Revolta ocorrida no estado do Rio Grande do Sul, no período entre os anos de 1892 e 1895, durante a presidência de Floriano Peixoto, os conflitos ocorreram entre as principais divisões internas das oligarquias locais, com posterior intervenção das forças federais, liderados por Gaspar da Silveira, os federalistas, apelidados de maragatos, insurgiram-se contra o governo estadual de Júlio de Castilhos, pregando ainda maior autonomia do estado e dar fim ao período de Castilhos no poder. Já os republicanos fiéis ao governo de Castilhos, facção apelidada de pica-paus ou chimangos, defendiam a constituição estadual elaborada por este governo. Tal constituição possuía fortes tendências à maior centralização de poder nas mãos do governo estadual, marcado por idéias autoritárias e positivistas, portanto, os federalistas revoltosos pregavam alterações nesta carta constitucional do estado, além de tentar instituir uma governo estadual baseado nos moldes parlamentaristas, os maragatos ou federalistas eram acusados de simpatizantes do retorno da monarquia, o que desagradou muito o governo federal, que prontamente passou a apoiar os chimangos, o conflito no sul ocorreu quase simultaneamente à Revolta da Armada : os federalistas possuíam portanto o apoio de membros da Marinha que já se rebelavam contra as autoridades federais e foi uma das revoluções mais sangrentas ocorridas na república velha : ao todo, somaram-se cerca de doze mil mortos, e a revolta terminou através do estabelecimento de um acordo entre as facções antagônicas: aonde a constituição seria modificada e a anistia seria concedida aos federalistas presos.

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