Periodo Republicano
No Rio Grande do Norte a alma do movimento republicano foi o Doutor Pedro Velho, que ap�s concluir o seu curso de medicina no Rio de Janeiro em 1881, retornou ao Rio Grande do Norte e se dedicou � sua clinica e ao magist�rio e inteiramente alheio �s competi��es dos partidos, por�m em 27 de Janeiro de 1889 ao comparecer na resid�ncia de Jo�o Avelino Pereira de Vasconcelos no bairro da Ribeira, aonde se encontrava presente um grande n�mero de correligion�rios que haviam aderido ao movimento para funda��o do partido republicano e no exato momento em que o Doutor Jo�o de Albuquerque Maranh�o que havia sido convidado para assumir a presid�ncia da assembl�ia ofereceu a palavra ao Doutor Pedro Velho para expor aos presentes os fins da reuni�o e submeter � aprova��o dos cidad�es presente as bases da lei org�nica do partido, as quais foram imediatamente aceitas, e em seguida procedeu-se a elei��o para constitu�rem uma comiss�o executiva provis�ria at� que congresso do partido nomeasse um diret�rio anual, e uma outra que tinha por fim a constitui��o da diretoria do centro republicano da capital, e ao termino da reuni�o telegrafaram ao presidente do conselho federal no Rio de Janeiro sobre o resultado da reuni�o. A comiss�o executiva eleita em 27 de Janeiro, deliberou o Doutor Pedro Velho como presidente e em 1 de Julho publicou o primeiro n�mero do Jornal Da Republica que tinha em Pedro Velho como seu redator chefe, que ofereceu um combate sem tr�gua � monarquia e aos seus servidores, os quais surtiram um grande efeito para o movimento dos republicanos, que com isto acabaram indicando Pedro Velho e Jos� Le�o como candidatos do partidos para � �ltima elei��o geral que se realizou na vig�ncia do segundo reinado, sem alimentar a pretens�o de conseguir o triunfo nas urnas, pois apenas queriam provar que existiam. No resultado apurado, os candidatos republicanos apenas conseguiram algumas dezenas de votos sufragados, por�m atingiram o objetivo colimado, pois demonstraram que na prov�ncia havia um partido que, sem pretender o poder pelo poder, e que se batia ostensivamente por um ideal superior de justi�a e liberdade.
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E na tarde do dia 15 de Novembro de 1889 a noticia da proclama��o da republica chegou a Natal, e por conta disto Pedro Velho apressou-se em transmiti-la ao povo atrav�s do jornal Da Republica. |
E no dia 17 em reuni�o realizada no pal�cio da presid�ncia, os cidad�es da prov�ncia do Rio Grande do Norte de acordo com o movimento republicano do pa�s, representado pelo governo provis�rio estabelecido no Rio de Janeiro, resolveram proclamar a Republica dos Estados Unidos do Brasil na prov�ncia que na oportunidade se tornava Estado do Rio Grande do Norte e o Doutor Pedro Velho de Albuquerque Maranh�o por aclama��o foi nomeado como presidente do novo estado e chefe do poder executivo. Ao se estabelecer o regime republicano no Rio Grande do Norte os antigos partidos foram dissolvidos, e em torno de Pedro Velho se convergiram as maiores influ�ncias pol�ticas da ex prov�ncias, e dele s� ficaram afastados os elementos que tinham acompanhado Amaro de Bezerra e se incompatibilizado com os representantes em evid�ncia na nova situa��o, os quais vieram a se constituir na oposi��o e que se dividiram em dois grupos: sendo que o partido cat�lico combateu o governo central, que decretara a separa��o da igreja e do estado atrav�s do jornal A P�tria. Pedro Velho soube manter firme a coesas as for�as de que dispunha, e por conta disto se deu a vit�ria de sua chapa nas elei��es da constituinte, e a vida pol�tica do estado se manteve sem grandes agita��es at� � elei��o do primeiro presidente em Fevereiro de 1891 quando dividiram-se os seus representantes na constituinte, com Pedro Velho e Jos� Bernardo votando em Prudente de Morais e os outros senadores e deputados no Marechal Deodoro, e como conseq��ncia dos fatos, veio a mudan�a de orienta��o da pol�tica estadual com a nomea��o do Doutor Francisco Amintas da Costa Barbos para o cargo de governador no lugar ocupado pelo Doutor Manuel do Nascimento Castro e Silva que em 3 de Mar�o assumiu a administra��o com grande apoio dos deputados Ant�nio Garcia e Miguel de Castro, aos quais cabiam as maiores responsabilidade na nova situa��o reinante, e por conta disto os Senadores Amaro Cavalcante, Oliveira Galv�o e o Deputado Almino Afonso abstiveram-se de intervir em assuntos de ordem local, enquanto isto Pedro Velho e Jos� Bernardo enveredaram nobremente pelo caminho do ostracismo.
Em decorr�ncia destes acontecimentos, a efervesc�ncia pol�tica no Rio Grande do Norte foi extraordin�ria, e que acabou resultando em uma profunda agita��o partid�ria, que se generalizou por todo o estado do Rio Grande do Norte, onde a oposi��o em consider�vel maioria e confiante na vit�ria do congresso federal sob o governo da uni�o criaram os mais s�rios embara�os � administra��o local, que apesar de tudo, conseguiram atrav�s de seus poderes ditatoriais em 10 de Maio de 1891 que fossem eleitos os elementos do congresso constituinte que em 10 de Junho elegeram como presidente o Bacharel Miguel Joaquim de Almeida Castro e o Bacharel Jos� In�cio Fernandes Barbos como vice presidente e o Coronel Francisco Gurgel de Oliveira como segundo vice presidente que votaram al�m de outras leis, a primeira constitui��o do Estado do Rio Grande do Norte, que foi promulgada em 21 de Julho de 1891, e em decorr�ncia das lutas entre os poderes executivos e legislativo federal, que culminou com a dissolu��o do congresso nacional em 3 de Novembro de 1891, Pedro Velho que pertencia � oposi��o radical se encontrava em Pernambuco de imediato seguiu para Natal logo que se deu a revolu��o de 23 de Novembro,
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E consequentemente ap�s a ren�ncia do Marechal Deodoro e a posse Marechal Floriano Peixoto preparou e levou a efeito em 28 de Novembro o movimento de deposi��o do Doutor Miguel Castro ao prende-lo e o embarcar para o Cear�. |
E de imediato foi aclamado pelo povo, pelo ex�rcito e pelos representantes da armada uma junta governativa composta do Coronel Francisco de Lima e Silva como presidente e dos Doutores Manuel do Nascimento Castro e Silva e Joaquim Ferreira Chaves Filho, e no dia 31 de Janeiro de 1892 foi realizada a elei��o dos novos membros do congresso que no decorrer dos dias, em 20 de Janeiro de 1892 o congresso reunido e investido de poderes constituintes, promulgou a 7 de Abril a nova constitui��o do Estado do Rio Grande do Norte e votou as diversas leis complementares. No dia 22 de Fevereiro marcou o termino do governo da junta e na oportunidade o Doutor Jeronimo Am�rico Raposo da C�mara assumiu a administra��o e o Doutor Pedro Velho foi eleito para o cargo de governador do qual exerceu com um brilho inexced�vel as suas excepcionais qualidades de administrador e de chefe de partido at� a sua morte pranteada como o maior e o mais benem�rito dos filhos do Rio Grande do Norte