Tópicos principais:

10) O movimento super-luz

A concepção básica da teoria da relatividade de Einstein, costuma ser interessantemente elaborada a partir do seguinte fato. A velocidade da luz é sempre constante, ou seja, viaja sempre em movimento uniforme (MU) a 300.000km/s. Logo, toda a informação visual, corpos e objetos que identificamos, não passa do tempo necessário para que a luz percorra uma certa distância num determinado período de tempo, até que ela impressione a nossa retina.

Isso significa, que quando olhamos um relógio ao meio-dia em ponto, não olhamos exatamente o relógio, mas a imagem dele. Imaginamos agora, afastando-nos do relógio na velocidade da luz. Ao fazer isso, a luz refletida do relógio que marcava meio-dia, também correrá com a gente a 300.000km/s. Para nós, o tempo pararia, pois sempre seria meio-dia em ponto quando olhasse-mos para o relógio. Veja:


Fig. 10.1: Vemos João olhando para o relógio. O facho de luz refletido do relógio ao olho de João, marca a hora exata de meio-dia.

Fig. 10.2: João agora “foje’ do raio luminoso, na mesma velocidade deste. Como ele nunca recebe um “novo facho de luz” e só olha para o mesmo facho na direção do relógio, ele só verá meio-dia. Para ele, o tempo parou.

Agora vem a parte esquisita da coisa. Se você pudesse viajar mais rápido que a velocidade da luz, você estaria andando à frente da onda luminosa, emitida no “agora” e ultrapassaria as ondas emitidas antes do “agora”. O relógio pareceria estar rodando para trás, exatamente como uma fita de video cassete sendo reproduzida ao reverso. Como efeito, você estaria voltando no tempo.

Cedo ou tarde, chegaria—se a conclusão que você teria criado uma máquina do tempo. E isso leva a todos os tipos de paradoxos.

Nick Herbert escreveu em seu livro “Fater than Light, Superluminal Loopholes in Physics” (Mais rápido que a luz, Falhas na Teoria do Movimento Super-Luz na Física) que o movimento super-luz não está vetado pela relatividade.

Hebert lança como dúvida o princípio de que existem certas ocasiões que as leis da física fogem até à relatividade. Hebert apresenta uma lista de 14 "objetos" que viajariam mais rápido que a luz. A lista de Herbert dos 14 "objetos" que viajam mais rápido que a luz, envolvem:

1- A interseção das lâminas de um par de tesouras, sendo que tais lâminas sejam longas o suficiente e estas sejam fechadas a uma velocidade próxima de "c".

2- A imagem dos movimentos rápidos do facho de um holofote, desde que você esteja olhando de uma distância grande o suficiente.

3- A sombra do eclipse de um planeta sobre um outro mais distante.

4- Uma barra longa, infinitamente rígida, na qual o empurrão empregado em uma extremidade, é instântaneamente transmitido a outra extremidade, não importa o quão distante estejam.

5- A colisão de duas ondas (como as do mar) na qual ondículas transitórias se formam e parecem se movimentar mais rápido que a luz.

6- Alguns Quasares parecem emitir pequenas quantidades de material movendo-se a velocidades superiores à luz.

7- A velocidade da fase de um sinal radiofônico viajando através de plasma parece adquirir velocidade super—luz.

8- Certas luzes de marcação (aquelas vistas no alto de prédios muito altos) podem ser programadas para piscarem em velocidades aparentemente maiores que c.

9- Uma longa cauda de cometa, como um holofote, viaja mais rápido que a luz quando a cabeça do cometa gira em torno do sol.

10- As ondículas que se formam quando as ondas do oceano quebram na praia podem viajar a velocidades infinitas quando tal onda atinge a praia em certos ângulos e em toda parte simultaneamente.

11- O elétron que forma o ponto em um ociloscópio pode, a princípio, viajar a velocidades maiores que a da luz.

12- Em uma situação ideal, na qual a terra pode ser considerada em repouso (o antigo modelo Geocêntrico aceito antes de Copérnico) implicaria em velocidades super-luz para Netuno e Plutão.

13- A própria teoria do Big Bang admite que o universo se expandiu a velocidades super-luz imediatamente após a explosão.

14- Devido à dilatação do tempo a bordo de uma nave que viaja a uma velocidade próxima a da luz, os tripulantes desta teriam a impressão de estar viajando a velocidades superiores a c.

Quanto a este último exemplo, é lógico que os observadores externos ainda veriam a nave em velocidade sub—luz.

 

1