Tendo ocorrido entre os anos de 1893 e 1895, a revolta da armada tratou-se da rebelião empreendida contra o governo de Floriano Peixoto, tal rebelião foi desferida por membros da marinha, tendo sido liderados pelo então ex Ministro da Marinha Custódio de Melo, que também anteriormente havia assumido a liderança na época da derrubada do governo do Marechal Deodoro da Fonseca. Custódio de Melo era um pretenso candidato ao cargo da presidência da república, articulando unidades da força naval do Rio de Janeiro, na baía da Guanabara, outros líderes da revolta foram o então comandante da escola naval, Saldanha da Gama, e o almirante Eduardo Waldelkok. Saldanha da Gama esclarecia sua postura política favorável à volta da monarquia no Brasil, contando com estes fatores, entre posições monarquistas e intenções de tomada do poder presidencial, a revolta da armada passou da posição de mera oposição ao ataque armado direto contra o Rio de Janeiro, exigindo assim a renúncia de Floriano.

A questão era que Floriano, ex vice presidente de Deodoro da Fonseca, teria assumido a presidência perante a contestação da oposição, que não considerava legítimo tal governo: anteriormente, Deodoro da Fonseca havia permanecido no carga durante apenas nove meses, tendo renunciado em 23 de novembro de 1891, e a então atual constituição previa a convocação de eleições presidenciais para o caso do cumprimento de mandato estabelecer-se em menos de dois anos, e com a adesão de Saldanha da Gama ao movimento, as forças navais a favor da renúncia de Floriano ganharam grande impulso, no entanto, em contrapartida, o governo organizou exércitos através do largo recrutamento de cidadãos, ao passo que investiu em artilharia pesada e em mais uma esquadra comprada dos Estados Unidos, o movimento dos revoltosos passou a ser severamente atacado pela artilharia e algumas unidade recuaram para o sul, unindo-se aos federalistas gaúchos na revolta federalista, porém, ao fim do mandato de Floriano, a revolta da armada já encontrava-se praticamente detida pelas forças do governo, e resquícios da revolta perduraram até o início do mandato do presidente Prudente de Morais.

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