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Filho do pequeno agricultor Manuel Vieira de Araújo Peixoto e Ana Joaquina de Albuquerque Peixoto nasceu em 30 de abril de 1839 no engenho do Riacho Grande, Ipioca (AL), foi criado pelo tio, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto, passou sua infância em Alagoas. |
De onde saiu aos 16 anos, indo morar no Rio de Janeiro. Em 1857, após dois anos morando no Rio de Janeiro ingressou no Exército. Em 1861, com a indicação de seu tio, conseguiu entrar para a Escola Militar, como tenente lutou na Guerra do Paraguai sob as ordens do General Osório e participou no cerco do ditador paraguaio Francisco Solano Lópes, morto em Cerro Corá ao fim da guerra, conseguiu chegar ao posto de tenente-coronel em 1874, alcançou o posto de coronel. terminou o curso de engenharia, interrompido durante a guerra e serviu no Amazonas (1872), Alagoas (1873), Pernambuco (1878), Alagoas novamente (1880) e em 1883 tornou-se brigadeiro, em 1884, assumiu o cargo de comandante-de-armas e presidente da província do Mato Grosso, cargo que exerceria durante um ano e que deixaria por problemas políticos em relação ao novo presidente do conselho de ministros, o barão de Cotegipe. Em 1888, Floriano foi nomeado marechal-de-campo e no ano seguinte, ajudante-general e no dia 15 de novembro de 1889, Floriano era o responsável pela segurança do visconde de Ouro Preto, o presidente do conselho de ministros, negouse a participar do golpe militar contra a monarquia, mas também se negou a atacar as tropas golpistas comandadas por Deodoro da Fonseca, o que acabou favorecendo a vitória dos golpistas e durante o governo provisório assumiu o cargo de ministro da guerra em substituição a Benjamin Constant, em 1890, foi eleito senador pelo estado de Alagoas, participando da produção da primeira constituição da república, em 1891, concorreu como vice-presidente da chapa de Prudente de Morais contra a chapa de Deodoro da Fonseca e do almirante Eduardo Wandenkolk, e como as eleições de presidente e vice eram separadas, Deodoro da Fonseca ganhou para presidente e Floriano para vice, e após conturbados nove meses de governo, Floriano assumiu a presidência da república no lugar de Deodoro da Fonseca, e ao negar-se a convocar novas eleições presidenciais como determinava a constituição, Floriano com o apoio dos latifundiários paulistas permaneceu na presidência. e durante seu governo, Floriano enfrentou muitas revoltas, entre elas a revolta da armada, onde quinze navios da marinha estacionados na Baía de Guanabara, ameaçavam bombardear a cidade e ainda em 1893 eclode no sul a revolução federalista,as quais conseguiu derrotá-las por completo quando combateu com muita violência, o que lhe valeu o apelido de "marechal de ferro". o Brasil entra em clima de guerra civil, neste clima é que se forjou o florianismo que apontava Peixoto como o salvador da República contra o perigo da restauração da monarquia, pois um dos comandantes da revolta da armada era o almirante monarquista Luis Filipe de Saldanha da Gama. Doente e sem força política para tentar um golpe, foi substituído por Prudente de Morais, indo para uma estação de águas em Cambuquira (MG) e depois para a fazenda de um amigo em Divisa (hoje Floriano) em Barra Mansa (RJ), onde veio a falecer em 29 de junho de 1895.