12/11/02
:::: ric, da gaywatch
Miss Kittin mata as divas nas terças massivas
| fichinha básica |
| noite que fui |
terça |
| qtas horas? |
duas e olhe lá |
| endereço (massivo) |
al. itu (vc nao
sabe onde eh? acorda, alice!) |
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| psychoanálise |
| som |
!- |
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| pretês |
!! |
!! |
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| trepês |
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| sauna!people |
!! |
!! |
!! |
!! |
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| wpaper!people |
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| conforto |
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| carão |
!! |
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| beleza@staff |
!! |
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!! |
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| como ir |
| Roupa |
desencana! |
| quer ir mesmo? tanto faz o estilo:
moderninhos, camisa preta e jenas ou até o look "básico"
sapato caramelo com camisa de linho são vistos lá |
| Humor |
chapado total |
| ou, se você
gosta mesmo de sofrer, vá sóbrio e fique bebendo
água |
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| dúvidas? |
| :::
entenda este troço |
Aconteceu o que a gente já previa. Esqueça Britney
e Christina Aguillera e, sim, respire fundo e deixe os discos da
Madonna um pouco de lado agora. A nova mãe loura da cena
gay tem voz metálica e roupa de enfermeira (quando não
está com aquele look básico de couro): sim, é
a Miss Kittin. Pelo menos foi o que os DJs capitaneados por Gláucia
++ mostraram na parte aceitável da noite electro do novo
Massivo.
A comparação entre o antigo e o novo, como diria
Nietszche ou qualquer pós-moderno, se faz inevitável.
As antigas e libidinosas terças do Massivo eram reduto das
barbies e das amigas que adoravam o som das divas - a deusa Madonna,
seguida pelo polinômio Britney-Whitney-Braxton-Cher-Aguillera
e outras como Shanyah-Mariah-Anastaciah. Agora, nestes tempos pós-modernos,
a vez é outra. Como o Massivo agora é "eletrônico"
(imagine o Dr. Evil mexendo os dedos no ar e dizendo I'll call it
"electronic"... foi esse o sentido das aspas), a noite
de terça, "claro" (idem) toca "electro"
(ok, paramos por aqui).
E neste "Massivo toca electro" - as aspas hoje estão
um show à parte, eu sei! - a única forma de romper
a quase absoluta falta de vontade de dançar que as poucas
amigas incautas que estavam ali foi tocar Frank Sinatra -
sim, aquela do Motherfuckers are so nice, suck my dick, kiss
(lick) my ass! - para ver se a pista enchia. Confesso que para
mim foi um alívio ouvir Miss Kittin e tentar acreditar que
a noite iria melhorar. Eu estava na pista desde o começo
da balada, com aquela minha filosofia estóica de aproveitar
cada um dos dez reais que eu pagaria ao máximo. Sweet dreams....
A única coisa que aconteceu é que a pista começou
a encher com vááááááárias
personas pulando ao som da voz metálica da nova mãe
loura da cena gay, do mesmo jeito que ficariam pulando ao som de
Like a Virgin ou It's not right, but it's OK. Da
exata mesma forma, aliás. Depois, porém, o ânimo
começou a arrefecer com uma sequencia de músicas electroboring.
Sim, momentaneamente desencane de quase todos os elogios feitos
ao electro no texto anterior, do Electroshock,
pois também dá para se encher do som quando as músicas
são semielectro ou as pessoas à sua volta não
são exatamente WallPaper*People. Além do mais, o nível
de animação na pista começou a baixar, chegando
a despencar a graus negativos. Foi aí que desferiram o golpe
final: trocaram a mãe loura da cena electro (Miss Kittin)
pela mãe loura do funk. Fizeram isso botando Miami Bass ou
um genérico sem marca para tocar. Para quem não sabe
(eu não sabia até ontem, então explico), o
maldito Miami Bass é aquele ritmo maldito que os MC's usam
de base para colocar aquelas letrinhas cool e cult do funk carioca
por cima. Obviamente o que tocou não tinha as letras infames
(que até dão uma certa graça no processo, acreditem),
mas isso não quer dizer muito. O som que já estava
longe do conceito de bom, ficou inaceitável.
A pista ficou com aquela cara clássica de fim de festa:
quem estava dançando ou estava visivelmente chapado ou mais
visivelmente ainda desesperado por beijar alguém. Porque
o restante já estava fora da pista faz tempo, conversando,
bebendo ou na fila pagando a consumação mínima
gasta com energético para ir dormir, que valia mais a pena.
Era o meu caso.
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