

Nos últimos anos, a concentração de dióxido de carbono na atmosfera tem
aumentado cerca de 0,4% anualmente; este aumento se deve à utilização de
petróleo, gás e carvão e à destruição das florestas tropicais. A concentração de
outros gases que contribuem para o Efeito de Estufa, tais como o metano e os
clorofluorcarbonetos também aumentaram rapidamente. O efeito conjunto de tais
substâncias pode vir a causar um aumento da temperatura global (Aquecimento
Global) estimado entre 2 e 6 ºC nos próximos 100 anos. Um aquecimento desta
ordem de grandeza não só irá alterar os climas em nível mundial como também irá
aumentar o nível médio das águas do mar em, pelo menos, 30 cm, o que poderá
interferir na vida de milhões de pessoas habitando as áreas costeiras mais
baixas.
Se a terra não fosse coberta por um manto de ar, a atmosfera, seria demasiado
fria para a vida. As condições seriam hostis à vida, a qual de tão frágil que é,
bastaria uma pequena diferença nas condições iniciais da sua formação, para que
nós não pudéssemos estar aqui discutindo-a.
O Efeito Estufa consiste, basicamente, na ação do dióxido de carbono e outros
gases sobre os raios infravermelhos refletidos pela superfície da terra,
reenviando-os para ela, mantendo assim uma temperatura estável no planeta. Ao
irradiarem a Terra, parte dos raios luminosos oriundos do Sol são absorvidos e
transformados em calor, outros são refletidos para o espaço, mas só parte destes
chega a deixar a Terra, em conseqüência da ação refletora que os chamados "Gases
de Efeito Estufa" (dióxido de carbono, metano, clorofluorcarbonetos- CFCs- e
óxidos de azoto) têm sobre tal radiação reenviando-a para a superfície terrestre
na forma de raios infravermelhos.