

O Brasil é o país de maior biodiversidade do planeta. Sua macrofauna é constituída de 525 espécies de mamíferos, 1622 de pássaros, 468 de répteis e 517 espécies de anfíbios, sendo que 788 espécies são endêmicas, só ocorrem no país. É o país com maior número de espécies vegetais e de mamíferos e o segundo mais rico em anfíbios.Por outro lado, existem 103 espécies de pássaros e 71 de mamíferos ameaçados de extinção.

Todos os mamíferos possuem três características não encontradas em outros animais:
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a produção de leite através de glândulas mamárias; |
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pêlos formados por queratina, e especializados em funções diferentes: proteção contra a insolação, isolamento térmico, sensoriais, camuflagem e defesa; |
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Três ossos no ouvido médio (martelo, bigorna e estribo). |
Outras características secundárias encontradas na maior parte dos mamíferos são a presença de dentes diferenciados; uma mandíbula inferior formada por um único osso; a existência do diafragma (músculo que separa a cavidade abdominal da torácica); pulmões revestidos de pleura; epiglote controlando e separando a passagem de alimento e de ar; cérebro altamente desenvolvido; endotermia e homeotermia; sexos diferenciados; sexo do embrião determinado pela presença dos cromossomos X ou Y; e fertilização interna.

As aves são vertebrados com penas e possuem estruturas modificadas para o vôo e para um ativo metabolismo. Todas as aves tiveram um ancestral comum, o qual voava. Entretanto, no caminho da evolução, algumas aves perderam a capacidade de voar (grupo das Ratitae), como a ema.
Existem outras que preservaram algumas características bem próximas a do ancestral comum, como a cigana (Opisthocomus hoatzin), encontrada na Floresta Amazônica, cujos filhotes nascem com dois dedos nas extremidades das asas e que se atrofiam durante o crescimento.
Como o vôo requer alto consumo de energia, as aves evoluíram como animais endotérmicos, ou seja, aqueles cujo calor interno é gerado a partir de reações metabólicas energéticas, ou homeotérmicos, cujas taxas metabólicas são mais altas. Para manter a temperatura do corpo elevada e constante, consomem muito alimento e oxigênio que são necessários para as reações internas produtoras de calor.
Outras adaptações facilitam e possibilitam o vôo e a flutuação, diferenciando-as de outros animais. Estas adaptações são:
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Bico córneo não maçico, sem dentes; |
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Ossos ocos, finos e leves; |
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Músculos peitorais bem desenvolvidos; |
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Penas diferenciadas para o vôo; |
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Isolamento térmico através da camada de gordura subcutânea e penas; |
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Glândula que libera substância oleosa impermeabilizante e a camada de ar retida entre as penas facilitam a flutuação das aves aquáticas; |
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Os pulmões possuem expansões membranosas denominadas sacos aéreos, os quais aumentam a superfície de contato para absorção do oxigênio. Além disso, os sacos aéreos expandem-se pelo interior de muitos ossos, tornando o animal mais leve. |
Os sentidos, com exceção do olfato, são bem desenvolvidos. A digestão é facilitada pelo papo (onde o alimento fica armazenado até seu amolecimento pela ingestão de água) e pela moela (onde ocorre a trituração do alimento).
A fecundação é interna; e a fertilização se dá por atrito entre as cloacas, com exceção do pato, do marreco, do ganso, da ema e do avestruz, cujos machos possuem pênis. São ovíparas e os ovos necessitam ser chocados. Os mesmos possuem uma grande quantidade de gema, que é a fonte alimentar do embrião até seu nascimento
O
nome réptil vem do latim reptare, que significa "rastejar". A Classe
dos Répteis compreende as seguintes Ordens:
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Rincocéfalos: répteis primitivos e em extinção. exemplo: tuatara (Nova Zelândia). | ||||||
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Quelônios: exemplos: tartaruga-de-pente, cágado, jabuti. | ||||||
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Squamata (Escamados):
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Crocodilianos: exemplo: jacaré-do-papo-amarelo. |
Os répteis constituem a primeira classe de animais vertebrados a conquistar definitivamente o meio terrestre; para isso, foi necessário que sofressem uma série de adaptações:
| Adaptação | Descrição |
| Impermeabilização da pele (carapaças, escamas e placas córneas) | para a proteção do animal contra o atrito durante a locomoção e para evitar que o ambiente seco, o vento e o sol desidratem o corpo. |
| Respiração pulmonar | os pulmões são os órgão que possibilitaram aos vertebrados a respiração em ambiente gasoso. |
| Esqueleto mais forte, sistema muscular mais complexo e sistema nervoso central melhor desenvolvido | o desenvolvimento destes três sistemas possibilita o equilíbrio e a sustentação do animal em ambiente terrestre. |
| Excreção urinária concentrada | adaptação necessária para evitar a perda de grande quantidade de água, quando o organismo excreta nitrogenados (tóxicos) no sangue; eliminam, principalmente, ácido úrico que é menos tóxico que a amônia e a uréia, sob a forma de cristais insolúveis. |
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Reprodução com fecundação interna, desenvolvimento direto, ovos com casca e anexos embrionários |
a cópula pode ocorrer em ambiente aquoso (jacaré, tartaruga-marinha, etc.) e terrestre (jabuti, etc); os répteis desenvolveram um sistema onde os espermatozóides são introduzidos na fêmea através de um pênis ou de contato entre cloacas. A desova ocorre em ambiente terrestre e os filhotes saem dos ovos com a forma adulta, não passando por estágios intermediários de desenvolvimento. |
Os répteis põem menos ovos que os peixes e anfíbios, pois o sucesso reprodutivo é maior. Seus ovos possuem adaptações para o desenvolvimento em ambiente terrestre, as quais diminuem a mortalidade de embriões: os ovos são revestidos por uma casca dura que os protegem da desidratação, possuem estruturas como o âmnio que protege o embrião contra a desidratação , a deformação e contra choques mecânicos e, o alantóide que funciona como um reservatório de substâncias tóxicas produzidas pelo embrião durante sua permanência dentro do ovo.
A maioria dos répteis é ovípara e esconde seus ovos no solo, areia, leito de folhas, buracos em madeira ou paredes onde o calor do ambiente ajuda a incubá-los. Ex: tartaruga-marinha, jacaré e lagartixa. Existem também os répteis ovovivíparos, estes põe ovos quando os filhotes já estão desenvolvidos em seu interior; a eclosão destes ocorre logo após a fêmea botá-los.
São animais ectotérmicos, ou seja, a temperatura interna do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente, e por isso, são mais facilmente encontrados em regiões onde a temperatura mais elevada acelera seu metabolismo. Um exemplo disso é o banho de sol de jacarés às margens dos rios.
Entre os animais adaptados ao meio terrestre, os anfíbios são os mais dependentes da água. Foram os primeiros a apresentar esqueleto forte e musculatura capaz de sustentá-los fora d'água.
Sua pele é bastante fina e para evitar o ressecamento provocado pela exposição ao sol, possui muitas glândulas mucosas. Estas liberam um muco que mantém a superfície do corpo úmida e lisa, diminuindo o atrito entre a água e o corpo durante o mergulho.
A epiderme também possui pouca quantidade de queratina, uma proteína básica para a formação de escamas, placas córneas, unhas e garras . A ausência destas estruturas os torna frágeis em relação à perda de água e também quanto à sua defesa de predadores. Por isso, alguns anfíbios desenvolveram glândulas que expelem veneno quando comprimidas.
A respiração dos anfíbios pode ocorrer através de brânquias e da pele (na fase larval e aquática) e da pele e de pulmões quando adultos e terrestres.
São ectotérmicos, ou seja, a temperatura do corpo varia de acordo com a temperatura do ambiente. Por isso, em épocas frias ou muito secas, muitas espécies enterram-se sob o solo aí permanecendo até a época mais quente e chuvosa. Este comportamento, em muitos locais do Brasil, deu origem à lenda de que os sapos caem do céu, pois, com a umidade provocada pelas chuvas, os anfíbios saltam das covas onde estavam em estado de dormência, para a atividade.
Também dependem da água para se reproduzirem: a fecundação ocorre fora do corpo da fêmea e o gameta masculino necessita do meio aquoso para se locomover até o óvulo da fêmea. Esta dependência ocorre também porque os ovos não possuem proteção contra a radiação solar e choques mecânicos. O desenvolvimento da larva é indireto, ou seja, a larva após a eclosão do ovo, passa por várias transformações até atingir a forma adulta. Um exemplo é o girino.
Principais grupos de anfíbios
| Grupo | Significado | Exemplo |
| Anuros | Sem cauda | sapos, rãs, pererecas |
| Ápodes | Sem pés | cobras-cegas |
| Urodelos | Caudados | salamandras |