Descendente de uma família de largas tradições no Rio Grande do Norte, que nasceu em 27 de Novembro de 1856 e iniciou o estudo das primeiras letras com o professor Antônio Ferreira de Oliveira, e iniciou o seu curso secundário no Ginásio Pernambucano em Recife e concluiu os seus estudos no Colégio Abílio na Bahia e no ano de 1873 matriculou-se na Faculdade de Medicina na Bahia e em 4 de Abril de 1881 concluiu o seu curso acadêmico no Rio de Janeiro quando recebeu o grau de doutor.

De volta ao Rio Grande do Norte permaneceu em São José de Mipibu até ao ano de 1881 quando se mudou para Natal, onde se dedicou à clinica medica e o magistério, quando abriu o Ginásio Rio Grandense e se conservou afastado dos dois partidos monárquicos, porém fiel às suas crenças democráticas, todavia na última fase do movimento em favor da emancipação dos escravos, Pedro Velho iniciou triunfalmente a sua carreira política, quando se tornou chefe intemerato da propaganda que comandou pela imprensa e na tribuna. E com a vitoria abolicionista imediatamente empreendeu sem hesitação a evangelização republicana quando fundou em Natal o novo partido e o jornal A República em cujas colunas evidenciou toda a sua força e vigor de espirito, e ao ser proclamado o novo regime, Pedro Velho se tornou o primeiro governador provisório do estado do Rio Grande do Norte, em 1896 voltou a ocupar a câmara dos deputados e no ano de 1897 passou para o senado na renovação do terço e em 1906 foi reeleito pelo seu total e o seu descortino acentuado e pelo prestigio que não foi só em sua terra que influiu na direção das coisas públicas, pois teve também opiniões preponderantes nos altos conselhos da política nacional.

Pedro Velho faleceu em 9 de Dezembro de 1907 no porto de Recife, a bordo do vapor Brasil, quando estava preste a seguir viagem para o Rio de Janeiro.

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