Sucesso no grito
Insatisfeito na
Bandeirantes, o apresentador assina contrato com
a Record, onde quer fazer um programa com a sua
marca
Quando
saiu de Cuiabá, em Mato Grosso, com destino a São
Paulo, aos 14 anos, Otaviano Costa só tinha um
plano: ser jogador de vôlei profissional.
Um
ano depois, o garoto estreava como apresentador
de um programa da rádio Jovem Pan. Na sequência,
foi VJ da MTV, participou da Escolinha do
Golias e foi repórter do Domingão do
Faustão. No final de 1999, praticamente
desconhecido, Otaviano assumiu o lugar de Luciano
Huck na Bandeirantes. Em menos de dois anos,
conquistou um público fiel e engordou sua conta
bancária em mais de R$ 2,6 milhões.
Incomodado
com o excesso de erotismo em seu Superpositivo
e cansado de dividir o palco com os personagens
do programa, Otaviano, 28 anos, resolveu trocar
de canal. Ele acaba de fechar um contrato com a
Record onde terá um programa a partir de outubro.
Seu atual salário, de R$ 25 mil, vai
praticamente dobrar na nova emissora. Filho mais
velho de um casal de engenheiros que vive em
Cuiabá, Otaviano se considera um caipira.
Um caipira que conquistou o País no grito.

Como foi se mudar para São Paulo, sozinho,
aos 14 anos?
Foi um orgasmo cultural e social. Morava com
outros jogadores do Banespa, clube onde vim jogar.
Eu sofria porque minha família estava muito
longe. Aos sábados, entrava ao meio-dia numa
sessão de cinema e saía dez da noite, na última.
Sofri, fui assaltado seis, sete vezes, tomei
porrada de bandido que queria roubar minha
mochila. O primeiro ano foi um inferno. Para
viver em São Paulo, se você não tem cabeça
nem bolso, perde os dois.
Continua...
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