exercício 3

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RESPIRAÇÃO COMPLETA YOGUE:

PARA
ORIENTAÇÕES
COMPLETAS
E OUTROS
EXERCÍCIOS,
LER
“A CIÊNCIA
HINDU/YOGUE
DA RESPIRAÇÃO”
DE
YOGUE
RAMACHARACA

Prática

Geralmente respiramos mal, enchendo somente a parte superior do pulmão.
Isto é um grande erro!
Para melhor entender o processo da respiração podemos dividir o pulmão em três partes: o terço inferior, o terço médio e o terço superior. A partir deste conceito vamos procurar modificar a nossa forma de respirar, enchendo todo o pulmão.
Devermos iniciar o ato da respiração acionando voluntariamente o diafragma para distender o abdômen, criando um “vácuo” que puxará o ar para dentro. Desta forma encheremos assim, inicialmente, o terço inferior do pulmão; depois, no mesmo movimento, distenderemos o peito, enchendo a sua parte média e, finalmente, elevaremos um pouco a parte superior do peito e os ombros, completando todo o enchimento do pulmão.
Após o enchimento completo do pulmão devemos reter o ar por alguns instantes e exalar o ar pelas narinas, relaxando os ombros, depois o peito e, finalmente contraindo o abdômen, expulsando todo o ar inalado.
Este processo se denomina respiração completa yogue.
Este tipo de respiração deve ser feito calma e concentradamente e repetido tantas vezes até que se torne nossa maneira normal de respirar.
Com o passar do tempo haverá uma forte tendência do seu diafragma e abdômen se distenderem involuntariamente, realizando este processo de forma inconsciente.
Mesmo quando conseguir atingir esta fase efetue, várias vezes ao dia de forma consciente e concentrada, várias repetições da respiração completa.

ALERTA: Não efetue estes exercícios respiratórios após as refeições,
nem após exercícios físicos pesados.

ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE A RESPIRAÇÃO:

Respiração é VIDA!
Respiramos desde o início de nossas vidas até o momento em que exalamos o último suspiro abandonando um corpo inerte.
A primeira inspiração é fundamental para a sobrevivência do bebê e quando ela demora ou existe algum obstáculo, não haverá vida para aquela criança.
Entre a nossa primeira inspiração e até o nosso último suspiro respiramos continuamente, embora na maioria das vezes isto seja feito de uma forma inconsciente e quase que desapercebida.
Os ensinamentos yogues sempre enfatizaram a importância do controle do nosso ritmo respiratório e os exercícios tântricos nada são sem que este se faça presente.
Coletamos algumas citações de importantes textos hindus:

“Diminuindo a freqüência da respiração, ocorre um aumento da energia vital, acelerando o ritmo da respiração, a energia vital diminui”. (Geranda Samhita)

“O corpo da pessoa que pratica o controle da respiração torna-se harmoniosamente desenvolvido, emite suave odor e desenvolve-se forte e belo. O praticante sábio certamente destroi todo o seu carma, seja ele adquirido nesta vida ou na passada, através do controle da respiração”. (Shiva Samhita)

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