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ALHO

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Nome Cient�fico: Allium sativum, L.

Fam�lia: Liliaceae

Nomes Vulgares: Alho, Alho-Comum, Alho-Manso, Alho Hortensis e Moliem (Almeida, 1993 in Carneiro, S.M. de B., 1997).

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Caracter�sticas Bot�nicas

Planta herb�cea, podendo atingir at� 70 cm de altura (Almeida, 1993 in Carneiro, S.M. de B., 1997);
� formada de 8-12 bolbilhos oblongo-agu�ado arqueado, s�sseis, inclusos e envolvidos numa fina membrana branca ou r�sea;
Folhas lineares;
Flores brancas ou avermelhadas e com espata ovado-arredondada, univalve, caduca, comprida;
Fruto c�psula loculicida com 1-2 sementes em cada loja (Corr�a, 1926 in Carneiro, S.M. de B., 1997).

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Coment�rios

Segundo Alzugary e Alzugary (1983) in Carneiro, S.M. de B., 1997, o alho j� era famoso desde a antig�idade, onde os antigos eg�pcios acreditavam que o Alho dava aos seus escravos for�a para resistirem ao trabalho �rduo, e aos soldados, coragem nas batalhas. J� os gregos usavam-no como laxante e diur�tico. Algumas celebridades como Hip�crates (pai de medicina) receitava o alho contra a lepra e a c�lica. Para alguns, o alho tamb�m � um excelente afrodis�aco.

Corr�a (1926), diz que em alguns lugares como a India, era cultivado como planta ornamental e usavam como meio de cultivo, ligado a supersti��es, onde colocavam um colar de bolbilhos no pesco�o das crian�as atacadas por coqueluche.

Almeida (1993), ainda cita que o alho � comumente cultivado, j� que � amplamente empregado em prepara��es e temperos de v�rios alimentos. Apresentando um sabor forte e cheiro desagrad�vel. Por outro lado d� gosto aos alimentos e cura com sucesso diversas doen�as.

Seu uso interno:

Evita a congest�o;
Faz baixar a press�o;
Impede as intoxica��es;
� indicado nas afec��es catarrais agudas e cr�nicas;
� expectorante. Emprega-se tamb�m, com bons resultados como:
Anti-s�ptico;
Carminativo;
Depurativo do sangue;
Diur�tico;
Emoliente;
Febr�fugo. Balm�(1978), Almeida(1993), Balbach e Boarim(1993), Bremness (1993) in Carneiro, S.M. de B., 1997.

Conforme Balbach e Boarim (1993) in Carneiro, S.M. de B.(1997), o alho � usado como elemento auxiliar na terapia diet�tica em casos de �cido �rico, c�lculos, c�lera, diabete, difteria, enfermidades do f�gado, dos rins e da bexiga, esgotamento, hidropisia, ins�nia, paludismo, reumatismo, s�filis, tifo e �lceras. Amassando com azeite de oliva combate a pris�o de ventre. Outrossim, estimula a secre��o dos sucos g�stricos e intestinais, favorecendo a digest�o. Como verm�fugo, usa-se o alho, em infus�o, com leite. Toma-se tr�s ou quatro vezes ao dia.

Moreira (1993) in Carneiro, S.M. de B.(1997), diz que o alho colhido de julho � agosto � usado para combater vermes, febres intermitentes, areias e pedras da bexiga, escorbuto e c�lera.

Externamente usa-se amassando sobre os ferimentos produzidos por metais enferrujados ou outros como espinhos, madeiras, vidros e materiais pl�sticos (Almeida, 1993).

Balbach e Boarim (1993), descrevem o seu uso externo contra calos, verrugas, sarnas, impingem, micose, manchas da pele, etc. � tamb�m indicado para os casos de dor de ouvido. Biazzi (1995) cita o uso em cataplasma para resolver tumores.

Rotmam (1984) in Carneiro, S.M. de B.(1997), comenta que para destruir o odor exalado ap�s o consumo de alho, � uma �tima medida beber o suco dilu�do de lim�o, ou ent�o mastigar por algum tempo folhas de alface, salsa, erva doce.

O uso excessivo pode causar problemas digestivos, dores de cabe�a, dores nos rins, c�licas, v�mitos, diarr�ia e tontura (Balbach e Boarim, 1993).

Corr�a (1926), Balbach e Boarim (1993) ressaltam o cuidado com as lactantes, que devem evitar o uso liberal do alho, pois pode provocar c�licas no ventre do lactente. E tamb�m pessoas que sofrem de hipotens�o e doen�as na pele.

Cruz (1985) in Carneiro, S.M. de B.(1997), diz que o alho � anti-t�xico, pois seu uso n�o permite que se formem toxinas no intestino.

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Composi��o Qu�mica

- �leos essenciais � A alicina � a subst�ncia do constituinte qu�mico ativo da planta. Ajoeno � outra subst�ncia encontrada nesta planta, testes in vitro demonstraram que o ajoeno inibe a agrega��o plaquet�ria por todos os indutores conhecidos. A alicina possui propriedades fungicida, antivir�tica e antibacteriana frente a v�rios microorganismos, especialmente sobre a Candida albicans. Essa subst�ncia mostrou maior ativida bacteriost�tica do que bactericida. Inibe tamb�m a agrega��o de plaquetas induzida pelo col�geno.

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