Capítulo I

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CAPÍTULO I

             Há muito tempo atrás, em um local bem distante, havia um monarca que governava sempre preocupado com a melhor maneira de dirigir o destino de seu povo.
            Era um rei bom e justo, e procurava sempre agir da forma mais correta possível para com seus súditos.
            Ele era muito alegre e seus principais divertimentos eram os jogos de salão. Todo o dia à noitinha reunia-se a corte na sala principal do palácio para cantar, brincar e experimentar novos jogos e diversões.
            Porém, com o passar do tempo, iam-se rareando as novidades e ficando monótonos estes encontros noturnos, objetos de divertimento real e da sua corte.
            Preocupado e entediado pela falta de novidades o rei então resolveu estimular a criatividade da sua corte e do seu povo, patrocinando um concurso que premiaria com a mão de sua filha primogênita o criador do melhor e mais inteligente jogo ou novo divertimento de salão.
            O concurso agitou todo o reino. Em todos os locais, até nos mais distantes povoados e mesmo em reinos vizinhos só se comentava o interesse em participar do certame e ganhar a mão da linda princesa.
            Foram estabelecidas as regras e a forma de participação, marcando-se com bastante antecedência a data de entrega das novidades.
            E passado o tempo estabelecido, afinal havia chegado o grande dia do recebimento dos novos jogos e o julgamento do concurso.
            O número de concorrentes foi grande, muito mais que o esperado e cada um dos participantes apresentava uma atraente novidade. Jogos de baralho, jogos de adivinhação, jogos de azar, jogos de raciocínio, enfim foram tantos os participantes que o rei decidiu que seria preciso um prazo maior que o previsto para analisar e escolher o melhor dentre todos eles.
            Fechou-se então sua majestade no palácio e começou a examinar com atenção e prazer todos os jogos apresentados.

            O tempo passou...

            Uma semana, duas semanas, três semanas e nada do rei chegar ao resultado!
            Até que, passado exatamente um mês depois do rei se recolher para a análise dos jogos, ele apareceu e anunciou que já tinha escolhido o vencedor, mas antes de anunciá-lo ao público teria que ter uma conversa em particular com o criador do jogo escolhido.
            Enviou então, sem que ninguém soubesse, o seu capitão da guarda à busca do criador do jogo escolhido como vencedor.
            Foi então trazido à sua presença um jovem de aproximadamente vinte e cinco anos, que se trajava com vestes de caminheiro, que não parecia ter capacidade de ter criado tão interessante e intricado jogo.
            O rei então duvidando que o moço fosse o inventor do jogo escolhido começou a lhe fazer perguntas e mais perguntas, até que fosse esclarecida toda a verdade.
            Após afirmar por diversas vezes consecutivas que era o criador do jogo o jovem, não conseguindo convencer o rei, nem conseguindo responder a todas as suas perguntas, resolveu por fim contar a sua história.          

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