Custódio José de Melo nasceu em Salvador (BA) em 9 de junho de 1840, sua carreira militar começou como guarda-marinha em 1856, na guerra do Paraguai comandou o cruzador Barroso foi deputado na constituinte de 1890-91, liderou a primeira revolta da armada em 3 de novembro de 1891 contra a dissolução do congresso por Deodoro da Fonseca, este último mantinha constantes conflitos com o legislativo, bem como sofrendo a oposição da oligarquia cafeeira, resolveu então fechar o congresso e prender seus principais líderes, a reação acabou provocando sua renúncia. Custódio de Melo foi também ministro da Marinha de Floriano Peixoto, no período de 23 de novembro de 1891 a 29 de abril de 1893.
Chefiou a segunda revolta da armada em 6 de setembro de 1893, quando quinze navios da marinha, ancorados na baía da Guanabara, ameaçaram bombardear a cidade do Rio de Janeiro, se o presidente Floriano Peixoto não convocasse novas eleições, pois com a renúncia de Deodoro da Fonseca, Floriano deveria, de acordo com a constituição, convocar novas eleições presidenciais (pois Deodoro não havia cumprido a metade do mandato). Deixou o almirante Saldanha da Gama no comando e partiu para tentar o levante no Sul, conseguindo tomar Santa Catarina, a revolta da armada foi derrotada, Custódio de Melo tentou atacar o Rio Grande do Sul, mas fracassou, exilou-se então em Buenos Aires, retornando ao Brasil com a anistia, e morreu na cidade do Rio de Janeiro em 15 de março de 1902.