Comunismo
É um sistema econômico o qual nega a propriedade privada. Em um sistema comunista os meios de produção são socializados, ou ainda, a produção de uma sociedade é apropriada socialmente e não por alguns indivíduos.
Em seu uso mais comum, o termo Comunismo se refere à obra e às idéias de Karl Marx e, posteriormente, a diversos outros teóricos, notavelmente Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo, Vladimir Lenin, Leon Trotsky, dentre inúmeros outros. Uma das principais obras fundadoras desta corrente política é "O Manifesto do Partido Comunista" de Marx e Engels.
A principal característica do modelo de sociedade comunal proposto nas obras de Marx e Engels é a da abolição da propriedade privada, e a conseguinte orientação da Economia de forma planejada, embora algumas vertentes do Socialismo e do Comunismo, identificadas como anarquistas, defendam um socialismo baseado na abolição do Estado. Se tornam mais visível as diferenças entre estes grupos quando se sabe que a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) terminou como resultado da cisão entre Marxistas (que acreditavam na necessidade de tomar o poder do Estado para realizar a Revolução) e Bakuninistas (que acreditavam que não haveria Revolução a menos que o Estado fosse abolido junto com o Capitalismo).
A teoria que dá base à construção do Comunismo tem como ponto de partida a sociedade capitalista, onde, de acordo com a ideologia comunista, impera a propriedade privada dos meios de produção e imprime a todas as esferas da vida a marca do individualismo e da extração da mais-valia, esta sendo a fonte maior da exploração dos trabalhadores pela classe dominante e a conseqüente desigualdade de classes, na concepção marxista. Marx considerava que somente o proletariado, denominação para os trabalhadores que produzem mais-valia, principalmente os da grande indústria, poderia, por uma luta política consciente e conseqüente de seu papel, derrubar o Capitalismo, não para constituir um Estado para si, mas para acabar com as classes sociais e derrubar o Estado como instrumento político de existência das classes.
A palavra comunismo apareceu pela primeira vez na imprensa em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Segundo ele, estes consideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. As palavras Socialismo e Comunismo foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX. A definição do segundo termo é dada após a Revolução Russa, no início do século XX, pois Vladimir Lenin entendia que o termo socialismo já estava desgastado e deturpado. Por sua teoria, o Comunismo só seria atingido depois de uma fase de transição pelo socialismo, onde haveria ainda uma hierarquia de governo.
Fonte: Wikipedia
Só duas coisas a tecer, amigos:
1) Sim, hoje em dia emprega-se Comunismo para se dizer "a Evolução final do Socialismo", o estágio deste em que já não há críticas ao governo, nenhuma rebelião, tudo em conformidade com o sistema (utopia!); mais do que isso, o próprio Anarquismo, tão divergente, convergiria para um mesmo fim.
2) Marx e seus seguidores parecem não deixar uma coisa em suas obras exatamente CLARA: e os discordantes do novo regime igualitário, tanto algum proletário rebelde e alienado quanto um nobre que perdeu o poder pleno... O que aconteceria com um dos "excluídos" dessa nova ideologia, que não quisessem compartilhar o "fruto sagrado"? Seriam expulsos do país onde ele primeiro se instalasse? Ou, se fosse de âmbito global, seriam mandados em sondas ou simplesmente escravizados?