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QUEM CULPAMOS PELO QUE SOMOS?
Jack Cohen

Observe uma mosca. N�o, n�o basta pensar nela. Encontre uma mosca de verdade e examine-a. Veja suas perninhas correrem num ritmo perfeito, sua pequena cabe�a girar, observando os acontecimentos. Observe-a decolar: num momento ela est� parada, e a seguir est� no ar, zunindo pelos arredores sem trombar em nada. Se puder, assista � sua aterrissagem. � a parte mais impressionante: ela acelera na dire��o de uma parede, se inclina, freia e... l� est� ela, na superf�cie, totalmente serena, limpando sua tromba com as pernas dianteiras. De onde vem toda essa maquinaria de uma precis�o t�o bela?

Como � que essa mosca, esse indiv�duo, surgiu? Veio do ovo de uma mosca, voc� diz. Mais ou menos. Veio de uma larva, e a larva saiu de um ovo. Estamos t�o acostumados com coisas complicadas saindo de ovos, que isso nos parece uma explica��o. Pintinhos fofos saem de ovos um tanto ins�pidos, botados (� claro) pela galinha. Basta dar um pouco de calor. Voc� veio de um ovo, tamb�m.

Ovos s�o estruturas biol�gicas pouco complicadas. Comparados ao que sai deles, s�o realmente muito simples. No ovo de uma galinha f�rtil, as d�zias de c�lulas sobre a gema, a partir das quais o pintinho se originar�, n�o s�o nem um pouco especiais quando comparadas a um peda�o do c�rebro do pintinho, ao seu rim ou mesmo � sua pele. Uma pena em crescimento �, pelos nossos crit�rios de medi��o, mais complexa do que as c�lulas a partir das quais o pintinho inteiro se origina. Como isso � poss�vel? Como pode a complexidade surgir da simplicidade? Haver� um "princ�pio organizador", um "esp�rito da vida"?

Hoje em dia, a resposta comum � sim. � o projeto escrito no DNA. Este � formado por mol�culas imensamente compridas, ao longo das quais h� uma enorme quantidade de informa��o, escrita numa l�ngua de quatro letras (que s�o nucleot�deos), presentes no n�cleo de cada c�lula. Essa mol�cula supostamente diz ao organismo em desenvolvimento - a mosca, o pintinho ou voc� - como se construir. De acordo com essa vis�o simplista do DNA e do desenvolvimento, o organismo � a informa��o do DNA transformada em carne e osso. O DNA de mosca faz moscas, o DNA de galinha faz galinhas, o DNA de gente faz gente. Mas na verdade n�o � assim que O DNA atua no desenvolvimento, apesar de isso ser dif�cil de entender a partir do que aparece em jornais e revistas ou at� mesmo nos livros did�ticos de biologia.

H� v�rias formas de se encarar O DNA. Uma solu��o de DNA humano, picotado em peda�os relativamente curtos, � apenas um l�quido pegajoso num tubo de ensaio. Em cada min�sculo n�cleo das c�lulas humanas, h� cerca de dois metros de fios de DNA. Se o n�cleo de uma c�lula humana fosse aumentado mil vezes - seria ent�o do tamanho de um comprimido de aspirina -, haveria quase dois quil�metros de fia��o de DNA empacotados l� dentro! Sem d�vida, h� uma imensa quantidade de espa�o para muitas informa��es e projetos, numa fita de DNA t�o longa. Mas o DNA n�o faz nada para que essa informa��o seja transformada em moscas, galinhas ou pessoas. Ele fica l�, parad�o. Assim como as receitas para uma maravilhosa refei��o ficam num livro na estante, ele tamb�m fica � espera.

Portanto, como � que o DNA "faz" a mosca? A resposta direta � que ele n�o faz. Mas um racioc�nio um pouco complicado � necess�rio para compreender por que n�o, e � por isso que a maioria das pessoas pensa que o DNA faz a mosca - e que para fazer um dinossauro basta um pouco de DNA de dinossauro. Mas dinossauros e moscas n�o s�o feitos de DNA, assim como vitela cordon-bleu n�o � feita do papel e da tinta do livro de receitas.

Vamos pensar no DNA bacteriano. As bact�rias s�o como simples oficinas, repletas de ferramentas qu�micas. Algumas dessas ferramentas l�em a fita de DNA; outras fazem novas ferramentas em fun��o do que foi lido na fita (inclusive as pr�prias ferramentas para ler a fita). Outras s�o estruturais, ou bombas qu�micas, ou lidam com comida e energia. A pequena "oficina" produz ativamente novas pe�as para ela mesma, m�quinas, tijolos para suas paredes; ela cresce. Algumas das ferramentas duplicam o DNA - COMO quando copiamos uma fita cassete -, enquanto outras ferramentas que est�o em excesso se acumulam. Em certo momento, algumas ferramentas realizam uma divis�o, e o processo continua em duas c�lulas bacterianas "filhas".

Um ovo � um bocado mais complicado do que uma bact�ria (mas muito menos do que o que sai dele). Ele � feito do mesmo material, e muitas das ferramentas s�o as mesmas mas os processos vitais s�o completamente diferentes. Ele n�o cresce e se divide. Ele se desenvolve; transforma-se em algo diferente. Em conseq��ncia daquilo que as ferramentas fizeram no princ�pio, ele se transforma numa estrutura diferente, geralmente maior, chamada de embri�o. O embri�o usa a gema como fonte de energia e material de constru��o, e tamb�m produz algo diferente. Talvez seja uma larva, como a da mosca, ou um feto humano que depois se transforma num beb�. A oficina bacteriana faz apenas mais da mesma coisa - mas o ovo faz novos tipos de ferramentas e equipamentos a cada etapa. Quando o ovo da mosca produz uma larva que se alimenta por conta pr�pria, isso eq�ivale � "oficina" bacteriana ter se transformado numa caminhonete capaz de ir at� uma loja de ferragens para comprar material e passar � pr�xima etapa. De modo semelhante, o embri�o humano faz uma placenta para obter alimento e energia do sangue da m�e, para que possa continuar a se construir e entrar ria pr�xima fase. Vamos levar essa analogia adiante, no caso da larva, para mostrar como o desenvolvimento � realmente milagroso. A "caminhonete" da larva vai se construindo, tornando-se cada vez maior, e ent�o se dirige a uma tranq�ila rua no interior para construir uma pequena garagem (a pulpa). L� dentro, ela se reestrutura. Torna-se ent�o.. um avi�o, a mosca adulta. Um min�sculo avi�o auto-impulsionado, com controle autom�tico, capaz de se auto-abastecer - e metade das moscas possuem pequenos ovos-oficina" dentro delas, prontos para come�ar o processo novamente.

O DNA sempre participa, especificando as ferramentas a serem usadas. Algumas seq��ncias de DNA - genes especificam ferramentas bioqu�micas que funcionam como rel�gios, bra�adeiras, tornos, bancadas, planilhas e cronogramas que controlam como o trabalho � feito. Mas o DNA n�o possui uma descri��o de mosca, um molde para o pintinho ou para voc�. N�o possui sequer um molde de asa ou de nariz. E muito melhor imaginar que cada caracter�stica (como o nariz) recebe contribui��es de todos os genes do DNA, e que cada gene contribui para todos os caracteres, do que pensar que cada caracter�stica possui seu pequeno repert�rio de genes que a "faz". Entretanto, podemos (em princ�pio, e quase na pr�tica) listar todos os genes de uma mosca e assinalar aqueles que, quando modificados, causam mudan�as (geralmente problemas) nas asas, por exemplo. A tenta��o � qual muitos geneticistas e quase todos os rep�rteres sucumbem � pensar que esses genes s�o o "kit para a asa" da mosca. N�o � um "kit para a asa", pois quase todos os genes afetam outras coisas, tamb�m. Uma das muta��es, asa vestigial, por exemplo, danifica o funcionamento de uma bomba molecular presente em todas as c�lulas. Um de seus muitos efeitos � que a asa n�o consegue se inflar adequadamente quando a mosca sai da pulpa. H� alguns genes, chamados de "home�ticos", cujas modifica��es trazem resultados mais dr�sticos, ainda que mais espec�ficos. Mudan�as em seq��ncias home�ticas podem alterar a especifica��o de um �rg�o e produzir algo diferente: a muta��o antennapedia substitui uma antena por uma perna; cockeyed troca olhos por estruturas genitais. Essas seq��ncias de genes, em nossa analogia com uma oficina, especificam a geografia da oficina - onde as coisas devem ser constru�das. Muta��es home�ticas mudam as cores do mapa embrion�rio de modo que as c�lulas na antena incipiente "pensam" que est�o na posi��o de c�lulas rudimentares de perna - e ent�o fazem pernas perfeitas, mas no lugar errado.
H� muitas coisas que o DNA n�o precisa especificar- ou n�o consegue mudar. N�o precisa tornar a �gua molhada ou as gorduras insol�veis, ou tornar cristais de cloreto de s�dio c�bicos (mas consegue mudar o ponto de congelamento de subst�ncias aquosas ao fabricar prote�nas anticongelantes). H� muitas realidades f�sicas e qu�micas que 'j� v�m prontas". E h� tamb�m v�rias regularidades biol�gicas que "j� v�m prontas" quase da mesma forma que esses mecanismos f�sicos e qu�micos. Certas ferramentas muito importantes e antigas copiam o DNA com uma fidelidade quase perfeita; e algumas esp�cies de troca de energia, existentes h� muito tempo, tamb�m s�o comuns a muitas formas de vida. At� 60% da por��o do DNA que cont�m informa��es consiste nessas "seq��ncias conservadas", iguais na mosca, na galinha e no ser humano. De fato, muitos desses genes "de manuten��o" s�o id�nticos em carvalhos e bact�rias. Portanto, a maior parte do que acontece na forma��o de uma mosca � igual ao que acontece para formar voc�.

Ent�o por que os organismos s�o t�o diferentes? Sejamos mais imaginativos, por um instante. Diferen�as entre organismos, por maiores que sejam, n�o s�o necessariamente conseq��ncia de grandes mudan�as no DNA. Em princ�pio, uma min�scula diferen�a poderia mudar o caminho do desenvolvimento. A mosca e a galinha poderiam at� possuir DNA id�ntico, com exce��o daquele controle inicial onde os caminhos de seus desenvolvimentos divergem. A diferen�a no desenvolvimento, o bot�o imagin�rio mosca/ galinha, nem precisa existir no n�vel do DNA. Se as galinhas gostam de calor e chocam seus ovos e as moscas preferem o frio, ent�o o programa da galinha poderia produzir galinhas com desenvolvimento em altas temperaturas e o programa das moscas produziria moscas nas baixas temperaturas. Elas poderiam, em principio, usar o mesm�ssimo DNA. Esse tipo de "exerc�cio de imagina��o" demonstra que � simplesmente imposs�vel saber qual organismo ser� "feito" por um kit de DNA, ou qual DNA "far�" determinado organismo. Como dizem os matem�ticos, n�o h� um "mapeamento" entre a seq��ncia de DNA e a estrutura do organismo em cujo desenvolvimento ele atua.
O DNA no ovo n�o consegue iniciar o desenvolvimento por conta pr�pria; as ferramentas para ler e trabalhar o DNA devem estar dispon�veis e funcionando perfeitamente. Elas s�o fornecidas pelas regi�es do ovo ao redor do n�cleo original. O desenvolvimento de quase todos os animais come�a no ov�rio da m�e, quando as c�lulas-ovo s�o constru�das. O desenvolvimento do embri�o na realidade n�o requer as mensagens do seu pr�prio DNA at� que a estrutura do ovo tenha moldado a arquitetura b�sica do futuro animal. S� ent�o os genes homeobox - genes home�ticos, que controlam o desenvolvimento - sabem onde est�o e o que devem fazer. De certa forma, a fertiliza��o ocorre tardiamente no desenvolvimento. O ovo estava preparado para come�ar a constru��o de um animal e o espermatoz�ide serviu apenas para dar um "cutuc�o" (al�m da sua contribui��o de DNA, que difere pouco daquela do ovo). O ovo � como uma arma carregada. Uma analogia melhor � ver as por��es n�o nucleares do ovo como um toca-fitas e o DNA nuclear como a fita. As primeiras etapas do desenvolvimento requerem que a fita seja colocada no local certo para ser tocada; ajustar o volume e a velocidade do aparelho; escolher quais trechos ser�o ouvidos e em que ordem; e ent�o apertar a tecla para ouvir a fita.

Prosseguindo com nossa fantasiosa reflex�o do par�grafo anterior, sobre "dois animais diferentes com o mesmo DNA", poder�amos imaginar animais com pequenas diferen�as no funcionamento do toca-fitas de seus ovos. Os ovos de mosca poderiam ler os genes no DNA em certa ordem (digamos, a, h, c, d) e fazer moscas cujos ov�rios produzissem ovos que tamb�m funcionassem assim, enquanto ovos de galinha poderiam ler a fita z, y, x, w - e resultar numa galinha. Se troc�ssemos o DNA da galinha com o da mosca nesse caso hipot�tico, n�o faria a m�nima diferen�a, pois estamos supondo que os DNAS s�o id�nticos. At� mesmo os diferentes ov�rios (assim como todos os demais �rg�os) seriam consistentemente diferentes - e seriam gerados descendentes f�rteis.

Podemos usar um argumento oposto para mostrar qu�o absurda � a id�ia de que o DNA "cont�m as instru��es para fazer o animal". Vamos colocar DNA de mosca num ovo de galinha (DNA de mosca mesmo, n�o o DNA imagin�rio igual em moscas e galinhas). Mesmo que a fita pudesse ser lida, de maneira organizada o suficiente para que um embri�o pudesse ser obtido, o que conseguir�amos com o desenvolvimento de uma mosca numa estrutura b�sica de ave? Mesmo que um milagre acontecesse, e obtiv�ssemos uma larva funcional, como � que a mosca sairia da casca? O contr�rio � pior: mesmo que o embri�o do pintinho pudesse come�ar sua forma��o com o material da mosca, rapidamente acabaria a gema e o min�sculo embri�o do pintinho n�o seria muito eficaz em conseguir comida para continuar seu desenvolvimento. Portanto, DNA de dinossauro, obtido de sangue de dinossauro preservado num carrapato em �mbar, n�o faz um dinossauro. Para tocar a fita de DNA de um dinossauro, voc� precisa de um ovo de dinossauro da mesma esp�cie: o toca-fitas adequado. O DNA n�o basta, � s� metade do sistema. Para que serve uma fita sem o seu (exato) toca-fitas? Portanto, nada de Jurassic Park.

Talvez pud�ssemos inventar sistemas experimentais que "retocam" um animal extinto e escolher algo mais f�cil do que dinossauros. Mas haveria, tanto em princ�pio como na pr�tica, enormes dificuldades. � esclarecedor pensar como tal empreendimento de bioengenharia seria dif�cil; custaria muito mais do que o filme Parque dos dinossauros, mesmo para um desafio muito menor. Que tal mamutes, cuja carne possu�mos congelada (e cujo DNA est� menos degradado do que o de dod�s)? Isso seria quase t�o divertido quanto dinossauros e muito, muito mais f�cil. Tudo que ter�amos que fazer � descobrir doses de horm�nios que nos forne�am ovos de elefante vi�veis; descobrir as solu��es salinas que agradam aos ovos de elefante; fixar a temperatura, as concentra��es de oxig�nio e g�s carb�nico para que se desenvolvam de modo saud�vel. Foram necess�rios cerca de I milh�o de ovos para conseguir o sistema para camundongos (e ainda n�o conseguimos substituir n�cleos com diferentes DNAS); cerca de 2 milh�es de ovos para conseguir esse sistema em gado; e ainda n�o conseguimos faz�-lo de modo confi�vel com hamsters, depois de mais de 4 milh�es de ovos em cultura. O sistema de beb� de proveta humano � muito robusto, e n�s o desenvolvemos com certa facilidade (alguns milhares de ovos), pois as condi��es s�o surpreendentemente parecidas com as do camundongo. Vamos imaginar que o elefante de proveta funcione ap�s apenas I milh�o de ovos. Ap�s dez anos e mil elefantes, com dez ciclos experimentais por ano (super) produzindo dez ovos a cada ciclo, obtivemos um sistema que de, vez em quando aceita um n�cleo de mamute perfeito. (Por sinal, n�o possu�mos nenhum n�cleo de mamute perfeito - Deus n�o os congela com o cuidado necess�rio). Ent�o descobrimos (se a m�e elefante n�o reagir contra as prote�nas estranhas do mamute, presentes no embri�o) que leite de elefante n�o funciona para mamutes - quantos filhotes de mamutes vamos gastar at� descobrir isso? Ali�s, eles n�o ser�o filhotes de mamutes; eles ser�o aquilo que se obt�m quando se toca fita de DNA de mamute num ovo de elefante, e ent�o se matur� o resultado num �tero de elefante. Quase-mamutes? Se voc� conseguisse que os quase-mamutes cruzassem uns com os outros, talvez a gera��o seguinte possu�sse o ov�rio antigo correto, e sua prog�nie seria de quase-mamutes - mas como saber? Provavelmente n�o vale a pena gastar dinheiro, como fazem os f�sicos e astr�nomos, para produzir esse novo organismo - mamutes reais est�o extintos. Ponto final. Os dod�s tamb�m. O esfor�o necess�rio para reconstruir um programa de desenvolvimento � imenso. N�o embarque na id�ia, promovida por artigos de jornal ing�nuos, de que n�s conseguimos "conservar" um animal - ou planta - quando temos seu DNA. O exemplo do mamute ilustra algumas das dificuldades.

E isso basta quanto � id�ia de que o DNA determina como um organismo �; ele n�o faz nada disso. N�o h�, em princ�pio, nenhuma rela��o direta, nenhum mapeamento entre as seq��ncias de DNA e as caracter�sticas (� claro que podemos mapear diferen�as entre caracteres - como albinismo ou mal de Parkinson - e diferen�as espec�ficas no DNA.). Todo o processo de desenvolvimento, desde o ovo fabricante-de-ov�rios at� o ov�rio-fabricante-de-m�es, funciona como um bloco. Cada peda�o da informa��o sobre o contexto (como os mecanismos presentes no ovo) � necess�rio e espec�fico para cada peda�o de informa��o de conte�do (como aquela contida no DNA). O que faz a mosca ou voc� � todo o processo de desenvolvimento. Ele inteiro. Voc� pode culpar seu DNA pela sua letra torta e engra�ada, por sua paix�o por Fats Waller ou gatos birmaneses, por seus olhos azuis? Bem, talvez este �ltimo, mas n�o os outros. Voc� n�o pode culpar o DNA por aquilo que voc� se tornou. Voc�, o processo, � respons�vel pelo que voc� �, o que faz. E pelo que se torna.

JACK COHEN � um bi�logo reprodutivo de fama internacional que d� consultaria para laborat�rios de beb�s de proveta e infertilidade. Professor universit�rio por cerca de trinta anos, publicou quase cem trabalhos cient�ficos. Entre seus livros est�o Living Embryos, um cl�ssico cujas tr�s edi��es venderam mais de I 00 mil exemplares; Reproduction; The Privileged Ape, uma vis�o diferente da evolu��o humana. Atualmente trabalha com o matem�tico Ian Stewart, explorando quest�es sobre a complexidade, o caos e a simplicidade em seu primeiro livro conjunto, The Collapse of Chaos.
Cohen � consultor de grandes autores de fic��o cient�fica como McCaffrey, Gerrold, Harrison, Niven e Pratchett; elabora criaturas e ecossistemas alien�genas, evitando que os autores cometam erros cient�ficos. Participa freq�entemente de programas de r�dio na BBC iniciou e trabalhou na produ��o de diversos programas de televis�o (Horizon G�nesis, da BBC; Take Another Look, s�rie da TV; Fany Fish, s�rie da BBC/Channel 2), para os quais fez boa parte da filmagem, especialmente da fotografia quadro a quadro no microsc�pio.

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Pesquisas feitas na Austr�lia, Europa e Am�rica do Norte mostram que aproximadamente 95% dos pacientes de Quiropraxia t�m como principal queixa, dores m�sculo-esquel�ticas. Por exemplo: lombalgias (dores nas costas), cervicalgias (dores no pesco�o), cefal�ias (dores de cabe�a), al�m de dores nos ombros, bra�os e pernas. 

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