11/11/02
:::: errado&errado
Por que não trocam as hostesses chatas por
cancelas automáticas de estacionamento de shopping?
Gostaríamos de lançar uma campanha de utilidade pública:
está na hora de reavaliarem a razão de ser da maioria
das hostesses. E nesta categoria também se enquadram os loirinhos
antipáticos que ficam na porta da balada anotando o seu nome.
Em teoria - sim, TEORIA - a hostess deveria - sim, DEVERIA - ser
uma pessoa simpática - sim, SIMPáTICA - para recepcionar
bem - sim, BEM - os frequentadores de uma casa noturna. Tendo em
mente esta TEORIA, por favor, faça uma reavaliação
mental das suas últimas cinco baladas e responda rápido:
1. Quantas vezes a hostess do lugar sorriu para você?
2. Quantas vezes a hostess do lugar disse boa noite?
3. Quantas vezes a hostess do lugar olhou para a sua cara?
4. Quantas vezes a hostess do lugar não estava com uma puta
cara de mau humor?
5. Quantas vezes a hostess do lugar se preocupou com as pessoas
que estavam na fila?
Se você fizer parte da amostragem estatística ideal,
é provável que respondeu com "putz, nunca vi
uma hostess fazer isso" ou, pior, "eu achava que elas
eram proibidas de olhar para os clientes da casa noturna!".
Se não foi isso, parabéns: você deve ter a sorte
de pertencer à minoria que só frequenta as poucas
noites que têm aquelas hostess maravilhosas na porta - ou
então é um daqueles cinco amigos do dono que a hostess-chata
sabe que tem que tratar bem.
Não queremos apenas lançar a campanha, mas a gente
já tem a solução ideal, tendo em vista inclusive
um mundo globalizado e automatizado! Que tal substituir as hostesses
antipáticas por aquelas cancelas automáticas de estacionamento
de shopping? Você aperta o botãozinho verde e ela imprime
uma comanda para você - olha que moderno! - e depois libera
a tua entrada. Porque se é para ser antipática, anotar
seu nome na comanda e liberar a entrada, as cancelas automáticas
têm uma vantagem: elas fazem isso e ainda conseguem dizer
um "boa noite" simpático, já gravado - coisa
que a maioria das hostesses de São Paulo ainda não
conseguiu aprender a fazer direito.
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