se como um prolongamento.

Os terrenos s�o prop�cios a cultura do caf�, noz moscada, pimenta, s�ndalo branco, palmeira, coqueiro, tabaco, milho, arroz, abacate, algod�o, mandioca, sagu, cana-sacarina, batata doce, suma�ama, manga, jaga, anona, anan�s, papaia, banana, batata, laranja, toranja e outras citrinas, figo, mel�o, melancia e todas as esp�cies hort�colas da Europa. Como ess�ncias florestais contam-se o famoso s�ndalo branco, a c�nfora, a �rvore da quina, o pau tintorial, o pau-rosa, a teca, o pau-ferro, aic�rios e aimaras, a �rvore de fruta-p�o, de fruto alimentar muito estimado pelo timorense; h� a arenqueira, a cameleira, grande maci�os de bambus; e, como ess�ncias j� do dom�nio australiano, as cazuarinas, que bordam as margens das ribeiras, a orla das praias, e os eucaliptos que nas margens das ribeiras, nas plan�cies, nos lombos das serras, se amontoam em altas e frondosas matas. Timor �, por�m, fracamente arborizada. As maiores manchas florestais, de valor bot�nico e utilit�rio para materiais de constru��o, s�o a mata de Lor� e o revestimento florestal da Coblac e de seus contrafortes, na dire��o Sul e na contra-costa.

  1. Culturas

Desde os princ�pios do s�c. XIX, com os grandes governadores Alcoforado, Afonso de Castro, Hugo de Lacerda, Celestino da Silva e, j� no s�culo atual, Filomeno da C�mara, o principal objetivo era a cultura extensiva do caf�, interessando nela a gente ind�gena, para se constituir um colonato rural que se tornasse um verdadeiro e prof�cuo crit�rio de coloniza��o.

A enorme dist�ncia � Metr�pole, a car�ncia de meios financeiros, agravada pela nula liberdade de a��o, a indisciplina, insufici�ncia e p�ssima qualidade do funcionalismo, a rebeli�o end�mica do gentio, a encapotada hostilidade holandesa, a agita��o pol�tica, a a��o do clima, etc., tudo concorria para que os melhores esfor�os se perdessem ou resultassem in�teis. Mesmo depois da sua eleva��o a distrito aut�nomo, independente do governo de Macau. Timor viveu quase sempre de subs�dios da Metr�pole ou de empr�stimos de outras prov�ncias ultramarinas mais ricas, como S�o Tom�. Os rendimentos pr�prios n�o chegavam para cobrir as despesas da administra��o. A sua balan�a comercial conhecia raros per�odos de equil�brio, com desafogos que os pr�mios de transfer�ncias, o pagamento de juros e o pre�o dos fretes logo absorviam para se recair no regime deficit�rio. A guerra de 1914-1918, pela dificuldade de transporte e instabilidade dos mercados, etc., tornou a abalar a sua fr�gil economia. E quando se acentuava, depois dessa guerra, o movimento ascensional - favorecido pela perfeita pacifica��o da Prov�ncia, desde o governo de Filomeno da C�mara - foi poss�vel aos governadores que se sucederam providenciar medidas de protecionismo e fomento para se orientar a economia da Prov�ncia no seu melhor rumo.

Em 1921, o ilustre colonialista almirante Ernesto de Vasconcelos, escrevia: "Apesar da riqueza e import�ncia do solo de Timor poucos s�o os proventos que de l� se t�m tirado, principalmente por se terem deixado aos povos ind�genas entregues a si pr�prios, sem os chamarmos ao nosso conv�vio, e a m� orienta��o dada � coloniza��o e, portanto, � explora��o agr�cola, mineira e industrial da ilha.

A iniciativa particular, pouco dedicada a empresas coloniais, quase nada tem concorrido para a coloniza��o de Timor. Contudo v�rias sociedades portuguesas para explora��o agr�cola da ilha constitu�ram e a elas se deve o aumento de produ��o da interessante col�nia. Com o desenvolvimento que o governo da Col�nia tem dado � planta��o do caf� e fomento agr�cola de Timor � de supor que o movimento colonial tivesse tido bastante incremento, se n�o foram as causas a que atr�s nos referimos. Os terrenos prop�cios � cultura do caf�, do cacau, do coqueiro, da borracha, s�o outras tantas fontes de riqueza a explorar. O caf� � de �tima qualidade, muito superior � da parte holandesa e outros pontos vizinhos. Tem mercado garantido em grande parte de Macassar e em Sidney (Austr�lia). A regi�o produtora � no reino de Motahel e nos terrenos entre as ribeiras C�moro e Lois.

Os governadores t�m, em geral, promovido a cultura do caf� e do cacau desde 1860, subordinando as culturas �s pr�ticas melhores e mais geralmente adapt�veis. Solo, clima e altitude n�o s�o apenas prop�cios �s culturas das ilhas de S�o Tom� e Pr�ncipe (caf� e cacau) mas tamb�m � do milho e do arroz, sustento geral da popula��o, para o que h� terrenos admir�veis.

Em 1920 j� quase n�o se importou arroz. � na parte oriental que mais se cultiva o milho, o arroz, o coqueiro, o abacate, o algod�o. A oeste, aqu�m do meridiano de Dili e perto da fronteira holandesa, cultiva-se especialmente o caf�, o cacau e outras ess�ncias pr�prias das grandes altitudes, como as quais ali prevalecem e as que l� se podiam ensaiar".

Timor era essencialmente agr�cola, como de todos os relat�rios de governo se fazia conclui. De todos esses esfor�os se inferiu que al�m da explora��o agr�cola de Timor tem os seus melhores valores no caf�, no cacau, na borracha, no tabaco e nas oleaginosas copra e camim e que essas culturas para exporta��o podem ser da explora��o direta do ind�gena, amparada e fiscalizada pelo pessoal administrativo simultaneamente com a de empresas de capitais europeus, com segura ger�ncia t�cnica e administrativa.

- Pecu�ria

Timor � zona de conflu�ncia das faunas das Malucas e da Austr�lia. A cordilheira central da ilha � a sua linha divis�ria - ao Norte a transi��o entre a fauna das malucas e a da Austr�lia; ao Sul as esp�cies j� nitidamente continentais como os marsupiais, o veado, e certas aves, nomeadamente a Scytropo novae Hollandiae, cujo grito estridente e repetido anuncia as chuvas e os s�bitos nevoeiros. As esp�cies mais comuns e �teis s�o: o b�falo, o cavalo, o boi, o su�no, o c�o, a ovelha, a cabra, os galin�ceos, os gansos e outros palm�pedes, al�m de um sem n�mero de p�ssaros de bela plumagem, cujo cat�logo se desconhece por completo.

O b�falo (B�s afer) presta os melhores servi�os � agricultura ind�gena. � da esp�cie da �ndia, donde deve ter sido importado, bem como o zebu, tamb�m altamente �til � agricultura. O cavalo, o famoso garrano de Timor ou Kudo, muito desejado para sela e tiro nos estreitos e costas dos mares da China, e de ra�a pequena, talvez uma degeneresc�ncia do cavalo �rabe, importado nos s�c. XVI e XVIII, mas muito rijo e resistente, como o de Cabo Verde. Extraordinariamente r�stico, trepa sem custo as mais �ngremes barreiras e desce sem vacilar os mais �speros declives. Os ind�genas h�beis cavaleiros, t�m-no no maior apre�o.

De r�pteis - pouco variados, citam-se serpentes venenosas, a p�ton, os crocodilos, e os lagartos. A fauna mar�tima � pouco variada. Os mares s�o pouco piscosos e de esp�cies das �guas quentes, pouco comest�veis. Abundam os zo�fitos, moluscos e crust�ceos; entre os equinodermes destaca-se a Loluturia(bicho do mar) que os malaios colhem nas praias em grandes por��es para, conjuntamente com os "ninhos de andorinha", exportarem para a China, onde s�o del�cia de gastr�nomos. A pecu�ria � uma das maiores riquezas de Timor, dadas as excepcionais condi��es do seu clima. Atesta-o a sua atual densidade de gados que � representada por 23,9 cabe�as por km2., apesar do armentio desta prov�ncia ultramarina, ainda n�o estar refeito das perdas que sofreu durante a ocupa��o japonesa na Segunda Guerra Mundial. Atesta-o ainda a diversidade das esp�cies dom�sticas existentes, pois encontram-se em Timor as mais comuns do ocidente e oriente, como os bois, os b�falos, os su�nos, os ovinos, os caprinos e os equ�deos. Os b�falos s�o a principal esp�cie de grande porte utilizado na ilha, pois os nativos usam estes animais para o trabalho agr�cola e de transporte. O porte � vari�vel, vendo-se animais muito volumosos e outros de corpo muito pequeno. Estes animais d�o-se melhor nas montanhas, dado que o clima aqui � mais fresco que � beira-mar. Os bois existem em Timor em menor n�mero que os anteriores, pertencendo a grande maioria (99%) � ra�a ou Balinesa, Bibos Banteng (= sonda�cus M�ll) ou tamb�m conhecida vulgarmente, por ra�a dos "fundilhos brancos", em virtude de possuir duas malhas brancas na face posterior das coxas. Al�m destas malhas caracter�sticas t�m ainda os membros abaixo dos joelhos e curvilh�es, igualmente brancos. Quem observe estes animais de perfil nota que o dorso � mais elevado, devido ao fato das ap�fises espinhosas da 3a. � 11a. v�rtebras dorsais serem mais compridas. Os bovinos de Bali s�o, certamente, aparentados com os Zebus, resistem bem ao calor, e d�o excelente carne gorda. Al�m desta ra�a, existem em Timor algumas dezenas de bovinos mesti�ados, na maior parte com os Hereford, Shorthorn e J�rsei.

A esp�cie cavalar �, como a bufalina, empregada largamente na agricultura do ind�gena que a utiliza n�o s� nos trabalhos do campo, como no transporte de mercadorias e pessoas. � um animal de pequeno porte, perfeitamente adaptado ao clima e ao tipo de terreno onde vive; tem os cascos muito duros.

Os ovinos em Timor est�o quase exclusivamente concentrados na Circunscri��o de Baucau, regi�o plan�ltica de altitude m�dia de cerca de 600 m. e comum substrato calc�rio acentuado. Os ovinos timorenses, cobertos de p�lo c�brio, t�m o corpo pequeno e pernas altas e finas; d�o carne inferior.

As cabras ocupam o segundo lugar dentre aqueles animais mais numerosos em Timor. S�o animais bem adaptados ao meio, muito prol�ficos, dando vulgarmente 3 crias, sendo raro s� um filho. A produ��o leiteira destes animais � fraca.

Os porcos de Timor s�o extremamente r�sticos, alimentando-se de ra�zes e ervas o que contribui para o seu grande n�mero existente. S�o animais pequenos, pretos, focinho comprido, de desenvolvimento muito lento, muito prol�ficos, n�o sendo raro encontrarem-se porcas que d�em de uma s� barriga 15 crias. Estes porcos t�m grande aptid�o para constitu�rem, espessas mantas de toucinho. Os gados representam, atualmente, uma das quatro maiores riquezas timorenses. Al�m da sua distribui��o pela quase totalidade da popula��o ind�gena, ao contr�rio dos outros que se localizam em certas zonas e, portanto, beneficiando diretamente s� determinados grupos populacionais, n�o s�o os gados t�o suscept�veis de desvaloriza��o repentina como tem sucedido com os outros produtos.

Al�m disso, a pecu�ria constitui a grande e maior fornecedora de prote�nas animais. No entanto, a exporta��o de gados, de f�cil coloca��o e por altos pre�os, nos mercados de Singapura, Macau, Manila e Hong-Kong, � nula, merc� do abandono deste ramo da economia timorense, pela falta de pessoal t�cnico dos Servi�os Veterin�rios, desde 1927 at� ao fim da Segunda Grande Guerra Mundial .

- IND�STRIAS:

Como ind�strias, a atividade reduz-se ao fabrico de panos de algod�o (tais ou sar�os), esteiras e artefatos de palha, a��car e aguardente para uso ind�gena. As ind�strias extrativas s�o a safra do sal e as dos min�rios, pelos pr�prios ind�genas e para seu uso - cobre em Bibicusso, ferro em Laleia (Baidobala) e o ouro (quartzo aur�fero) em Orlaquiri, Tubuloso e Turiscain. A proximidade de centros fabris, como a Austr�lia e outras ilhas, supre as necessidades locais de maior exig�ncia.

- EXPLORA��O MINERAL:

  1. Petr�leo:

J� na d�cada de 1940, h� ind�cios evidentes, da exist�ncia de petr�leo, tendo sido est� uma das grandes preocupa��es dos governadores locais. Mas um primeiro pedido de concess�o por australianos, n�o foi atendido. Seguiu-se-lhe mais tarde, novo pedido de concess�o pela "Asian Investment", de Wittouk, que n�o teve melhor andamento. Finalmente, pouco antes da Segunda Grande Guerra Mundial, outro australiano, Dodson, formou uma "Companhia Ultramarina de Petr�leo" que em Outubro de 1939 obtinha uma concess�o a longo prazo. Apenas come�ados os trabalhos de prospe��o e pesquisa, a deflagra��o da guerra no Pac�fico, em Dezembro de 1941, for�ou o australiano a desfazer-se da sua posi��o, que foi cedida em 60% � Shell Co., e 30% � Vacuum Oil Co., e nos termos da concess�o, 10% em a��es liberadas, ao Estado Portugu�s. Em 1942, por for�a da invas�o da ilha, cessaram necessariamente todos os trabalhos, que s� recome�aram, depois de finda a guerra e restabelecida a soberania em 1945. Durante dois anos se procedeu ent�o a trabalhos e a estudos detalhados - levantamentos topogr�ficos, geol�gicos, etc. Entretanto em 1947, outra companhia americana, constitu�da pela Superior Oil Co., obtinha tamb�m uma concess�o de menor �mbito, mas de que em breve desistia. Os relat�rios da Bataafsche Petroleum Maastschppij apresentados � Companhia Ultramarina de Petr�leo em 1948 e 1949 conclu�ram pela exist�ncia de petr�leo em quantidades insuficientes de explora��o econ�mica, aconselhando a suspens�o dos trabalhos, pelo que a Companhia comunicou ao governo portugu�s a desist�ncia da concess�o. O que h�, pois, a concluir � o que o destino da Timor portuguesa � o de uma col�nia-fazenda do tipo das de S�o Tom� e Pr�ncipe, enquanto um s�rio estudo do subsolo n�o assegurar outras explora��es mais ricas.

- COM�RCIO

Com�rcio � em Timor uma atividade ainda de limitado campo de a��o. Poucas s�o as firmas e de restritas capacidades. No geral, as pr�prias empresas agr�colas, amparadas pelo Banco emissor, realizam as suas opera��es comerciais diretamente com o exterior. O pequeno com�rcio retalhista e do interior �, de longa data, feito por chineses.

Os principais produtos de exporta��o s�o o caf�, o s�ndalo e outras madeiras, o cacau, a copra, o tabaco, a cera e o mel.

A principal importa��o � de �lcool, arroz, tecidos de algod�o, tecidos de l�, vinhos portugueses, artigos de metal.

As comunica��es e transportes, como instrumentos de fomento econ�mico, t�m tamb�m em Timor um come�o de realiza��o. Linhas f�rreas n�o h�. A rede de estradas - m�s estradas, simples carreteiros para transporte a tra��o ou dorso de cavalo - desenvolve-se um extens�o insuficiente entre as povoa��es e postos administrativos. S� muito recentemente se construiu a primeira estrada utiliz�vel por autom�vel, com origem em Dili para a povoa��o mais pr�xima. O �nico porto para navega��o de longo curso � o de Dili, bem balizado e relativamente bem equipado... As comunica��es telegr�ficas e radiotelegr�ficas, como todo o mundo, est�o asseguradas pelas esta��es radiotelegr�ficas de Baucau e de Dili, e as comunica��es internas, no interior pela rede telef�nica, assinalada j�, ao tratar-nos das circunscri��es civis.

OBS: ESTAMOS PROVIDENCIANDO PARA BREVE A ATUALIZA��O DESTA P�GINA.

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