
Os farsantes continuam a te sugar, camarada??? Como são oportunistas
e baixos estes vampiros de almas... Querem tornar-se escravizadores dos
pobres, dos menos favorecidos, tentam Te comprar com seu vasto dinheiro,
não possuem Ética ou Honra!!!
Continuo a Te dizer: afasta-Te o quanto antes!!! Ainda não é
tarde, Te digo... Estes seres, movidos pelo egoísmo e pelo enriquecimento
fácil e, por muitas vezes ilícito, querem transformar Teu
simples e belo ser em um mero escravo de seus bel-prazeres...
Mas os vampiros notaram que Tu não Te corrompes, que possuis a Ética
e a Honra de um ser dedicado a Saturnus. Voltaram-se contra Ti, então!!!
E, dessa forma, diluem toda sua ludibriante mentira contra Tua pessoa,
blasfemando-Te.
Forjam-se os vampiros em sua popularidade, pois existem muitos fracos que
deixam-se levar pelo limitado mundo de mentiras do “quem paga mais...”
Esses mesmos fracos que hoje voltam-se contra Ti!!! Não, Irmão,
esta não é Tua real índole!!!
Temem, principalmente, o retorno da Época de Ouro dos Teus
Antepassados, onde não haviam disputas e o Solo era Fértil,
onde reinava a concórdia, onde a Honra era regida pela Espada!!!
A Real e Verdadeira Espada de um ser devotado à Saturnus...
Avante, Camarada!!! Muitos como Ti já se reúnem em torno
da verdadeira e antiga Ética pagã. A Saturnália está
próxima de ser celebrada!!! Mas esta não deveria ser uma
festividade saudosa e limitada por data, não, isto Te digo em certeza...
Ela deveria ser algo corriqueiro na vida de todos os dignos cidadãos
desta terra de riquezas.
Isto é: onde prevalecer o caos, haverá sempre o insurgir
de aproveitadores e escravizadores. Pessoas de péssima índole
que movem sua riqueza em favor da ludibriação e desvirtuar
do pouco que ainda resta de verdadeiro e honrado no ser humano... Fuja
destes e lute com Honra contra os usurpadores!!!
Fertilidade é o que Tu representas, ó Fehu que propala a
riqueza para o Um e para todos. Não há ganância em
Tua mentalização, com profundo desapego ante as conquistas
proporcionadas por Teu invocar... Os deuses Vanir, que representam o nascimento
e que em Ti encontram o símbolo único, por Mim são
trazidos quando tenho em mente Tua imagem...
Freyr e Freya, que são caracteres respectivos da fertilidade e da
criatividade, estão representadas no Teu belo Símbolo, ó,
Fehu. Não o utilizo por instrumento vulgar de misticismo e sorte,
mas por um de uso diário em Minha Interior Vontade de transformação
espiritual...
A fertilidade do solo, do homem e mulher sadios, ah, como são belos...
Digo mais ainda: são simbolicamente complementares. Com o solo a
produzir em profusão, sobra tempo e disposição para
o desfrutar do amor. E o amor, nestas duas representações,
resultam em belo nascimento, em fertilidade.
Há a preocupação com a riqueza material. Dispense-a,
pois não é necessária nesta relação
intrínseca e simbólica com a natureza. Plante e colha o necessário
para o sustento de Teus familiares e o que sobrar podes partilhar em total
desapego entre os pobres. Mas não te esqueças: se estivéssemos
em um reino que valorizasse a fertilidade em todos os âmbitos, não
haveria nenhuma forma de pobreza. Mas este não é o caso no
atual mundo de egoísmo e corrupção...
Já a criatividade é apenas resultado do belo nascimento provindo
da prática sadia da mentalização de Fehu. Criativa
é a criança que nasce em proximidade do solo fértil,
criada livre, em Justeza, em conformidade com a luta pela libertação
dos Seus. Criativa é também a Natureza, que nos dá
tudo que em terra fértil plantamos. E terra fértil é
o que não falta à Vossa volta. Trate-a com respeito e dignidade,
e terás de retorno um nascimento contínuo
e belo.
Perfeita é a criatividade natural. Que não seja em vão
o colher dos frutos. Honre-os com Teu sangue, com Tua justeza de caráter,
e belos serão Teus filhos. Belos em Espírito, em Corpo e
em Mente. Criativo é este ser que vive em Riqueza Interior!!! Sem
medo, irá gerar fabulosos frutos que continuarão Tua obra
na difusão da boa-nova. Heil Freyr, Deus viril da fertilidade!!!
Heil Freya, irmã gêmea de Freyr e consorte fértil!!!
O Sangue e o Solo
estão, assim, consagrados!!!
Ao som dos entusiasmados tocadores de gaita fole, estava o desapercebido
Salmac embriagado pelos muitos goles de boa cerveja tomados. Mas não
era uma embriaguez qualquer, de cuja qual sentiria-se impedido de levantar-se
ou de caminhar pelo estreito salão. Era uma embriagues lúcida,
que o deixava em total potência, que o tornava apto a agir e reagir
a qualquer movimento contrário em falso. Sua bela espada, forjada
em aço azul dos mais raros, o acompanhava neste momento de descanso.
Caminhara muito durante aquela última noite e manhã. Fugia
dos mortos, aqueles que se negavam a cumprir seu destino numa ânsia
de eterno viver.
Grupos de físicos haviam descoberto a real existência da Alma
e que poderiam eternizar-se quando estas fossem manipuladas. Era a Quântica
comprovada pela Teoria da Relatividade, após muitos estudos sobre
o que consideravam como “anti-matéria.” Mas essa existência
não seria contínua se o morto deixasse de se alimentar. E
este alimento nada mais seria que a alma de um ser vivo!!! Inicialmente,
alimentavam-se os mortos da alma animal. A grande maioria deles era incentivada
pelos próprios parentes, já que era necessário um
primeiro sacrifício d’alma para ressuscitar-se o morto. Mas os vivos
passaram a notar, com passar dos anos, que a alma dos animais gerava neles
degeneração. E esta degeneração fora a responsável
pela sua queda ao “irracionalismo” animal, tornando-se eternos canibais
etéreos dos seres viventes. Tão terrível havia tornado-se
aquele mundo, que a multiplicação daquelas aberrações
gerara o caos em diversas regiões. Salmac junto a sua Família
encontrava-se reunido a cerca de uma semana, em sua propriedade, localizada
na Montanha Azul (em alusão ao minério forjador de sua espada,
encontrado em demasia naquela região, mas de uso cativo dos consangüíneos
de Salmac). Possuíam também belos cavalos de raça
que os serviam de montaria já a inúmeras gerações.
Estes mesmos cavalos foram os primeiros a notar
a presença dos mortos, também foram os primeiros a morrer...
Os malditos mortos haviam chegado muito mais rapidamente à
sua região do que propriamente as notícias...
Sua esposa e os dois filhos, naquela bela manhã de sol de Inverno,
haviam entusiasmado-se com o pequeno quebrar do frio. Aquela era a época
mais gélida em seu quadrante, havendo o insurgir de um agradável
sol da manhã naquele dia, o que degelara a fina neve da noite
anterior, e que os incentivara na ida ao estábulo para um passeio
a cavalo. Salmac encontrava-se cortando lenha, pois era necessário
preparar o suficiente para manter-se aquecido em casa enquanto durasse
aquele rígido Inverno. Aquela manhã fora um alento dos deuses,
de cuja qual deveriam o máximo tirar proveito.
Havia estoque o suficiente de alimento em sua casa, colhido durante o último
Outono. Os cavalos também encontravam-se protegidos por um asilo
previamente preparado. Aquecidos e tão bem alimentados quanto sua
família, o Inverno caminhava em sua bela e periódica continuidade.
Mas algo de terrível os espreitava a dias: eram os mortos que se
aproximavam!!! A ida de sua esposa e filhos ao estábulo fora o descobrir
da primeira evidência, já que encontraram mortos os garanhões.
Os corpos dos cavalos encontravam-se quentes, o que a fez ter certeza da
proximidade do (s)covarde (s) assassino (s). Tratou de proteger seus dois
filhos atrás de si e de armar-se com o primeiro ceifador que aparecera
pela frente. Dirigia-se com cuidado ao portão de saída do
estábulo, temia o que poderia insurgir durante a caminhada até
sua casa. Sua principal desconfiança era dirigida aos predadores
da floresta, muito comuns em toda aquela região, o que a fez não
cogitar os mortos. Aquela região era muito alta e isolada, extensa
era a floresta a sua volta. Isso poderia, no mínimo, manter qualquer
morto afastado do seu lar, já que
encontrariam alimento
animal o suficiente no meio do caminho, ou talvez fossem por eles devorados,
ou certamente congelariam!!!
Saíra aos gritos... Talvez com estes espantasse as bestas animais
da floresta, ao mesmo tempo em que ameaçadormente empunhava o ceifador.
Mas o resultado fora essencialmente o contrário (embora também
tenha sido ouvida pelo marido): alertara os mortos, que por ali rondavam,
quanto a sua presença. Sons terríveis foram ouvidos por si,
sons cada vez mais próximos!!! Salmac estava a cortar lenha, quando
ouvira os desesperados gritos de sua amada esposa. Não estava tão
distante do local e compreendera de imediato que algo de estranho ocorrera.
Empunhou, de forma imediata e atenta, a inseparável espada azul.
Postou-se em direção ao estábulo, onde sabia que encontraria
seus entes queridos em provável perigo. Sua visão, do alto
do monte de pinheiros em que se encontrava, fora terrível: os malditos
mortos já cercavam sua esposa e filhos. Seu urro de raiva fora colossal,
dado em uma tentativa de desviar a atenção daqueles malditos
devoradores de almas. Sua espada empunhada encontrava já um braço
rígido, rígido pela vontade de cortar imediatamente a cabeça
daqueles animais!!! Seus passos apressados em direção
aos mesmos não fora por menos... Sabia que os mortos eram rápidos
ao perfurarem acima da cabeça de suas vítimas, um ponto que
reúne toda a saída de energia do corpo e do qual tinham pleno
conhecimento de como sugar a alma.
Fora bem rápida a aproximação de Salmac. Seu grito
de luta apenas despertara a atenção de uns dois, enquanto
os outros cinco cercavam seus entes amados. Eram sete, ao todo, os
que teria de enfrentar e, antes da dupla que viera em sua direção,
seu primeiro intuito fora o de derrubar primeiramente os que ameaçavam
seus filhos e esposa. Ao se aproximar, observara a interposição
dos dois mortos, que olhavam para Salmac de forma ameaçadora. Um
leve toque de suas bocas em sua parte posterior da nuca já seria
o suficiente para o iniciar do sugar da alma. Os olhos em lágrimas
já faziam demonstrar o temor de Salmac pela sorte de seus entes
queridos. Sua esposa havia conseguido se livrar de dois, cortando suas
cabeças, mas o voltar dos outros três em sua direção
o fizera concluir que não estavam mais, os amados, vivos. Seu choro,
que antes era de desespero pela impotência alimentada pela distância,
tornou-se agora de mais puro ódio!!! Nunca aqueles terríveis
seres imaginaram encontrar um adversário tão terrível
e ameaçador quanto as suas forças. A espada de azul tornara-se
vermelha após os poucos golpes desferidos contra os pescoços
dos zumbis. Vermelha pelo sangue que jorrava dos corpos mortos, desmembrados
que eram pela espada de Salmac. Conhecia ele a única forma
de se eliminar os mortos: decepando-lhes a cabeça. A afiada lâmina
de sua espada, forjada por seu bisavô, a muito não sentia
o gosto do sangue. Pois já se faziam quase cem anos desde
a última grande batalha naquela região.
Cansou-se após o cair do último zumbi. Mas ainda tinha forças
em seu âmago, dirigindo-se em direção à esposa
e filhos que estavam desfalecidos ao chão. Suas frágeis cabeças
estavam abertas, tinha sido tarde demais!!! Seu choro é acompanhado
de ódio e remorso por suas mortes. Sentia-se culpado!!! Dessa forma,
volta a lâmina da espada contra seu próprio corpo no intuito
de matar-se ao lado de sua querida amada e filhos. Mas tão logo,
de joelhos, postou-se a fazê-lo, sentiu acima de sua nuca uma sucção
que fez seus vastos loiros cabelos levantarem-se pela força: era
um morto que aproximara-se sorrateiramente e que estava faminto por sua
alma. De sua barriga, Salmac virara velozmente a espada em direção
à cabeça do facínora, em um movimento circular contrário
e para cima, rachando a cabeça do nefando ao meio.
Aquela sua pronta resposta o fez repensar na possibilidade de suicídio.
Seria inútil naquele momento, sendo que sua vingança
contra aquela raça não estaria completa. Resolve então
sair vagando até o setor comercial de sua cidade, após enterrar
os frágeis corpos dos amados. Enterra-os junto aos chocalhos, que
são simbólicos instrumentos de defesa para as suas novas
existências etéreas... Resolvendo tornar-se um caçador
inveterado de mortos, todos estes que cruzassem em seu caminho seriam terminantemente
executados. Para Salmac: o egoísmo humano tornara todo
o belo Rito de Eternidade em um grande erro, talvez desde o começo,
por encontrar como manipulador de seu poder o homem, que a partir de então
quis se auto-classificar, em um extremo egocentrismo, como o “centro do
universo.” Principalmente agora que os aterrorizantes atos dos mortos
fugiam de controle. Um erro que deveria ser corrigido. E sendo a luta de
Salmac pela eliminação de todos, havia nesta resolução
uma questão de Honra para si.
Após uma semana de caminhada por entre a floresta, conseguira chegar
ao setor central de sua cidade: um pequeno clarão na floresta, de
onde partiam as embarcações para as cidades abaixo do rio
e por onde eram escoados os produtos a serem utilizados no escambo. A entrada
e a saída das poucas pessoas e mercadorias se davam por aquela região.
Fora assim que Salmac chegara à Taverna, imaginando o porque da
alegria daqueles jovens, que não sabiam o perigo que os espreitava.
A tristeza estava em seus olhos, e todos ali evitavam incomodar um homem
triste, por receio, pois não era algo comum naquela próspera
região...
Salmac permanecia calado, observando e pensando numa maneira de agir ainda
naquele dia. Poderia reunir fortes e honrados homens, com eles saindo em
caçada aos mortos. Mas estava exausto naquele momento, antes de
tudo. Só não imaginara que sua ida até ali servira
ao propósito dos mortos, que o seguiram como isca até a civilização
mais próxima, tão ingrata fora sua surpresa com o adentrar
de um alarmado concidadão avisando quanto a aproximação
dos zumbis à cidade. Eram muitos, em dezenas!!!
Salmac prontamente levantou-se. Era necessário lutar!!! Sabia que
sua morte estava próxima. Mas, independente de tudo, não
o importava mais que morresse lutando. Era a Honra de sua Família,
de seu sangue, em jogo!!! Com sua majestosa lâmina azul em mãos,
levanta-se, dirigindo-se para o exterior da Taverna. Lá estavam
os zumbis fazendo mais inocentes vítimas. A visão era perturbadora
pois pareciam muito mais que as dezenas anunciadas pelo afoito homem na
taverna... Olhou à sua volta: os mortos aparentavam vir da
região Nordeste, onde as desérticas terras eram desprestigiadas
e seus cidadãos somente viviam do comércio. Não
era uma região pobre, mas corrupta e tomada por seres desonrados
da pior estirpe.
Também notara Salmac que mais algumas dezenas de homens de valor
postavam-se para defender suas vidas com espadas, lanças, arcos
e machados em punho pelas ruas da cidade. Eram todos vizinhos seus, camaradas
de noitadas de vinho e de festas em honra aos deuses pagãos. Também
tinham esposas e filhos em sua maioria, alguns com uma ascendência
familiar naquela região muito mais antiga que a própria família
de Salmac. Reconhecendo-os, bradou em alto som a pequena frase: “Camaradas,
estes seres a cerca de uma semana assassinaram minha mulher e filhos sem
piedade. Agora mesmo podem estar atacando os seus. Por isso, vos digo:
não tenham piedade, pois a única forma desses zumbis caírem
é cortando suas cabeças. Vossas afiadas e seculares espadas,
em defesa da Honra e da Verdade, devem prevalecer neste instante!!! Por
isso, vos digo: ao ataque!!!” Estava, assim, iniciado o combate. Urros
dos mais terríveis foram ouvidos dos aldeões, segundo narrativas
da época, que partiram em direção, de forma viril,
aos mortos. Todos com suas belas e milenares armas em punho!!!