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As Consignas |
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As consignas (explicações
teóricas dos exercícios) devem ser curtas e simples contendo uma orientação de cada vez,
pois algumas crianças têm dificuldade de seguir orientações, ou de entender
falas um pouco mais extensas. Um recurso valioso a ser utilizado na consigna é
a fantasia, adequando-se a linguagem à experiência de vida da criança. A via
de encontro com a criança é pela brincadeira e pela fantasia. A imaginação
é fonte de riqueza e de integração e a criança penetra por estes caminhos
numa facilidade impressionante.É só convida-la a seguir por esta via que
entram nos "exercícios" e viajam... vivenciam! Utilizar a fantasia
com crianças Down não só facilita a vivência dos exercícios, como
também amplia sua percepção de mundo, estimulando o desenvolvimento do
pensamento, integrando-o aos aspectos afetivo-motores. Estimular a imaginação
é trazer a realidade para dentro de si mesmo e vivenciar a si mesmo dentro da
realidade.
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Os Exercícios |
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No grupo regular de crianças portadoras da Síndrome de Down deve-se dar
ênfase aos exercícios básicos, focando-se mais as linhas de vivência:
Vitalidade, Integração, Criatividade e Afetividade.
É fundamental a conexão com o ritmo, estimulando um melhor controle motor,
até que possamos buscar a integração corporal (viso-motora, audio-motora,
ideo-motora, afetivo-motora e sensório-motora).
O atraso no desenvolvimento motor causa sérios transtornos na percepção de si
mesmo, na percepção do outro e do mundo que nos cerca. A falta de integração
psicomotora fica muito evidente. Por exemplo: as crianças seguem o ritmo com os
braços mas as pernas permanecem paralisadas, movem os braços com os ombros
endurecidos, têm dificuldade na dissociação dos movimentos, apresentam
rigidez muscular, etc.
É necessário inundar o sistema neurológico de estímulos que promovam um
melhor funcionamento neuro- motor.
A progressividade deve ser observada na execução de determinados exercícios
que, a princípio, as crianças têm maior dificuldade para realizar.
O comprometimento motor traz para a maioria das crianças, muita rigidez
muscular, dificultando sua capacidade de relaxar e seu controle motor de modo
geral. A continuidade dos movimentos de forma harmoniosa fica muito prejudicada.
Algumas crianças não conseguem fazer as vivências Segmentar de pescoço,
Fluidez, Eutonia, ou outros que exijam o desacelerar. Estes exercícios precisam
ser realizados por parte, com ajuda de um adulto que apresenta um modelo de
forma direta ou faz os exercícios com as crianças, dando-lhes a referência
dos movimentos.
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1. Rodas rítmicas.
2. Caminhar ao ritmo.
3. Caminhar com vários tipos de marcha: livre, acelerada, lenta, com leveza,
nas pontas dos pés, com palmas, em duplas, em trios, etc.
4. Caminhar na trilha: passar por baixo, por cima, por dentro, por fora de
obstáculos, etc.
5. Caminhar rápido (sem trombar nos colegas).
6. Carreira sinérgica (correr, saltar, elevar os joelhos e os calcanhares).
7. Exercícios de equilíbrio.
8. Jogos de palmas.
9. Acompanhar a música com mímica.
10. Jogos variados.
11. Segmentários.
12. Extensão Harmônica, Elasticidade Integrativa.
13. Fluidez.
14. Eutonia na roda, a dois, de pés.
15. Danças rítmicas individual e com outras crianças.
16. Danças Integrativas e Circulares.
17. Exercícios euforizantes alternados com exercícios de harmonização.
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As crianças gostam muito de dançar no meio da roda (sozinhas ou acompanhadas),
caminhar com determinação, trenzinho, imitar os animais, atividades de
harmonização, dança da semente, acariciamentos diversos, colo e ninho
afetivo.
Na escolha dos exercícios devemos aproveitar ao máximo as situações
espontâneas e as brincadeiras das crianças para oferecer as vivências, pois
crianças com comprometimento no desenvolvimento ficam muito na espera de que
lhe digam "o que fazer" e "como fazer". Assim, se algumas se
deitam, devemos passar para as atividades realizadas no chão (elasticidade
integrativa, rolar, eutonia de pés, etc). Se algumas começam a brincar
engatinhando, devemos oferecer as danças dos animais (cachorro, gato,
tartaruga, etc.).
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