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Em estudos das lesões que acometem os tenistas, importa
saber qual o nível de solicitação de
determinada articulação para esses atletas.
Hoje sabe-se que as lesões em atletas competitivos
(teoricamente os que têm um melhor nível técnico)
se comportam de maneira diferentemente daquelas encontradas
em jogadores recreativos.
De um modo geral, o tênis é um esporte que
apresenta uma baixa incidência de lesões, embora
a literatura descreva várias lesões que de
alguma maneira aparecem com uma maior freqüência
em tenistas. Entre essas pode-se citar a epicondilite lateral
do úmero – tennis elbow, a lesão muscular
da panturrilha – tennis leg, o hematoma subungueal
do hálux – tennis toe, e o chamado ombro do
tenista – tennis shoulder.
Outras, mais raras, entretanto, não exclusivas dos
praticantes de tênis, já foram descritas como
sendo causadas por esse esporte. Citam-se aqui as lesões
toracoabdominais e lombares, a ruptura da fáscia
plantar, a lesão longitudinal do tendão do
músculo fibular curto, a presença do músculo
flexor do hálux aberrante, lesão do músculo
flexor longo do hálux, falha de ossificação
do centro secundário no olécrano, a luxação
do extensor ulnar do carpo, a osteocondrite dissecante do
úmero, a lesão do nervo supra-escapular, anomalias
vasculares do membro superior, fraturas de estresse da ulna,
rádio e metacarpo.
Como na maioria dos esportes praticados em nosso país,
a lesão muscular no tênis é uma das
mais freqüentemente encontradas. O tennis leg, caracterizado
pela ruptura muscular do músculo gastrocnêmio
medial na perna, que causa dor em forma de pedrada, e que
na maioria das vezes o trauma ocorre no início de
uma corrida inesperada durante o jogo, para uma subida à
rede após a bola tocar a fita, por exemplo, ou em
um deslocamento lateral súbito. A avaliação
adequada desta lesão é de grande importância,
e exames como ultra-sonografia e ressonância magnética,
para fechar um diagnóstico e o retorno ao esporte.
Proteção local, repouso, gelo, compressão
do local e elevação do mesmo, associado ao
uso de analgésicos por via oral para tratamento inicial;
e tratamento fisioterápico, por meio de exercícios
passivos, ativos assistidos e proprioceptivos em uma fase
secundária. É desaconselhável a imobilização
do local, pois pode gerar um grau de atrofia muscular, prejudicando
assim o retorno ao esporte.
Apesar de pouco freqüentes, as lesões do punho
merecem atenção. As tendinopatias são
o que mais incomodam o atleta, porém deve-se sempre
realizar um exame minucioso do punho e da mão, pois
eventualmente podem ocorrer instabilidades do carpo, que
requerem atenção especial.
Na articulação do cotovelo a mais relatada
é a epicondilite lateral, lesão que acomete
a origem e a aponeurose do músculo extensor radial
curto do carpo no epicôndilo lateral do úmero.
Atletas mais idosos são eventualmente mais suscetíveis
a lesões, pois os tecidos do organismo já
apresentam um certo grau de degeneração, devido
ao desgaste próprio da idade. Para diagnóstico
da lesão, o teste de Maudsley, que consiste na palpação
do ponto doloroso na altura do epicôndilo lateral
do úmero, solicitando a extensão do punho
contra-resistência do terapeuta. Exames de imagem,
como a ressonância, traz dados precisos da situação
do local da lesão. O tratamento é realizado
de acordo com a fase da lesão; quando ainda aguda,
o uso de analgésicos e antiinflamatórios não
hormonais e fisioterapia, quando crônica as infiltrações
podem ser o melhor caminho para tentar mobilizar o tecido
fibrótico que geralmente se forma no local; e após
6 meses de lesão o tratamento é cirúrgico,
que consiste na retirada do tecido fibrótico e liberação
parcial da origem do extensor lateral do úmero. Após
a cirurgia deve ser realizado um tratamento fisioterápico
para o retorno do atleta às quadras.
O ombro se apresenta como uma articulação
pouco lesionada, porém as lesões que ocorrem
são devido à sobrecarga da mesma.
As lesões da coluna, de modo geral, são muito
prejudiciais ao tenista. Muitos profissionais, tanto no
passado como nos dias de hoje, chegaram a encerrar a carreira
devido a patologias da coluna ou lesões associadas.
Uma das mais freqüentes é a dor ou contratura
muscular lombar, causada pela força de cisalhamento
que leva a uma sobrecarga no lado dominante da coluna do
atleta no momento do saque. A hérnia de disco e a
espondilolistese também são patologias que
perseguem o tenista.
Na cintura pélvica, a pubialgia, dor na região
pubiana, que pode se irradiar ou não para o membro
inferior na região dos adutores. Quando o tenista
se queixa de dor nesse local, é importante o conhecimento
dos possíveis diagnósticos, como hérnia
inguinal, pubeíte ou patologias intra-articulares.
A ressonância magnética é o exame complementar
mais indicado e o tratamento pode ser clínico ou
cirúrgico.
As lesões de joelho podem ser divididas em lesões
por sobrecarga (tendinopatias, principalmente) e lesões
traumáticas (lesões ligamentares e meniscais
agudas). Um trabalho de prevenção dessas lesões
é a busca do equilíbrio entre os músculos
que envolvem essa articulação.
As lesões do pé e tornozelo, na maior parte,
traumáticas, estão relacionadas ao tipo de
quadra onde o esporte é praticado. As quadras sintéticas
podem causar sobrecarga desta articulação,
pois apresentam um coeficiente de atrito (fricção)
maior do que o das quadras lentas (como as de saibro, por
exemplo). Estudos de calçados apropriados à
prática pode ser o caminho para a prevenção
de lesões nesse local.
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Dr.
João Vitor de Almeida – CREFITO –
3 / 72.374 – F
Graduado em Fisioterapia pela Universidade Metodista
de Piracicaba – UNIMEP;
Pós-Graduado em Ortopedia e Traumatologia do
Esporte pela Universidade Estadual de Campinas –
UNICAMP;
Possui os Cursos de Spiral Taping, Bandagem Funcional,
Mobilização Articular e Fisioterapia
Aquática Aplicada à Ortopedia;
Já atuou como fisioterapeuta nos times de futebol
e basquetebol profissionais do XV de Piracicaba. Em
Campinas atuou pelo time de futebol profissional da
Ponte Preta. Já em São Paulo atuou ao
lado do fisioterapeuta do time de futebol profissional
do Corinthians.
Atualmente possui uma Clínica situada na Rua
7 de setembro, 310, Vila Dr. Laurindo, na cidade de
Tatuí-SP, CEP 18.271-590, onde atua na área
de ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA DO ESPORTE. Também
leciona aulas de PILATES ON THE BALL E MAT PILATES,
técnicas utilizadas para condicionamento físico
e correções posturais, além de
prevenir e tratar lesões ortopédicas
e traumáticas.
Foi o pioneiro na região de Tatuí, em
desenvolver o trabalho de fisioterapia dentro de uma
academia.
Contato:
(15) 3259-1078 / (15) 9136-9821
[email protected]
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