10/11/02
:::: ric, da gaywatch
O electro láemcasa do Electroshock@Supperclub
| fichinha básica |
| noite que fui |
sábado |
| qtas horas? |
três e pco |
| endereço (supperclub) |
rua jaguaribe,
482 (de vez em qdo é no Xingu) |
| |
| psychoanálise |
| som |
!! |
!! |
!! |
!! |
!! |
| pretês |
!! |
!! |
!! |
|
|
| trepês |
!! |
|
|
|
|
| sauna!people |
|
|
|
|
|
| wpaper!people |
!! |
!! |
!! |
!! |
!! |
| conforto |
!! |
!! |
!! |
!! |
|
| carão |
!! |
!! |
!! |
|
|
| beleza@staff |
!! |
!! |
!! |
|
|
| |
| como ir |
| Roupa |
as u like |
| tinha gente de todo jeito, mas um
jeans com camiseta preta já dava na boa. como quase tudo
é branco, camisas havaianas também ornam bem |
| Humor |
papear e dançar |
| a não ser
que você seja um fanático por electro e se jogue
de tanto dançar, vale a pena levar amigos |
| |
| dúvidas? |
| :::
entenda este troço |
Desde que a Miss Kittin apareceu, bem fofa e vestida de enfermeira,
na capa do Ilustrada da Folha, percebi que era hora de gastar todo
o interesse que eu tenho por electro antes que ele comece a tocar
no Cheers ou em alguma outra boate pattyboy de la mode. Já
faz uns bons meses que eu ouço o Pomba tocando no Grind aquela
vozinha eletrônica distorcida boa pra caralho que canta (junto
com todas as bibas que ficam pulando) Motherfuckers are so nice!
Suck my dick, lick my ass! E sinceramente por causa disso escolhi
o Supperclub como vítima do meu sábado à noite,
antes que eu tivesse que ouvir electro tocando nas Sete Melhores
da Pan. O que, sinto muito, mas vai acontecer.
O projeto Electroshock é tocado pelo fofíssimo (fofíssimo
mesmo, nota 20 em capacidade para virar pretê) DJ Luca Lauri
e pela Liana Padilha, que estava uma coisa superlovefofa neste sábado
em questã. O projeto acontece a cada quinze dias no Supperclub,
onde encontrou a casa certa. Isso, claro, apesar da total falta
de empatia com a espécie humana que o loirinho que emula
uma hostess no lugar (a camiseta dele conseguia ser mais simpática
do que a cara) apresenta na porta. Aliás, a boa vontade e
simpatia da maioria das hostesses de São Paulo continuam
como sempre estiveram: inexistentes.
A casa faz um estilo "peguei o casarão de uma tia-avó
em Higienópolis, dei uma reformada na parte de baixo, pintei
tudo de branco, botei uns racks da tok-stok para servir de apoio
pro equipamento dos DJs, coloquei umas quatro caixas de som e um
ar condicionado gelante, construí dois bares e fiz a parede
do banheiro com sulcos prateados no lugar da edícula".
O que ficou absurdamente ótimo. O branco, no entanto, fica
um pouco opressivo demais quando você chega e a pista está
vazia. Até pela falta de coisas para olhar, você tem
que ficar sentadinho com cara blasé em um dos pufes ou em
um sofazão construído na parede, todo branco e cheio
de almofadas-travesseiro... brancas (!). E como pista vazia parece
ainda mais vazia quando tudo é branco e o piso, cinza, fica
difícil se animar pra dançar.
É nesta hora que você percebe os altos e baixos do
electro. Como disse o meu pretê, tem umas horas que a música
anima tanto que você fica morrendo de vontade de dançar,
mas até pelas características do som, ele acaba dando
uma baixada e o sofazão branco começa a parecer tentador
demais. Daí a importância, creio eu, de ir pra curtir
o som, mas também pra curtir os amigos. Digo amigos porque
mesmo o pretê acaba ficando um pouco pra segundo plano se
você não está naquela fase inicial (que pra
alguns dura pra sempre) em que a pulsão e o instinto de se
atracar em público na primeira oportunidade que aparece /
com a maior intensidade possível são incontroláveis.
A pista, porém, naturalmente vai enchendo até que
você percebe que está dançando há umas
boas horas, se sentindo totalmente em casa e que a música
é ótima, simplesmente ótima, mas mais num sentido
filosófico de "estou curtindo e dançando sem
aquela necessidade latente de me mexer feito um louco que o tecno
e o drum'n'base dão". E isso traz uma vantagem enorme:
sem dor no pescoço no dia seguinte!!! Aliás, a música
é uma coisa tão total lá em casa que uma diversão
minha foi identificar quais músicas eram um remake (sorry,
mas acho mais chique que falar remix) de versões que eu adoro.
Sweet dreams (are made of this), como sempre, ganhou o título
- e comprovou minha tese de que é a música mais releiturável
do mundo, já que eu consegui até gostar da versão
que a P!nk (!!) gravou.
Enfim, resumo da noite: vale a pena ir se jogar com aquele jeitinho
blasé/cool que só quem (até agora) sabe o que
é electro tem. Mas corra. Daqui a pouco, você vai ter
que disputar a atenção do loirinho antipático
com uma centena de pattys com brinco de argola e bota de açougueiro.
|