Editora Companhia dos Loucos: livros e andanças.

 

“Loucura? Sonho? Tudo é loucura ou sonho no começo.

Nada do que o homem fez no mundo teve início de outra

maneira – mas já tantos sonhos se realizaram, que não

temos o direito de duvidar de nenhum.”

                                                           Monteiro Lobato       

E dá-lhe mimiógrafo!

Jornalismo nas Margens – uma reflexão

sobre comunicação em comunidades

empobrecidas, da jornalista Elaine Tavares.

Para ler a resenha, um clique aqui. 

 

 

Livro-ferramenta para jornalistas

e multiplicadores culturais do povo.

Tamanho: 21x15 cm.

Número de páginas: 50.

Preço: R$ 5,00, mais as despesas postais.

É só pedir, que a gente envia.

 

 

E o corvo disse: Nunca Mais...

Uma Cidade na Memória, de James Dadam.

Para ler a resenha, um clique aqui.

 

 

 

Toada / crônica / reportagem sobre

Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Tamanho: 21x16 cm.

Número de páginas: 92.

Preço: R$ 7,00, mais as despesas postais. 

É só pedir, que a gente envia.

 

 

Ao Sol silencioso, longe da cidade.

Seres do Bem – retratos de viandantes, de Ricardo Casarini.

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Livro de caminhadas e louvores do fotógrafo Ricardo Casarini Muzy.

Tamanho: 24x21 cm.

Papel: Couchê fosco (miolo, 120g); couchê brilhante (250g, capa).

Número de páginas: 104.

Preço: R$ 25,00, mais as despesas postais.

É só pedir, que a gente envia.

 

Façam seus pedidos pelo enlace contata-nos, neste sítio.

 

 “Sonhos: acredite neles.”

                              Vladimir Ílitch Lênin

Manifesto dos loucos e poetas da Cooperativa da Palavra 

Esta é uma idéia que vem se colocar na outra mão da história. Enquanto milhares de pessoas gastam energias competindo com seus colegas, sonhando com fama, ouro, ferraris e apartamentos de cobertura, nós decidimos que não pode haver nada mais belo do que viver em comunhão. Com-viver, co-sonhar, co-realizar, co-desejar...juntos, comungando o sagrado direito da vida feliz. Nosso espaço é o mundo das letras, das palavras. Somos construtores de jardins, não esses, comuns, unicamente de flores. Nossos jardins são, justamente, pedaços de um maior, o grande, o mundo em que queremos viver. De riquezas repartidas, livre, justo, pleno.

A preciosidade que temos é nossa capacidade de evocar o poder das palavras, fazê-las andar, iluminar caminhos, transformar realidades. A matéria prima da nossa riqueza é a força da palavra criadora, dabar. Mas, muitas vezes, no mundo competitivo, nossa palavra é castrada, quebrada, mutilada, calada, censurada, em nome de coisas tantas como lucro, mercado, capital. A palavra que escapa dos nossos jardins não é palavra mansa. É selvagem, indomável, perigosa, porque não se propõe adoçar nem dourar o que dói. Ao contrário. Mesmo quando doce, terna, ela queima porque diz da dor, do segredo, do amor, do ainda-não, do não e de um outro sim. É palavra incômoda que narra o mágico e o real sem retoques. Por isso não cabe em editoras e casas de livros. A palavra livre não tem por onde se espraiar no mundo daqueles que se acham no direito de só deixar escapar as que são aceitas pelo grande deus mercado. Não sabem eles que a palavra livre é livre.

 

E que as coisas e seres livres ninguém aprisiona, porque a liberdade não mora no corpo, mora no desejo de ser.

A Cooperativa da Palavra nasce desse desejo de ser livre e se deixar voar. Ela se propõe a fazer andar a palavra que constrói e destrói, a palavra invencível, caminhante, viandante. Não é empresa, não é editora registrada, não quer lucro, nem fama. Só quer deixar que as selvagens palavras saiam galopando num livro para que a eternidade se aposse delas. É cooperativa da palavra e de palavra. Nela, só o que se pede é a palavra. Cada membro dá sua palavra de que vai ajudar em algo. Na edição, no desenho, na diagramação, nas letras, no dinheiro para pagar a gráfica, no que for. Toda contribuição é bem-vinda. Depois, cada um dá a palavra de que vai fazer circular e pronto. Está feito!

 

A cooperativa da palavra vai oferecer ao mundo a Companhia dos Loucos. Seres alados, mágicos, visionários, malucos, fazedores de jardins. Eles vão espalhar seus temores e dores e amores e segredos e sonhos e utopias e terrores e esperanças e esperanças e esperanças. Porque só os loucos e os poetas se propõem a, num mundo de fugitivos, caminhar de volta para casa. Juntos, em comunhão, dando unicamente a sua palavra.

 

Loucos e poetas

Desterro / inverno / 2002

 

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