Flora...

Preservar a flora é manter intacta a beleza do planeta!

 

O que é flor?Qual a sua função

A flor é um aparelho constituído por folhas modificadas que tem a função de produzir e proteger estruturas encarregadas da reprodução sexual dos vegetais superiores.

 

 

 

Suas Partes

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Pecíolo, pedúnculo ou haste: é a parte que prende a flor no ramo. Ele pode ser:

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Terminal, quando termina o caule;

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Axilar, quando situa-se na axila da folha;

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Caulinar, quando sai diretamente do tronco.

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Receptáculo: é a extremidade do pedúnculo que serve de sustentação para as demais partes da flor.

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Cálice: é o conjunto das folhas modificadas chamadas de sépalas, geralmente verdes, que protegem a flor.

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Corola: é formada por um conjunto de folhas modificadas chamadas pétalas. Geralmente é colorido, sendo a parte mais vistosa da flor. As cores são importantes na polinização, pois atraem os animais que transportam o pólen de uma flor a outra.

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Androceu: é formado por um conjunto de folhas modificadas chamadas estames, constituindo a parte masculina da flor. Cada estame apresenta três partes: filete, conectivo e antera. O estame tem a função de produzir o grão de pólen (gameta masculino).

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Gineceu: é formado por um conjunto de folhas modificadas chamadas carpelos, constituindo a parte feminina da flor. Cada carpelo apresenta três partes: estigma, estilete e ovário. O carpelo tem a função de produzir óvulo (gameta feminino), que posteriormente será fecundado pelo grão de pólen para formar a semente que originará uma nova planta.

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Perianto = cálice + corola

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Perigônio (genitália) = androceu + gineceu


 

Classificação das Flores

 

 

As flores podem ser classificadas quanto a:

1. Partes

    1. Completa: pedúnculo, perianto e genitália.

    2. Incompleta: sem pedúnculo, sem cálice ou sem corola, só um sexo.

2. Simetria

    1. Actinomorfa: com simetria radiada (pode ser dividida em várias partes iguais).

    2. Zigomorfa: com simetria bilateral (pode ser dividida em apenas duas partes iguais).

    3. Assimétrica: não possui simetria (não pode ser dividida em partes iguais).


 

3. Número de partes florais

    1. Flor trímera: com as partes florais em número de três ou múltiplo. Ex.: seis sépalas, seis pétalas, três carpelos e três estames.

    2. Flor dímera: com as partes florais em número de dois.

    3. Flor tetrâmera: partes florais em número de quatro ou múltiplo.

    4. Flor pentâmera: partes florais em número de cinco ou múltiplo.

     

4. Perianto

    1. Flor aclamídea: sem perianto (sem cálice e sem corola).

    2. Flor monoclamídea: só com cálice ou corola.

    3. Flor diclamídea: com cálice e corola.

    a. Heteroclamídea: quando o cálice e a corola são de cores diferentes.

    b. Homoclamídea: quando o cálice e a corola são da mesma cor, neste caso o conjunto de pétalas e sépatas é chamado de tépalas e o perianto recebe o nome de perigônio.

 

5. Corola das Dicotiledôneas

    1. Arquiclamídea: quando a flor for aclamídea, monoclamídea ou diclamídea dialipétalas (com pétalas separadas).

    2. Metaclamídea: quando a flor for diclamídea simpétala ou gamopétala (com pétalas unidas).


 

6. Genitália

    1. Flores bixessuadas, andróginas, hermafroditas ou monóclinas: apresentam estames e carpelos na mesma flor.

    2. Flores unixessuadas ou díclinas: apresentam estames ou carpelos na mesma planta.


 

7. Androceu

    1. Número de estames em relação ao de pétalas

    a. Isostêmone: nº de estames igual ao nº de pétalas.

    b. Oligostêmone: nº de estames menor ao de pétalas.

    c. Diplostêmone: o dobro do nº de estames em relação ao de pétalas.

    d. Polistêmone: nº de estames maior que o de pétalas.

    2. Quanto ao tipo dos estames

    a. Dialistêmone: os estames são independentes.

    b. Gamostêmone ou sinstêmone: os estames são unidos pela fusão dos filetes ou pelas anteras.

    c. Didínamo: com quatro estames – dois maiores e dois menores.

    d. Tetradidínamo: com seis estames – quatro maiores e dois menores.

     

8. Gineceu

    1. Quanto ao número de carpelos

    a. Unicarpelar: com apenas um carpelo.

    b. Bicarpelar: com dois carpelos.

    c. Pluricarpelar: com mais de dois carpelos.

     

    2. Quanto a posição do ovário (na maioria dos casos é necessário um corte longitudinal para definir)

      a. Súpero: acima do receptáculo floral.

      b. Mediano: uma parte inserida no receptáculo floral.

      c. Ínfero: totalmente inserido no receptáculo floral.

       

9. Quanto ao tipo dos carpelos

    a. Dialicarpelar: com os carpelos independentes.

    b. Gamocarpelar ou sincarpelar: com os carpelos unidos entre si.


 

Inflorescência: é o conjunto de flores. Podem ser divididas em:

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Racemosas, monopodiais ou indefinidas: são aquelas cujo eixo tem crescimento teoricamente ilimitado. Exemplos:

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Cacho: inflorescência que do eixo central partem pedúnculos, de diversos níveis, contendo flores. Variações de cacho:
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Corimbo: os pedúnculos partem de diferentes nós e terminam na mesma altura.

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Tirso: os pedúnculos saem de diferentes nós em intervalos definidos, lembrando um cone.

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Umbela: os pedúnculos partem do mesmo nó e terminam na mesma altura, lembrando um guarda-chuva aberto.

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Espiga: inflorescência formada por um eixo central do qual saem flores sésseis (sem pedúnculo).
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Amentilho: semelhante à espadice, mas com a ráquis mais flexível e com mais flores inseridas. Ex.: rabo-de-gato.

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Capítulo: apresenta o ápice dilatado onde se inserem as flores sésseis. Ex.: girassol.

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Espádice: apresenta a ráquis (eixo central) entumescido onde se inserem as flores, lembra uma espiga. Ex.: copo-de-leite (apresenta também uma espata).

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Cimosas, simpodiais ou definidas: são aquelas cujo eixo tem crescimento limitado. Exemplos:
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Monocásio: de um eixo principal sem flor terminal parte outro eixo secundário, podendo partir eixos terciários.

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Dicásio: do eixo principal sem flor terminal partem dois eixos secondários.

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Pleiocásio: do eixo principal partem três secundários.

 

 

Vegetação

 

Vegetação é o conjunto de plantas nativas de certo local que se encontram em qualquer área terrestre, desde que nesta localidade haja condições para o seu desenvolvimento. Tais condições são: luz, calor, umidade e solos favoráveis, nos quais é indispensável a água. Além de possibilitar a existência da vegetação, esses fatores também condicionam suas características.

Os vegetais necessitam de quantidades de água ou umidade variáveis. Dessa forma, pode se caracterizar três tipos de vegetação quanto à umidade:

marcador Vegetação higrófila: Vegetação adaptada à grande umidade. As raízes desses vegetais são pequenas e as suas folhas são grandes para facilitar a evaporação, além de possuírem caules bastantes desenvolvidos. Exemplo: Bananeira.
marcador Vegetação xerófila: Vegetação adaptada à aridez. Possui raízes compridas, aprofundando-se bastante no solo para buscar água. Apresenta folhas pequenas e muitas vezes cobertas de ceras, para diminuir a evaporação (perda de água). Possuem também, folhas em forma de espinhos para diminuir a evaporação. Exemplo: Caatinga.
marcador Vegetação tropófila: Vegetação adaptadas à variações de umidade, segundo a estação, seca ou chuvosa. As plantas são de características caducifólias (plantas que perdem as folhas em estações secas ou frias). Exemplo: Cerrados

 

 

Florestas

foto da floresta amazônica

Em regiões de baixa latitude encontram-se as florestas equatoriais. Entre elas, a floresta amazônica, que está localizada no Brasil; há ainda outras florestas pertencentes a este tipo de região; contudo, estão situadas na parte centro-ocidental da África e também no sudeste Asiático. Este tipo de vegetação desenvolve-se em lugares quentes e úmidos e possui uma grande variedade de espécies. Suas principais características são as folhas grandes e com um tom de verde bem definido. Um outro detalhe importante, é que elas se alimentam de si mesmas, por isso, são chamadas de autofágicas. 

Na faixa intertropical litorânea estão às florestas tropicais. Se compararmos este tipo de floresta com a equatorial, certamente teremos um número bem menor de variedades de espécies vegetais e também tipos de vidas que não existem em outros locais. 

No centro-oeste brasileiro, em grande parte do centro da África, no litoral da Índia e no norte da Austrália estão localizadas as savanas ou cerrados. Este tipo de flora é composto por plantas rasteiras e por árvores pequenas que perdem suas folhas no período da seca, fato que impede o ressecamento do solo. 

Na região de clima temperado continental (norte dos EUA, sul do Canadá, centro-sul da Rússia, norte da China, norte da Argentina e do Uruguai) encontram-se os campos ou pradarias. Esta vegetação nasce onde há pouca umidade para o crescimento de árvores, havendo somente um tapete herbáceo conhecido como gramíneas. Na Argentina temos os pampas, nos EUA e no Canadá temos as pradarias e na Rússia as estepes; contudo, apesar das diferentes denominações, a espécie é a mesma. 

Até nas áreas que não existem nenhum tipo de vegetação fixa, como no caso dos desertos, surgem ervas rasteiras em alguns locais após as chuvas. Em alguns lugares, caso haja algum lençol subterrâneo com água, existe a possibilidade do surgimento de Oásis com palmeiras. 

Temos ainda, as florestas temperadas, que estão localizadas no Canadá, região do hemisfério Norte, nos Estados Unidos e norte da Europa. As florestas de coníferas, típicas de regiões subpolares como o norte do Canadá, da Europa e Rússia. E a tundra, vegetação que surge em solos gelados como musgos e liquens.

 

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